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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Palavras Alheias - Ainda Sobre As Leituras e Do Amor Que Parte

- E Sim, é verdade, os desgostos de amor são como um luto. Porque morres, porque o teu futuro morre e tu com ele...e há sempre esse tempo magoado. Que dura uma infinidade".

 

- Mas também isso passa. Agora sei-o.

 

"O livreiro de Paris", Nina George

 

 

O futuro que morre é aquele que só existiu na nossa mente e nunca foi o real. Todos os planos que fizemos sózinhos e o outro, ou a vida, não quis saber.

 

E nós também morremos, em parte, porque há sempre uma inocência em nós que se vai.

 

E dói, parece que nos arrancaram um pedaço, pensamos que é pelo outro já não estar ali mas não, é mesmo a falta dessa nossa parte que morreu violentamente.

 

Claro que se formos inteligentes, quando passa a infinidade, só nos resta rir de tão tolos que fomos porque no fundo continuamos inteiros e ainda mais fortes.

 

frase-nao-chores-porque-ja-terminou-sorria-porque-

 

Domingo - Palavras Alheias - Da Importância de Chorar

"E murmurou:

- Mas também lhe posso dar um livro.

A luz apagou-se nas escadas.

- Que livro? - sussurrou.

- Um capaz de a reconfortar.

- Mas eu ainda tenho de chorar. Senão afogo-me. Compreende isso?

- Claro. Às vezes nadamos nas lágrimas que ficaram por chorar e depois, se não as soltamos, acabamos por nos afogar nelas - E eu encontro-me no fundo desse oceano.Então trago-lhe um livro para chorar.

- Quando?

- Amanhã."

 

                                                               O Livreiro de Paris

                                                                       Nina George

 

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Sem Olhos De Ver

 

Nunca lhe ocorreu que o maior azar da sua vida não foi não ter casado com Florence Lauducette, mas sim ter casado com o amor da sua vida e nunca se ter apercebido disso.

 

"O Casamenteiro de Périgord"

Julia Stuart

 

Pois é, não é só nos livros que acontece. Também na vida por vezes estamos tão obcecados com aquilo que perdemos que não sabemos dar valor ao que verdadeiramente temos.

“Muitos de nós não vivemos os nossos sonhos porque estamos demasiado ocupados a viver os nossos medos.”

Ontem quando relia a matéria de um curso que ando a tirar, encontrei esta frase dita por Les Brown escrita no meio do caderno. Mandei um sms a uma prima minha para saber o que ela pensava e numa parte da resposta ela disse "talvez a carapuça me tenha servido".

 

Serão mesmos assim as nossas vidas? Da minha parte acho que um dos nossos maiores medos, tirando obviamente questões de sobrevivência, é que a vida se torne monótona, que nos passe ao lado. Mas os dias, meses e anos passam a correr e quase não damos por isso. Vivemos rodeados de distrações que nos anestesiam da vida.

 

Há cerca de dois meses tirei férias e logo no primeiro dia fiz uma viagem de duas horas para assistir a um casamento, em seguida fui descobrir um restaurante novo e a meio da tarde voltei à terra onde tantos verões felizes passei na minha infância, deve ter sido o dia mais quente do ano até agora e mesmo sem ir preparada, tinha roupa interior que passava por bikini e aproveitei a praia. Ao fim do dia ao fazer novamente duas horas de viagem para regressar a casa tive a sensação que o casamento do fim da manhã já ia longe. Aquele dia que foi acontecendo sem planos pareceu-me ter valido uma semana.

 

Outras vezes dou por mim a sentir-me criativa, com vontade de escrever, de apontar ideias para dar um abanão à minha vida mas depois olho para o lado e penso "já faço isso mais logo, tenho tempo" e vou limpar qualquer coisa em casa, depois vou um qualquer programa que tenha gravado , procurar qualquer coisa fútil na net, ir à rua fazer uma compra que podia completamente ser adiada e quando dou por mim o momento criativo passou e a monotonia ganhou outra vez.

 

E é interessante que tendo agora feito uma pesquisa da palavra monotonia na net, a primeira definição é "sensação de vazio".

 

Dá que pensar.