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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Férias 4

Regressada a casa, festejámos os 92 anos da minha avó, tive a minha sobrinha afilhada a passar cá uns dias, matei saudades dos gatos, dos amigos e fui aos primeiros dias das Festas do Mar em Cascais.

 

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Passados 15 dias, fui para o Algarve, onde já não devia ir há uns 20 anos. O irmão do meu avô comprou há pouco uma casa em Lagos e como pouco uso lhe dá disse para irmos nós para lá. E assim, rumei a sul com as minhas sobrinhas mais velhas e a minha mãe.

 

Fomos à Praia da Batata um dia, mas encantámo-nos sobretudo pela Meia-praia, já a cantava Zeca Afonso. A água estava fantástica.

 

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Visitámos o Museu de Cera dos Descobrimentos,

 

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e todas as noites usufruímos da animação de Lagos. Fiquei encantada com a oferta cultural a nível de artistas de rua.

 

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E embora todos os restaurantes tivessem ar de serem "para turistas" comemos sempre maravilhosamente bem em todos. Italiano, português, indiano e de tapas foram os escolhidos.

 

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Andámos de Tuk-tuk para conhecer bem a cidade e fiz algumas saídas só para fotografar. Adoro sobretudo as chaminés algarvias e a cidade é encantadora.

 

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E assim se passou um maravilhoso mês de Agosto e que agora venha Setembro com trabalho e novos projetos.

 

Férias 3

No 4º dia rumei a Lamego, através da maravilhosa viagem de comboio Porto-Régua, onde fiquei 3 dias.

 

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Lamego é a cidade dos meus avós maternos, e era onde na infância passava alguns dos meses das férias de verão e as férias da Páscoa.

Esta cidade é para mim uma das mais maravilhosas de Portugal.

 

Tenho lá os meus tios-avós e segundos primos muito chegados, sendo que uma delas é minha comadre. Há quem diga que os amigos são a sua verdadeira família, eu posso dizer que me sinto abençoada pela minha família verdadeira (embora também tenha amigos que considere como família).

 

E para mim, os sítios onde os meus tios e primos moram são quase o paraíso na terra. Vales rodeados de montes, sulcalcos, vinhas e pomares.

Há quem precise de praia para repousar, eu preciso de verde.

 

A minha afilhada "ofereceu-me" o quarto dela e era só abrir a janela de manhã para ser inundada de verde e ar puro.

 

Algumas fotos do exterior das casas e paisagens.

 

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Fui com a minha prima-comadre subir o escadório do Santuário da Nossa Senhoras dos Remédios, 690 degraus de puro prazer , a descida foi pela fantástica e refrescante Mata dos Remédios.

 

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Continua...

As Férias 2

 

Os 2º, 3º dias e manhã do 4º foram passados na Viagem Medieval de Santa Maria da Feira. Já lá tinha estado no ano passado e não resisti a voltar este ano.

 

E é assim, caso nunca tenham lá ido e caso gostem de ambientes festivos, a Viagem Medieval de Santa Maria da Feira é uma daquelas coisas que têm que fazer ao menos uma vez na vida.

 

Fiquei pelo 2º ano alojada no Inatel de Santa Maria da Feira e embora o blá, blá, blá de muitas pessoas nos sites de reservas que acham que o hotel precisa urgentemente de remodelações, digo-vos que é o sítio mais fantástico daquela zona. Fica no meio da floresta, ao lado do Castelo e basta descerem um pouco a mata para estarem no meio da Viagem Medieval. 

Para um hotel de 2 estrelas acho fabuloso. 

 

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Santa Maria da Feira é uma cidade linda, o castelo é dos mais originais do nosso país, parece saído de um conto de fadas e a vegetação que envolve aquele espaço é mágica.

 

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O doce mais emblemático de Santa Maria são as fogaças que em Janeiro têm uma festa própria. A Festa da Fogaceira é uma tradição com mais de 500 anos. 

Num dos mais tradicionais cafés que fabrica este bolo, a Confeitaria Castelo, fui apanhada por uma das empregadas a tirar fotos à cozinha do lado de fora e ela não fez mais nada do que simpaticamente enfiar-me lá dentro. Eu que adoro cozinhar fiquei encantada.

 

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Quanto à Viagem Medieval quase não há palavras para a descrever, são 12 dias de pura festa e loucura onde vão mais de 600 mil pessoas. A cidade transforma-se, em todos os cantos acontece algo, as tendas de artesanato e comida são umas centenas e assim que acaba começam a preparar a do ano seguinte.

 

Deixo um cheirinho do que lá se passa, porque só vivendo aquilo se consegue ter noção.

 

Estão a ser percorridos os reis da 1ª dinastia. O ano passado viveu-se o reinado D. Dinis e da sua Rainha Santa Isabel que ainda foi protagonista neste ano dedicado ao seu filho D. Afonso IV, o Bravo.

 

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 (sim, na terceira foto pode-se ver a minha reles tentativa de tiro ao arco )

 

Este ano fui visitar pela primeira vez os banhos de São Jorge, uma recriação das históricas termas de São Jorge, ainda hoje ativas e onde por 2 euros temos direito a um banho de pernas e pés, e depois a um chá enquanto descansamos numa "cama" à escolha enquanto ouvimos um concerto de harpa.

 

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Os espetáculos temáticos deste ano a que assisti foram:

 

A "Peregrinação da Rainha Santa Isabel a Santiago de Compostela". Um desfile com mais de cem figurantes.

 

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A espetacular peça de teatro "Os Amores de Pedro e Inês", que foi representada à beira rio. Uma peça de teatro com canto, dança e espetáculo de luzes para além de excelentes atores.

 

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E a muito divertida e original peça, Luzia, Velha, Feia e Sandia que foi representada na praça principal onde cada atriz estava na sua janela a falar com a outras tais vizinhas coscuvilheiras. Ora elas aos descobrirem que andavam apaixonadas pelo mesmo homem que dava conversa às três, irritadas quando ele chegou à rua, começaram-lhe a atirar com couves e cântaros de barro quase acertando no público que não esperava .

 

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Agora que Inês está morta espero com ansiedade o reinado de D. Pedro, o Cruel no próximo ano.

 

Continua...

 

 

As Férias

Olá,

aqui estamos neste mês fabuloso que a mim me sabe sempre a Ano Novo recheado de possibilidades. Mas já lá vamos.

 

Antes vou, assim de forma resumida (se conseguir), contar as minhas férias onde andei a passear de norte a sul.

 

Comecei por 7 dias no Norte, Porto, Santa Maria da Feira e Lamego.

 

Porto

 

Só fiquei um dia no Porto, num apartamento fabuloso na Rua de Santa Catarina, uma daquelas promoções que de vez enquanto se tem a sorte de apanhar na net.

 

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O ponto alto foi ter reencontrado uma amiga que já não via há 25 anos, ela mora em Braga e como também estava de férias veio ter comigo, e a sensação foi a de nos termos separado no dia anterior. Recomeçamos a falar como se não se tivessem passado 25 anos. Foi fabuloso.

 

Finalmente fui ver a Livraria Lello e fiquei desiludida. O espaço é maravilhoso, mágico, mas aquela enchente tira-lhe quase todo o encanto.

Queria comprar um livro, pelo prazer de ter um comprado numa livraria tão emblemática e para gastar o valor da entrada mas a desorganização é terrível. As secções não estavam assinaladas, as novidades eram muito poucas e metade dos livros era em inglês. 

Muita pena o caminho que este espaço tão fabuloso está a seguir. Fiquei com vontade de ter aproveitado o oásis de calma e inspiração que esta livraria deve ter sido em tempos

 

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Mais uma vez não resisti a ir passear pela bela zona ribeirinha, a minha parte favorita desta cidade e tal como no ano passado fui visitar umas caves de vinho do Porto. No ano passado foram as Ferreira, este ano fui às Calém.

Antes de iniciar a visita propriamente dita, esta caves têm um pequeno museu fantástico, onde ficamos a conhecer a história do vinho, a sua relação com o Douro e passamos por experiências interactivas muito interessantes.

 

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Bem...isto foi só o primeiro dia e já vi que não vou conseguir resumir tanto quanto queria por isso, a viagem segue amanhã...

 

Descubram o Bicho Escondido Com Qualquer Coisa de Fora

Andava eu no outro dia, muito descansada a passear na avenida que liga o centro de Cascais ao Guincho e a tirar fotos à paisagem quando vejo um animal que me entusiasmou e que não esperava ver por aquelas bandas tão marítimas.

 

O bicho é que não ficou lá muito animado de me ver e afastou-se, mas a curiosidade foi mais forte e ficou parado de olho em mim.

 

E o raio do bicho camuflava-se bem na paisagem.

 

Conseguem vê-lo? Que animal é que me fez gritar de satisfação?

 

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Lisboa Adormecida

Por vezes quando menos esperamos há aqueles momentos em que nada acontece mas que nos enchem de um prazer imenso. Senti isso na terça à noite, quando saindo de um trabalho na zona da Baixa me deu uma vontade imensa de ir a pé até ao comboio subindo o Chiado e descendo pela rua do Alecrim.

 

Deviam ser uma 21 horas mas resolvi não me importar com o horário do comboio e vaguear por esta Lisboa tão diferente do habitual. Não sei há quantos anos não via aquela zona tão despida de gente.

 

Os nova-iorquinos gabam-se que a sua cidade nunca dorme, a mim deu-me gosto sentir esta Lisboa finalmente ensonada após a loucura estival e a agitação natalícia.

 

Noite fria de Janeiro, começo da semana. As lojas fechadas, alguns resistentes nas esplanadas, possivelmente turistas para quem estas temperaturas frias mas positivas sabem a Verão.

 

E a estranheza que já vai fazendo parte da cidade. A um canto uns animados miúdos voluntários, acompanhados de um gigante e deslocado Pikachu, pediam para uma qualquer instituição, tentando aliciar a carteira de umas estrangeiras. Noutro canto um belo rapaz de olhar alucinado tocava e cantava perto de uma esplanada. O que murmurava parecia mais para sim, para aliviar os fantasmas da sua alma do que para os ouvidos que o rodeavam. 

 

Na Rua do Alecrim com a sua vista para a "Rua Rosa" o ambiente era de espera. Mesas postas, luzes acessas como o pulsar de uma cortesã à espera dos seus amantes que possivelmente já não chegariam naquela noite.

 

Lisboa estava assim com olhar semicerrado à espera do final da semana que se aproximava lentamente. E eu passei por ela em bicos dos pés para não a despertar.

 

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Bo(rboleta) Tem Mel

A borboleta do Ronaldo visitou-me na Feira Medieval de São Pedro de Penaferrim (e não me venham cá com conversas de traças) . Tive que dividir o meu hidromel com ela.

 

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Estavam duas estrangeiras a olhar embasbacadas quando tirei a foto, devem pensar que os portugueses têm algum pacto com borboletas.

Foi Aqui Que Me Despedi da Primavera e Recebi o Verão

Foi assim o fim-de-semana no: 

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A praia

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 A vista do meu quarto

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 O quarto

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 As caminhadas

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Encontrei sacerdotisas e fiz um ritual da purificação pela água nas antigas termas.

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Aproveitei muito as piscinas, tanto a exterior como a interior que tinha uns chuveiros espectaculares de hidromassagem.

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A nossa querida equipa de chefes (professores e colegas) que cozinhou para nós

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A sobremesa e a frase que me calhou

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O nevoeiro do primeiro dia de Verão.

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E o fim-de-semana terminou com uma sessão de feng-shui intuitivo através de uma sessão de meditação.

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Coisa Boa da Minha Terra...

é ter um autocarro directo para a Floresta Encantada. 

 

Conhecem a outra vida do Monte da Lua? Na época dos nossos avós Lusitanos (e possivelmente ainda antes) tinha um santuário dedicado ao culto da Lua. De natureza feminina, o culto desta serra, desde a mais longínqua noite dos tempos está directamente relacionada ao culto da Deusa-Mãe.

 

Dizem que é aqui que mora a deusa Cinthya que em noites de lua cheia dança com as fadas, mouras encantadas, príncipes, elfos e duendes.

 

Estando lá não é difícil de acreditar.

 

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Fui ao Inferno Confrontar os Meus Demónios

Ontem tive que sair de casa. Há dias assim. Tinha planeado ficar esta semana concentrada em desenvolver a minha vida mas ontem tive que ir para a rua. Precisava de andar no meio da natureza.

 

Floresta ou praia era a questão. Fechada em casa é que não podia ser. Sentia-me demasiado inquieta, já estava assim há três dias.

 

A minha mente saltitava. Sintra. Ok. Não. Praia de Carcavelos. Ok. Não. Sintra. Não. Praia de Carcavelos. Ok. Não. Paredão desde São João até ao Parque Marechal Carmona em Cascais. Ok. Vou para aí.

 

Mas depois segui no comboio até Cascais e comecei a andar (ok confesso que fiz uma paragem no Santini primeiro) e andei, fui pela marina, passei lateralmente ao tal parque onde queria ir mas resolvi seguir em frente.

 

Parei nuns rochedos isolados a olhar para o oceano, o nosso Atlântico imenso e depois segui até à Boca do Inferno. Já não ia lá há algum tempo. Sempre tive um misto de adoração e medo por aquele local. E mais uma vez fiquei ali sentada em contemplação. O dia estava lindo. O mar até estava calmo para a zona que é. Mas há sempre um baque no coração quando uma onda faz a sua rebentação ali mais próximo.

 

Tinha-me lembrado nessa manhã que a minha inquietação se devia a uma altura difícil na minha vida há uns anos atrás por esta altura. Não estava no meu consciente mas devia estar no inconsciente.

 

E depois continuei a andar até à Casa da Guia. Podia postar aqui fotos lindas mas não tenho. As imagens estão todas dentro de mim. Estes dias são assim, só eu, os meus ténis, a carteira com uns trocos, uma garrafa de água e mais nada. O telemóvel fica em casa. Nem sei que horas são.

 

Cheguei a casa super cansada. Mas aquele cansaço bom. Natural. Hoje já me sinto outra. A verdade é que a ida ao inferno me trouxe o paraíso de volta.

 

E cometi uma loucura lá pelo meio. Mas essa é uma coisa de senhoras. Fica para o próximo post .