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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Já Viram o Mar?

No outro dia estava em casa e de repente lembrei-me com uma pontinha de pânico: "Se calhar nunca vi o mar".

 

E já fiz a mesma pergunta a umas poucas pessoas: "Já viram o mar?" E elas olharam para mim com ar: "Tadinha passou-se".

 

Eu sei que a pergunta é parva mas eu explico . É que aquilo que nos rodeia teoricamente é um oceano.

 

Aí as pessoas respiram de alívio (afinal ainda estou sã) e começam a pensar se já viram alguma extensão de água nomeada de Mar.

 

Eu entretanto lembrei-me que há uns anos entrei numa cidadezinha costeira da Holanda e andei a fotografar o Mar do Norte.

 

Eu sei que Oceano e Mar podem ser sinónimos mas levando a coisa à letra:

 

Já viram o Mar?

 

Entretanto vou ali ver o Rio Douro e já venho.

 

Blog temporariamente encerrado para Férias de Verão.

 

Feliz Agosto a todos.

 

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Olá :-D

Estou de volta.

Um pouco sem tempo para ir pôr as vossas vidas em dia porque tenho cá as sobrinhas estas duas semanas e tenho que retomar e organizar a minha vidinha.

Mas fica aqui um cheirinho das minhas férias. 

 

 

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 O comboio é o meu meio preferido de transporte. Por isso parti de Santa Apolónia

 

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 Passei pela bela cidade de Aveiro

 

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Onde não resisti a provar este belo pastel recheado de ovos moles.

 

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Instalei-me num hotel no meio da natureza em Santa Maria da Feira

 

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Para assistir à monumental Viagem Medieval

 

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Fiquei deslumbrada. Tanto pela cidade em si que é linda, como por este indescritível evento.

 

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 Nunca tinha visto um castelo como este em Portugal. As torres fazem lembrar os das estórias de encantar.

 

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 Depois rumei até à maravilhosa cidade do Porto

 

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Queria muito visitar umas caves de Vinho do Porto e escolhi as Ferreira por homenagem à grande mulher que foi Dona Antónia (Ferreirinha)

 

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Depois passei pela também maravilhosa cidade templária de Tomar

 

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Onde história e natureza se conjugam na perfeição

 

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 Vim a casa matar saudades dos gatos e das tartarugas

 

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 Ver o fabuloso espectáculo multimédia que aconteceu em todo centro histórico da Vila de Oeiras

 

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Festejar os 91 anos da minha avó

 

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E parti com a minha mãe e sobrinhas para o Alto Alentejo

 

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Visitamos Castelo de Vide

 

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 Senhora da Redonda - Alpalhão

 

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Nisa

 

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 Portalegre

 

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No regresso fui direitinha para as Festas do Mar em Cascais. Para mim as melhores de Portugal.O sítio é magnífico e os concertos são gratuitos, excelentes e a horas decentes.

 

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Vi a Maria Gadú

 

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Fui ver pela primeira vez à procissão da Nossa Senhora dos Navegantes

 

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Onde os andores percorrem a linda cidade de Cascais

 

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E depois entram no mar

 

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Fui também no dia dos Xutos

 

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E da Mariza

 

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 Beijinhos e até já que vou aturar as miúdas

Retratos de Infância - O Campo

Continuando o directors cut. Este texto faz parte de uma trilogia sobre memórias gerais da minha infância que já foram escritas e rescritas há 2 anos. Nunca as publiquei porque achava que os textos eram muito longos, chatos de mais, não conseguiam transmitir o que eu queria e eram sobre assuntos muito batidos. Mas aqui fica o terceiro texto.

 

Se uma parte das férias eram passadas na praia, os outros meses eram passados no campo, na zona do Douro.

 

Até aos meus 10 anos, enquanto a minha bisavó foi viva, a casa era a original, daquelas muito antigas.

A cozinha era em baixo, com lareira, forno de lenha e uma grande arca para amassar o pão e as bolas (leia-se bôlas).

A casa propriamente dita era no andar superior, o chão de madeira estava todo esburacado, e só tinha três quartos. Às vezes éramos 12 lá enfiados, como nos distribuíamos já não me lembro. Sei que havia uma espécie de anexo na varanda e provavelmente um sofá na sala.

Por baixo eram as "lojas", a dos porcos, a dos coelhos, a de armazenamento e o lagar.

Ainda nos lavávamos com tinas e cântaros com água que se ia buscar à fonte. 

A casa tinha em frente uma eira, com uma latada por cima e em volta da casa eram os campos de cultivo. Passavam no máximo 1 ou 2 carros por dia.

A casa de banho era exterior, um anexo de madeira, com uma espécie de sanita também de madeira e sempre cheia de grandes e gordas aranhas. Ir à vinha era mais apetecível e como papel higiénico tínhamos as folhas das videiras.

 

A comida era quase toda cozinhada em potes de ferro. Os cheiros eram os da lenha a queimar e melhor comida não havia. Ao final da tarde começava a cheirar a salsichas, ovos e batatas fritas que acompanhavam as sopas. Bolas de fiambre, bacalhau e sardinha eram a especialidade da zona. E sempre que íamos visitar os tios-avós era certo que vínhamos de lá a rebolar. Tinha uma tia que devia ser mágica bastava chegarmos para ela fazer num abrir e fechar de olhos todas aquelas receitas que normalmente precisam de horas a levedar, bolas, filhós e ainda peixe frito e febras. As mesas eram ainda cheias de broa de milho, queijos e enchidos da zona. 

 

As brincadeiras eram diferentes da cidade, íamos buscar água à fonte, ovos aos galinheiros, lenha para a comida. Estávamos sempre na rua. Apanhávamos cenouras que lavávamos na água que corria para os campos e que comíamos de seguida, íamos ver as senhoras de joelho a lavar roupa no ribeiro e arranjávamos também algumas peças de roupa para lavar. Fazíamos corridas de carrinhos de mão, tomávamos banhos nas poças e corríamos por todo o lado.

Estávamos sempre enfiados na Quinta. A Quinta era uma das fornecedoras da Raposeira e nós tínhamos permissão para estar lá sempre enfiados, o caseiro era nosso amigo e só tínhamos que desaparecer quando vinha o Sr. Engenheiro. Foi lá que aprendi a andar de bicicleta.

Era na Quinta que havia o único telefone da zona. Quem queria falar connosco telefonava para lá e alguém  vinha-nos chamar. 

Era também lá que compravamos laranjada La Casera para os almoços de domingo e os pseudo-gelados Fá porque ali não havia lojas. 

 

Nas noites de quinta para sexta uma névoa envolvia o local. Havia quem dissesse ser da lixeira, outros diziam que era o lobisomem. Nos nossos passeios nocturnos, que eram apenas iluminados pelas estrelas e lanternas fazíamos muitas vezes por passar em frente da "Casa da Bruxa" só para sentir o friozinho na barriga.

 

Também era lá que víamos outras realidades. Com uma vida mais "aberta" do que nas cidades, assistiamos à vida real. Violência doméstica numa casa, um miúdo filho de um pai bêbado que lhe batia, que o iniciava no caminho do álcool e o punha a trabalhar na terra em tenra idade, a vizinha que era alcoólica e nós corríamos para ver as bebedeiras como se fossem um acontecimento, num misto de terror e diversão. (Mas a senhora acabou bem, melhorou de vida e ainda é viva.)

 

Na Páscoa era a visita do padre com a cruz a dar de beijar de porta em porta e que ia comendo e bebendo um bocadinho em cada lado porque não podia fazer a desfeita, acabando as visitas cada vez mais alegre.

 

E assim se passavam meses de férias numa altura em que os dias pareciam intermináveis.

 

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 Esta imagem nada tem a ver com o verão mas foi interessante tê-la encontrado na net dado serem os campos dos meus tios que se veêm lateralmente.

 

 

Director's Cut #3 - Retratos de Infância - A Praia

Continuando o directors cut. Este texto faz parte de uma trilogia sobre memórias gerais da minha infância que já foram escritas e rescritas há 2 anos. Nunca as publiquei porque achava que os textos eram muito longos, chatos de mais, não conseguiam transmitir o que eu queria e eram sobre assuntos muito batidos. Mas aqui fica o segundo texto.

 

Se 9 meses eram passados na cidade, os 3 meses das férias grandes eram ao ar livre.

 

A Costa e a praia da Torre ou Carcavelos eram o destino de eleição (nunca fomos muito de Algarve).

 

E íamos mesmo a sério, de manhã cedo, carro cheio de tralha, brinquedos, toalhas, chapéu-de-sol, roupas para mudar e claro a mala térmica recheada de pequeno-almoço, almoço e lanche. Se era para ir para a praia, era MESMO para ir para a praia.

 

Assim que chegávamos bebíamos leite com chocolate ainda morno e com aquele toque de sabor a plástico por estar guardado dentro de recipientes da célebre Tupperware e comiamos sandes de salsicha ou de ovo mexido. Para o almoço salada russa, pastéis de bacalhau, batatas fritas pala-pala, frango assado, pudins de chocolate ou outro sabor da Alsa. E para beber Tang ou uma bebida feitas de concentrado de fruta. 

 

Passávamos o dia dentro de água, perguntando-nos porque raio os adultos gostavam de ficar a esturrar ao sol. Fazíamos castelos, fossos, buracos e pontes. Tínhamos baldes de formas variadas, regadores, pás e ancinhos, moinhos de água e várias traquitanas que davam uma trabalheira a limpar na volta.

 

Se fossemos para a praia de Carcavelos, à entrada do túnel havia os vendedores de pacotes de revistas sortidas de banda-desenhada e super-heróis. Eram sempre umas 4 ou 5 fechadas. Nunca sabíamos o que vinha lá dentro, às vezes vinha alguma que já tínhamos mas era raro.

 

A nossa perdição eram também os vendedores dos gelados:  "Olha o gelado fresquinho, há fruta ou chocolate" pregão que tanto gostávamos de imitar. Ou claro, as senhoras dos bolos que nos vendiam bolas-de-berlim, com uma tira de papel pardo para segurar, escolhidas depois de muito olhar para dentro da caixa de madeira com uma gavetinhas que se puxavam e que vinham recheadas também de mil folhas e outros bolos. Ficávamos a olhar deslumbrados com tanta escolha mas no fim a bola-de-berlim era sempre a vencedora.

 

As praias da Costa eram especiais sobretudo pelos seus nomes, praia do Rei, praia da Rainha, praia da Princesa, praia de Sereia, praia da Morena e pelo seu típico comboio que percorria estes lugares.

 

Quando íamos para Tróia era para ficar, alugávamos um aparthotel, tínhamos jardim e mini-golfe e lembro-me de dias em que eu e o meu irmão implorávamos "Hoje praia não. Por favor". Tal era o fartote da dita.

 

Fora das recordações de praia outra das grandes recordações de Verão da malta de Oeiras era uma furgoneta de gelados que chegava à hora do lanche. Com uma música característica que se ouvia ao longe, logo ficávamos em pulgas a pedir dinheiro aos pais ou avós para ir comer um daqueles gelados moles, de chocolate, morango ou baunilha que saiam de uma máquina, enchiam um cone e ainda levavam caramelo por isso.

 

Bons tempos em que só tínhamos que decidir fruta ou chocolate e a nossa única grande ambição era brincar com a bola gigante da Nívea.

 

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E as Férias?...A Tragédia

No último dia, acordei às 5h com barulho na rua e pessoas a bater à porta. Antes disso enquanto dormia lembro-me de sentir um cheiro a fumo cada vez mais forte que se misturava nos sonhos.

 

Era uma casa lateralmente à nossa que estava a arder.

 

Os bombeiros tardavam a chegar e eu ainda pensei dar um pontapé na porta mas quando me aproximei já se viam as labaredas bastante vivas junto a esta.

 

Passado um bocado deu-se uma explosão de gás já os bombeiros estavam presentes.

 

Infelizmente o morador da casa acabou por falecer por inalação do fumo, ainda fizeram massagem cardíaca mas já não foram a tempo.  

 

Tinha-lhe desejado uma boa noite, na véspera quando passei por ele na rua tal como é habitual nas pequenas terras.

 

Na rua mirones (sádicos) mantiveram-se o dia inteiro a olhar para tragédia e a fazer comentários idiotas.

 

Mais tarde nos jornais e na televisão diriam que ele morava sozinho. E na realidade morava sozinho de pessoas mas não de animais. Vivia com 5 gatos que conseguiram escapar (contam os vizinhos que um morreu). Agora instalaram-se no quintal da casa onde ficamos que está quase sempre vazia, uma vizinha dá-lhes comer.

 

E assim foi um triste fim para umas festas tão descansadas.

E as Férias?...O Reencontro

Lá pelo meio dos passeios, assim sem mais nem menos, entrei, sem saber, no local de trabalho de uma paixão antiga que já tinha dado origem a este e este post.

 

De repente, ali estava ele sentado. Sendo aquilo um local público cumprimentou-me com um "podem entrar e ver à vontade" ao que eu lhe respondi "então já não te lembras de mim?"

 

E pronto, fiz corar um homem. Ele não tinha reparado bem em quem é que lhe tinha entrado pela porta. Quando reparou bem na pessoa que se tinha materializado ali à frente, ficou engraçadamente atrapalhado. Ofereceu-se para uma vista guiada ao espaço e pelo meio fomos fazendo conversa de quem já não se vê há muito.

 

Estando eu acompanhada não deu para ficar muito tempo. Mas confesso que teria ficado a tarde toda. 

 

Assim que saí mandei logo sms à minha prima e o que nos rimos com trocas de sms e telefonemas por causa da situação. 

 

Mas realmente o passado é para ficar no passado, serviu apenas para me deixar com um sorriso estúpido na cara até à noite.

 

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E as férias continuam... 

 

E as Férias?...Alentejo

Constipação passada rumei para uma semana no Alentejo.

 

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Numa casa de campo onde a televisão só tem 4 canais e esteve metade da semana avariada, resta aproveitar a vida.

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Passear pelos arredores, Portalegre, Nisa, Marvão, ir a banhos à piscina e à barragem Póvoa e Meadas (onde recentemente tinha sido o festival andanças), não fazer nada, comer, ler, passear (muito) pelos campos,  ver o pôr do sol, ver o pôr da lua, e à noite escapulir para sitios mais escuros para ver as estrelas e a via láctea.

 

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 Mais fotos desta semana aqui

 

E as férias continuam...

 

E as Férias? Os Primos e a Praia

Bem, a primeira semana foi de praia, praia e mais praia.

 

Alguns dos meus primos do norte vieram cá passar férias e não quiseram mais nada senão praia. De manhã à noite.

E eu que pensava já não aguentar tal coisa, adoptei o ditado, se não os podes vencer junta-te a eles e assentei arraiais na praia de Carcavelos. Iamos com merenda, chapéus de sol, paravento e muito protector.

 

Sou menina de me fartar da praia após duas horas, ficando desejosa de ir passear pela zona, se estiver longe ou ir para um restaurante comer petiscos.

 

Resultado, no final da semana tinha um bronzeado de fazer inveja e uma bela constipação.

 

Lá pelo meio, só os consegui convencer a ir comer um gelado ao Santini depois do jantar e a uma saída nocturna até Lisboa.

Jantamos num restaurante do Mercado da Ribeira, passamos pelo Bairro Alto onde bebemos uns shots no Mezcal e descemos pela Baixa, onde adoraram ver os artistas de rua, tiraram a habitual foto com o Fernando Pessoa, passamos pela Rua Augusta, Praça do Comércio, onde estava a haver um espectáculo de video mapping com Dj's a actuar e Ribeira das Naus.

 

Foi interessante reparar que ver Lisboa com pessoas que praticamente não a conhecem deu-me a sensação de estar também a ver a cidade pela primeira vez.

 

E as férias continuam...

Olá Gente Gira

Estou a mongar no Alentejo e aproveitei para vir aqui ver as vistas.

 

Acabaram de me oferecer um martini. É um pouco estranho para as 11.59. Mas vamos a isso.

 

Em todo o caso depois do pequeno-almoço já enchi a barriga de figos e amoras.

 

Beijocas a todos.

 

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