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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Bailarina - Dia Internacional da Dança

E neste Dia Internacional da Dança fui ao cinema com a minha sobrinha afilhada, ver a Bailarina. Recomendo. Dos melhores que vi.

 

O filme passa-se em 1800 e qualquer coisa, a Torre Eiffel e a Estátua da Liberdade estão a ser construidas e são cenário de algumas partes da história.

 

(P.S. O filme só tem uns erritos históricos . A Torre e a Estátua não foram construidas ao mesmo tempo. E na altura o Sr. Joseph Pilates ainda era uma criança por isso a prática de Pilates que aparece no filme também não existia ). Passando estas minhoquices à frente...

 

Dois jovens orfãos fogem e vão para Paris atrás dos seus sonhos. Ela quer ser bailarina da Opéra, ele quer ser inventor, e...

 

 

 

 

Trainspotting 2 - De Repente Já nos 40

Sequelas são coisas que me assustam. Há uns aos atrás quando começaram a aparecer ganharam a fama de serem más, mesmo péssimas. E dessa fama nunca mais se livraram mesmo que nem sempre seja verdade.

 

Foi com bastante curiosidade mas com algum receio que fui ver a continuação de Trainspotting. 

 

Em dia pós-Óscars, com uma fila enorme na bilheteira, só 7 pessoas estavam na sala para ver este filme. Onde andas geração jovem adulta de 90?

 

Quanto a mim, na realidade adorei. Estive o filme todo com aquela sensação de estar a rever um amigo do qual fui afastada pelo tempo e pelo espaço mas que quando nos voltamos a reunir, está tudo na mesma. A mesma amizade e memórias partilhadas. Apetecia-me que durasse o máximo tempo possível.

 

Eles continuam grandes falhados, grandes perdidos, grandes amigos.

 

E nós, depois do curto monólogo ficamos a pensar: Será que nestes 20 anos escolhemos a vida? Ou também estamos drogados com coisas que fingimos não serem viciantes?

 

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And The Oscar Goes To...

O meu não iria certamente para o La La Land. Vim agora do cinema e sim, gostei do filme, tem momentos muito bons que emocionaram e deram que pensar, o final não é o mais previsível e o jazz eleva-lo a outro nível. Mas Óscar...não me parece.

 

No final da primeira parte pensei que estava a ver apenas mais uma comédia romântica, a segunda parte um pouco mais crua salva o filme deste patamar.

Mas...fica-se assim um pouco confuso. Quem cresceu nas décadas de 70-80, onde só víamos um canal e nas tardes de fim-de-semana ficávamos colados ao écran a ver a reposição de musicais clássicos com Fred Astaire, Ginger Rogers, Esther Williams e companhia, olhamos para as prestações do Ryan Goslin e da Emma Stone e pensamos, sim, fazem um casal com empatia, têm bons momentos de representação (gosto sobretudo muito dela) mas a cantar e a dançar são mesmo muito fraquinhos. E parece que estes momentos não encaixam bem no filme.

 

Agora fazendo um papel de realizadora de bancada, se fosse eu, aumentava os momentos jazzisticos e a parte dramática, limpava aquelas tentativas musicais clássicas falhadas (acho que só gostei do número de abertura que prometia algo que o resto não cumpriu) e teria-se um filme excelente.

 

Gostava de ter saído do cinema com a mesma sensação que tive quando acabei de ver o Wiplash que algo muito pesado mas fabuloso me tinha atropelado. E faltou-lhe um bocadinho assim....tive muitas vezes a sensação que estava a ver um folheto promocional de LA ou a assistir a Hollywood a engraxar Hollywood.

 

É o que eu digo, a 2ª parte mais crua e menos tentativa de musical clássico salva o filme. Mas...bastava o jazz.

 

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Filme De Natal - Vaiana -19 Dias Para a Véspera de Natal

Já andava a falar do filme com a nossa querida Sou Mais Eu que tinha ido à ante-estreia e disse-lhe que a minha vontade de ver o filme era nenhuma. Um filme passado na praia para a época de Natal parecia-me bastante desenquadrado. (Eu embirro com coisas parvas, eu sei). Mas também já lhe tinha dito que desconfiava que ia ser arrastada pelas minhas sobrinhas para o ver e assim foi.

 

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E adorei. Não vou me alongar, só vou dizer que há muito que não via um filme tão divertido, sobretudo à custa do galo, e a mensagem é fabulosa. Nada como celebrar a importância da nossa Terra Mãe, a natureza.

E como já confessei à nossa colega de blog acima mencionada, adorei uma heroína da Disney com perna grossa como eu .

 

Vá...com filhos, sobrinhos, amigos ou sozinhos vão ver a Vaiana e o fabuloso

 

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Que é considerada a mascote mais idiota da Disney até hoje.

 

P.S. - E a curta-metragem animada inicial é dedicada aos adultos e é fabulosa 

Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los

Confesso que fui uma fã tardia do Harry Potter (e o tardia é referente à minha idade ).

 

Mas falando deste novo filme com ligeiras ligações a essa saga, para começar digo já que gostei.

 

Tinha lido que era um filme negro, ao género dos últimos filmes da saga Harry Potter mas confesso que a primeira parte estava-me a deixar com sono. Muito infantil e um pouco chata (sim, pronto, se calhar eu é que já não tenho idade para ver estas coisas) mas a segunda parte foi o prometido e saí de lá agradada.

 

Confesso que quem não me convenceu foi o personagem principal, as críticas diziam que era muito mais carismático que o Harry Potter, para mim achei demasiado caricatural.

Mais do que um personagem excêntrico parecia-me alguém que de repente se ia por em posição fetal a abanar-se caso alguém falasse mais alto. Nem herói, nem anti-herói, só vi mesmo uma caricatura levada ao extremo de alguém sensível. A cena do acasalamento foi o mais exagerado.

 

De resto, o universo dos filmes do Harry Potter manteve-se embora passado num ambiente mais realista, a cidade de Nova-Iorque, e o enredo prende ao grande écrã.

 

Adorei sobretudo o casal secundário, simples mas fabulosos e os irmãos órfãos, assustadores.

 

Não tendo um livro de suporte, confesso que andei um pouco à deriva, não se percebe bem quem é aquele personagem que se revela no final e qual o peso dele naquilo tudo. Aparecem uns jornais no início para elucidar mas achei pouco para o peso que teria no final.

Também não se percebe bem o papel do magnata e dos seus dois filhos que acabam por perder toda a importância com o desenvolvimento da história.

 A única coisa que estas personagens me deram a entender é que possivelmente este filme terá sequela.

 

Contudo recomendo o filme.

 

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Almodovar e Julieta

O fim de tarde de domingo foi passado no cinema. O filme, Julieta, de Almodovar.

 

Não tenho perfil para descrições à critico de cinema, limito-me a dizer que gostei bastante.

 

Se formos reflectir, a história em si, não tem nada de especial, apenas acontecimentos que poderiam ser reais e banais, confundindo-se com tantas histórias de vida. Mas a verdade é que Almodovar consegue manter-nos em suspense, atentos ao ecrã e enredados naquelas personagens.

 

Mais uma vez, um filme centrado nas mulheres, onde os homens são personagens secundários mas aparentemente catalisadores dos acontecimentos.

 

E a cor, sempre a cor. Se há coisa que me atrai nos filmes deste realizador é a presença da cor. Neste filme temos uma luta entre a frieza do azul e a paixão do vermelho e eu passei o filme obcecada pelo vermelho.

 

Almodovar de regresso num dos seus filmes mais dramáticos.

 

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E a Bridget?

Já não me recordo se li primeiro o livro ou se vi primeiro o filme mas confesso que rapidamente me identifiquei e ganhei carinho por esta personagem. Afinal tínhamos muito em comum. Eu andava nos 20 e tais, ela nos 30 e poucos. Vivíamos sozinhas, por vezes tínhamos uns quilos a mais, bebíamos uns cocktails a mais e sobretudo sonhávamos demais.

 

Em 2004 o caso ficou arrumado, ela ficou com o seu Mark Darcy e eu lá pelo meio conheci um Marc Darcy que afinal era um Daniel Cleaver bastante bem disfarçado. 

 

Pensava eu que ao menos ela tinha tido o seu final feliz enquanto eu me tornei uma descrente neles (nos homens e nos finais felizes subentenda-se).

 

Até que 9 anos depois, tive um choque, a autora, sadicamente, matou o Marc Darcy e tornou a Bridget Jones numa viúva com dois filhos pequenos a cargo. Não resisti a ler o 3º livro mas confesso que não guardo dele grande memória.

 

Fui apreensivamente ver o 3º filme. Já não sabia o que era pior. Se o enredo do 3º livro ou se o facto do 3º filme nada ter a ver com o livro em questão. Mas a verdade é que gostei bastante. Fartei-me de rir e mais uma vez adorei a banda sonora.

 

Confesso que me conquistaram nos primeiros minutos com a cena musical inicial.

 

Embora o fato dela continuar solteira no filme também não seja muito convincente, confesso que preferi as voltas dadas pelos autores do argumento cinematográfico.

 

Acho que quem se identificou há mais de uma década atrás com esta eterna solteirona não vai ficar decepcionado com este novo filme. 

 

Mesmo quem continuou solteira, ganhou um espírito independente e acha que mais vale só do que mal acompanhada, vai ficar uma vez mais a sonhar com um final à Bridget Jones.

 

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Os 8 Odiados

Sou uma fã de Tarantino e ontem fui ver o 8º filme mas confesso que não fiquei muito impressionada .

Embora tenha gostado bastante do ambiente teatral da "Retrosaria", achei que desta vez  a parte sarcástica das personagens foi muito ligeira e não houve nada de realmente surpreendente no enredo.

 

A violência que costuma ser bastante exagerada, teatral e quase poética, desta vez foi bastante mais banal e "gratuita" como se fosse um qualquer filme de acção.

 

Ainda à espera que os rumores do Kill Bill 3 sejam verdadeiros, dado que para além de serem o meu filme preferido deste realizador, os dois volumes são possivelmente os meus filmes preferidos no geral, o meu Top 3 Tarantino mantêm-se:

 

Kill Bill

Pulp Fiction

Django Libertado

 

Mas sem duvida que as três horas passam rápido. É interessante mas não é excelente.

 

Um grande aplauso contudo para os momentos musicais.

 

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Volta Jane Austen

Nos tempos de Jane Austen as solteironas eram mais felizes. Passavam por as privações naturais da vida mas depois tinham o seu final “felizes para sempre” ao lado dos seus Mr.Darcy.

Hoje em dia, por razões comerciais já nem as solteironas são felizes para sempre. Todas aquelas personagens com as quais nos identificamos aos 30, não ficaram congeladas no tempo,  seguiram-nos na casa dos 40 e após o “foram felizes” para sempre acontece-lhes novamente a VIDA.

 

E as autoras não são simpáticas com as suas criações. Em 2013, no 3ºlivro da saga, Helen Fielding mata de forma traiçoeira Mr. Darcy (o da Bridget, não o da Elisabeth) e em 2015, Shonda Rhimes, torna-se a autora de TV mais odiada do ano ao matar Derek.

No espaço de 2 anos, as nossas solteironas preferidas, com as quais no identificamos, rimos, choramos e trocemos para que tudo desse certo na nossa década dos 30, tornam-se viúvas.

 

E em 2016, quando já tínhamos acabado de lamber as nossas feridas e estávamos no fim do nosso luto, passando por cima dos livros e da televisão, chega o cinema, esse sádico e resolve baralhar os nossos sentimentos. Ressuscita Mr Darcy, resolve que o amor entre a Bridget e ele não era assim tão grande. A nossa heroína aos 40, afinal não é viúva e põe os cornos ao marido, com nada mais, nada menos do que um também ressuscitado Derek Shepherd (pronto, aqui estou a exagerar, o triângulo amoroso é na realidade com Patrick Dempsey, mas a personagem é outra).

E inspirados na famosa música portuguesa “Mas quem será o pai da criança”, Bridget Jones já não é viúva, afinal não gosta assim tanto de Mr Darcy, engravida e não sabe se o pai é o marido ou o Mc Dreamy.

 

Se não fazem a mínima ideia daquilo que eu estou a falar, é porque tiveram uns trinta anos mais produtivos que os meus e andaram a mudar fraldas em vez de andarem a viver a vida através da Bridget Jones e da Meredith Grey.

 

Se sabem do que falo mas mesmo assim estão baralhados, aviso já que eu também.

Preparem-se 2016 é o ano em que Bridget Jones e Anatomia de Grey se fundem e vamos perguntar mas afinal quem é o pai da criança?

 

Por isso, eu digo, volta Jane Austen, ao menos contigo tinhamos o amor como garantido.

 

P.S. Isto é tão estranho como se na época romântica o Alexandre Dumas tivesse escrito um livro onde a Elizabeth Bennet tivesse engravidado do Heathcliff e lá pelo meio ressuscitasse a Catherine (Cathy) Earnshaw para um triângulo romântico.

 

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Coisas Que Deixam Uma Quarentona Feliz

Saber que a nova Bond Girl é uma cinquentona.

 

Do alto dos seus 51 anos, a senhora Belluci é a mais velha Bond Girl de todos os tempos.

 

Go Girl...

 

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Daqui a 10 anos também quero estar assim, continuando com a boa alimentação e muita dança (escreve ela enquanto tem a boca cheia de chocolate).

 

Mas já agora deixo aqui o segredo da própria:  "O meu conselho é: comer bem, beber bem, ter bom sexo e rir muito. O resto vem tudo por conta própria".