Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Férias alternativas

As fotos não vão ser as melhores porque não tenho máquina, só um telemóvel normal. Mas quanto a férias...

 

Tirar férias pode nem sempre significar destinos exóticos. Tirar férias pode ser ainda mais rebuscado do que a célebre frase "Vá para fora cá dentro". Tirar férias pode ser mesmo ficar dentro no sentido lato do termo.

 

Nesta minha semana de férias estou a levar isso à letra. Estou a tirar férias em casa. E hoje o vá para fora cá dentro foi sinónimo de dormir até tarde. Seguido de uma sessão de leitura deitada no sofá da sala com as pernas em cima do gato que dormia com um olho fechado e outro aberto a olhar para mim num misto de se perguntar "Mas o que é que esta está aqui a fazer hoje" e de afirmar "Mas é tão bom que ela esteja aqui também armada em gata a vegetar". E depois deste doce fare niente arrastei-me até à rua, comprei um bilhete turístico e fui à povoação quase vizinha e mágica chamada Sintra.

 

Assim que aterrei no mundo encantado deliciei-me com um travesseiro e apanhei o autocarro até Monserrate. E Sintra não pára de me supreender. Quando eu penso que já a conheço como a palma da minha mão, visito mais um lugar desconhecido (que tinha no meu imaginário ser alguma espécie de jardim francês) e vou parar mais uma vez ao meio de vegetação luxuriante. Cada vez que conheço um novo local de Sintra tenho a sensação de o ficar a amar ainda mais do que todos os outros que já conhecia.

 

Se o Palácio em si já é lindo:

 

 

Nada se compara à natureza circundante. Em cada local estamos à espera de ver aparecer uma fada ou um gnomo. O ar é tão leve que nos enche dessa leveza. E os cheiros dos jardins e da floresta purificam a nossa alma. 

 

E sentada num momento mágico a olhar para esta paisagem pensei:  "Deem-me uma casa com esta vista, uma garrafa de vinho, um bom pão e um bom queijo e sou uma mulher feliz.Não preciso de mais nada".

 

 

 

No caminho de volta ainda comprei duas pulseiras de artesanato numa venda na vila à beira da estrada e quando cheguei a casa, à falta de vista encantada, fiquei-me por um jantar que me fez feliz.

 

Dentro do espírito "Vá para fora cá dentro", o vinho é um Syrah do Alandroal, o pão é saloio e foi comprado em Sintra, os queijo são de Nisa e dos Açores, o chouriço é de Alpalhão, as azeitonas não sei de onde são mas o azeite que as tempera é um portuguesíssimo Oliveira da Serra.

 

E aqui está um exemplo das minhas férias "In".

Três livros e uma ilha deserta?

Para começar não me ia por a ler. Primeiro ia aproveitar para explorar a ilha, tomar uns banhos de mar, ver o que poderia ser comestivel. 

 

Para os momentos de lazer não iria levar nenhum livro que já tivesse lido, se já estivesse farta de andar às volta pelas ilha, reler um livro do qual já soubesse o final seria igualmente irritante.

 

Por isso as minhas escolhas seriam:

 

Um Manual de Culinária porque ler livros de cozinha é sempre algo que me alegra a alma e sempre podia aproveitar o tempo livre para praticar técnicas de corte nos frutos que fosse encontrando.

 

Depois um manual de sobrevivência do Gear Bear. Para tentar sobreviver, obviamente.

 

E por fim um romance acabado de sair, que me cativasse e distraisse...de preferência um 4º volume da actual triologia do Chocolate da Joanne Harris.

 

Born Survivor Bear Grylls

 

 

P.S. Ok mas se o jogo era para falar de livros preferidos, assim que ponderasse reler, os que me vêm à mente são o "Monte dos Vendavais" da Emily Brontë, a "Dama das Camélias" do Alexandre Dumas e possivelmente uma peça de Shakespeare, talvez a "Tempestade" pelo enquadramento.