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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Por Falar Noutra Coisa - Adoro os Globos de Ouro

Na realidade nunca os vi, o que me entusiasma verdadeiramente é o dia pós-Globos de Ouro devido a esta crónica.

 

Se acharem piada não se esqueçam de procurar as dos anos anteriores, são umas pérolas tais que o autor já foi ameaçado de ser processado.

 

E falando tecnicamente, se já tivesse idade para sofrer de incontinência possívelmente urinava-me a rir com isto .

 

Deixo aqui um cheirinho, é só para terem uma ideia.

 

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 "Quando queres ser badboy, mas a tua mãe só te deixa fazer tatuagens do Bolicao. A cara faz-me lembrar um hamster que que eu tinha que guardava as sementes nas bochecas ou o meu irmão que teve uma fase que não engolia saliva e a acumulava e depois ia cuspir à casa de banho."

Guilherme Duarte em Blog "Por Falar Noutra Coisa"

 

 

Muito Orgulhosa

Acabei de ver a atuação do Salvador Sobral, não faço a mínima ideia de qual será o resultado nem me interessa por aí além.

 

Estou muito orgulhosa de toda a simplicidade, claridade vocal, emoção e sobretudo entrega. Ele não cantou. Ele viveu as palavras e a música.

 

Esperava acompanhar a canção mas não consegui. Fiquei com a voz embargada.

 

Ele ali no meio da sala foi mesmo um oásis no meio da atuações produções do costume.

 

Parabéns Salvador

 

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Ferir Susceptibilidades

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Vejo uma série de cariz cómico que passa já depois da meia-noite, sobre miúdos de 20 anos, que fazem coisas próprias de miúdos de 20 anos, que dizem coisas que se dizem aos 20 anos, que passam por situações que passamos aos 20 anos (e muito provavelmente nas décadas seguintes) e que é precedida por este aviso.

 

Violência não há mas como tem calão e por vezes simulação de sexo....

 

O que me fere a sensibilidade são avisos destes quando se vê tanta violência gratuita a qualquer hora na tv.

Got No Talent

Já tenho seguido alguns concursos de talentos mas sempre odiei ver aqueles em que o júri aproveita para se vingar de todas as frustrações da sua vida deitando os concorrentes abaixo. Também nunca tive paciência para o "Got Talent" pelo formato.

 

Contudo para dar uma oportunidade, segui por alto o último programa Got Talent Portugal (não me perguntem quem ganhou porque já esqueci) e comecei também a ver alguns concorrentes desta edição.

 

E percebi...que estou farta de talentos a sério.

 

Dei por mim a vibrar com alguns concorrentes aparentemente mesmo maus. É que eles parecem tão maus que acabam por ser excelentes de maus. São pessoas que não tem talento específico mas vibram com o que fazem. O Pedro Tochas vibra com eles, o público delira com aquilo tudo e eu riu-me que nem uma perdida, não deles mas com eles e fico desejosa que eles passem para assistir aquilo outra vez (obviamente que só o Pedro Tochas os passa e eles ficam pelo caminho).

 

E não falo de desafinados ou pessoas que ainda precisem de aulas para melhorar. Estou a falar mesmo de ideias mirambolantes.

 

Em canais cheios de programas de talento, um Got No Talent é que era. Só punha o Pedro Tochas e o Nuno Markl no júri de forma a descobrirem o mais louco entusiasta de Portugal.

 

Para mim o Tochas e o Markl, são os verdadeiros artistas de comédia deste país, os únicos que me fazem rir, porque o seu talento vem de serem simplesmente eles próprios e de assumirem com graça aquilo que são. Eles têm ainda a sensibilidade de compreender pessoas diferentes da pseudo-normalidade.

 

E este mundo está a precisar de uma boa dose de loucura saudável...de pessoas que tenham coragem de assumir o que realmente lhes apetece fazer mesmo que mais ninguém os compreenda.

 

E se não perceberam nada do que eu quis dizer, não se preocupem que eu também não bato bem.

Há Gente e Sobretudo Imprensa Que os Alimenta Muito Triste

Portugal descobre um talento que andava escondido e o que é importante?

 

A musicalidade?

O disco fabuloso que saiu no ano passado?

A forma incrível como ele sente a música e aquilo que consegue fazer com ela?

O esforço que fez para estar no Festival cheio de dores depois de uma operação?

 

Não.

 

Neste país perfeito, em que somos todos perfeitos, cheios de talento, só vestimos grandes estilistas e em que nunca fizemos nenhuma parvoíce na juventude, o que interessa é que ele:

 

Consumiu drogas.

 

De certeza que tem uma doença grave.

 

Vai estragar a nossa média de vitórias no Festival da Eurovisão e envergonhar as excelentes composições que levamos nos anos anteriores.

 

Sabem o que eu digo? Em vez de perderem tempo a partilhar notícias rascas nas redes sociais de modo a destruir os outros, ide ouvir música pimba ali para um canto, gastem dinheiro e os vossos olhos com revistas rascas e sejam felizes à vossa maneirinha sem chatear os outros.

 

Uma coisa é não gostar, outra é denegrir.

 

E já agora este senhor aqui também tinha muitos tiques, não ligava muito à imagem e cantava músicas maravilhosas na sua simplicidade, como esta. 

 

 

 

 

Que Se Lixe a Eurovisão

aqui tinha dito, acerca do Festival de Canção que embora gostasse da canção dos manos Sobral achava que esta não seria adequada para a Eurovisão.

 

Agora que ouvi a composição pela segunda vez, digo que me apaixonei ao ponto de a ouvir toda com um sorriso tonto na cara.

 

Por isso que se lixe a Eurovisão se não a perceber. A canção é maravilhosa e estava em pulgas para que ganhasse. Até gastei 70 cêntimos (mais IVA) para dar o meu voto .

 

Mas tenho um feeling que desta vez algo vai ser diferente.

 

Parabéns aos manos. Merecem.

 

 

Ainda Sou Do Tempo

em que o Festival da Canção parava o país.

 

(Pronto, eu sei, naquela altura quase tudo o que dava na televisão nos colava a ela mas adiante). 

 

Nasci no ano da 10ª edição, quando ganhou a fabulosa e icónica música, E Depois do Adeus.

 

Quando tinha 5 anos passei meses no corredor dos meus avós a cantar "Sobe, sobe balão sobe" até à exaustão, não sei como é que eles não foram internados com um esgotamento.

 

Politiquices à parte que supostamente são a única razão de nunca termos ganho o Festival da Eurovisão, este concurso trouxe-nos grandes músicas. Ainda hoje dou por mim a cantar algumas delas. Grandes compositores, grandes interpretes, grandes canções. Sim, o festival era grande.

 

Com alguns deslizes lá pelo meio, até 1996 conseguiu manter um bom nível, a partir daí toda a qualidade se foi. 

 

No ano passado resolvi voltar a ver as eliminatórias e ontem voltei a fazê-lo. E na verdade continua tudo muito fraquinho.

Falando da mais votada no geral, gosto muito do trabalho do Nuno Feist e acho a Kika fabulosa mas aquela parte lírica, torna aquilo tudo muito confuso mas pelos vistos o público gostou.

 

Eu achei muita piada à composição dos manos Sobral mas não acho a música festivaleira.

 

Confesso que numa de "ou vai ou racha" passando por cima de Camões e da língua portuguesa, manchando o meu enorme respeito pela obra de Ary dos Santos e outros grandes e contrário a tudo o que escrevi anteriormente, pegava naquela música em inglês com batida de hip-hop e mandava aquilo para lá. Pelo menos era festivaleira e cheira-me que é disto que a Europa quer.

 

Sou uma vendida eu sei mas é só desespero, afinal até o Azerbaijão já ganhou o Festival da Eurovisão.

Hoje é Dia de Sofá, Pipocas e Girls

Uma tarde de gajas a falar e a comer pipocas? Não é isso.

 

Domingo é dia de ir a casa dos pais. Para além da comida reconfortante da vovó e da mamã, nada como tirar partido da Neteflix.

 

Já imagino o sofá, a manta...e

 

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 Pipocas - Um dos gato dos meus pais que só me vê uma vez por semana mas não me larga. É sempre a minha companhia das tardes de domingo no sofá. 

 

 

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 As Girls - Finalmente acabou a contagem decrescente. Estava a ver que não . Saudades desta dupla.

Eu É (Menos) Bolos

Tendo seguido as duas deliciosas temporadas do Best Bakery Grã-Bretanha, não podia deixar de seguir a versão portuguesa.

 

O que me encantava no BB UK, era sobretudo toda a envolvência. Ao contrário do que aconteceu no nosso país, a Grã-Bretanha não virou costas à sua ruralidade, sabendo mantê-la ao mesmo tempo que a inovava. Para além dos bolos e pães apresentados, era uma delícia ver as paisagens, as simpáticas lojas, as terrinhas anglo-saxónicas e ficar a conhecer as suas tradições.

 

Se em Portugal até temos belas paisagens para mostrar, acho que o grande problema das nossas pastelarias é a uniformização. Na maior parte delas as cadeiras, mesas, montras e mesmo o tipo de bolos, não são muito originais como se tudo estivesse padronizado.

 

E o programa? Começando pela apresentadora. Se na maior parte das vezes, acho que apresentadores neste tipo de programas são completamente dispensáveis (o Masterchefe Austrália e o BB UK passam muito bem sem apresentadores), neste caso confesso que adoro a Ana Guiomar. Não a conhecia mas acho que é uma delícia. É cómica de uma forma natural, sem exageros e tem cara de quem gosta mesmo de bolos e não tem problemas de consciência com isso.

 

Os jurados estão bem, profissionais sérios que fazem críticas construtivas que devem ser aproveitadas pelas pastelarias se querem melhorar. Digo isto porque conheço o trabalho de duas que por ali passaram e a minha opinião enquanto consumidora é igualzinha à que foi transmitida pelos jurados.

 

Deixem-se por favor é das vitimazinhas. Todos nós temos histórias mais difíceis na nossa vida e na verdade isso nada tem a ver com a técnica de pastelaria. Por isso histórias supostamente comoventes para puxar a lágrimazinha ao canto do olho, são completamente dispensáveis. Já não há pachorra.

 

Posto isto fui fazer a prova dos nove, a uma pastelaria que me deixou com água na boca e que lançou muita polémica no Facebook com a sua vitória na região da Estremadura por ser supostamente francesa.

Para mim este é um programa sobre a melhor pastelaria de Portugal e não sobre a melhor pastelaria que faz bolos portugueses. Afinal a tão famosa bola-de-berlim tem mesmo a sua origem em Berlim e os mil-folhas e palmiers são técnicas francesas e era um enjoo se vivêssemos só de doces conventuais.

 

E aqui fui eu, não à "Pastelaria" mas ao seu quiosque no mercado da Ribeira. Minhas senhoras e meus senhores, a representante de Lisboa que passou à semi-final, a L`éclair.

 

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E a lambona aqui, para ficar bem na foto, escolheu um de baunilha e de caramelo. Mas a lambona aqui, não se dá muito bem com o sabor doce. E como se diz nos relacionamentos, "o problema não é teu, é meu" e na verdade a meio do éclair já eu estava completamente enjoada (mas aconteceu-me o mesmo na Magnum store).

 

A massa é fantástica, fui ao céu na primeira dentada, aquela plaquinha de chocolate e as duas de caramelo dão-lhe o famoso crocante tão procurado nos dias de hoje mas devia mesmo ter escolhido o de chocolat grand cru que esteve todo o tempo a chamar por mim, porque eu preciso de um toque de amargo para contrabalançar. Mas como tinha um aspeto mais banal e não ia ficar tão bem na foto, não o escolhi.

 

Posto isto, hei-de repetir, tenho que provar os macarrons e tenho uma grande curiosidade em provar os éclairs salgados que não havia no Mercado da Ribeira.

 

E sobretudo acredito na paixão e grande mestria do dono e do chefe pasteleiro que representaram a pastelaria no programa.

 

Por isso força L`éclair e não ligues às más línguas que aposto que já foram à loja lambuzar-se com as vossas delícias.