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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Quando Acho Que Tenho Um Homem a Habitar Uma Parte do Meu Cérebro...

...muitas vezes não me identifico com aquelas coisas ditas "femininas".

 

Vamos lá a ver:

 

  • Confesso que uso mala só porque gosto de andar com um livro e a máquina fotográfica atrás. Não levo lenços de papéis, toalhitas, maquilhagem e muito menos tijolos. Ou seja, não compreendo o peso da mala das mulheres. Para viagens curtas, ao pé de casa (compras e assim) até deixo o telemóvel em casa para levar só chaves e dinheiro no bolso.

 

  • Também nunca descobri o porquê de as mulheres irem aos pares à casa de banho. Nunca precisei de companhia.

 

  • Estou quase sempre no silêncio, sou mais ouvinte do que falante. E começo a entrar em stress quando estou ao pé de pessoas que não se calam um bocado.

 

  • Não consigo falar de sentimentos e se me dizem eu "amo-te" fico toda atrapalhada para expressar a resposta que se quer.

 

  • Não consigo andar de saltos. Eles só moram no meu imaginário. De resto ando torta e fico irritada de não conseguir ir ao meu ritmo normal e daquilo me dar dores de costas.

 

  • Pormenores não são comigo, depois de ir a algum lado não me venh-mam perguntar como era a casa, como estava a pessoa vestida e etc. Vou responder "acho que estava de saia mas também podia estar de calças". 

 

  • Também nunca me lembro de caras e já fiz tanta coisa e já andei em tanto lado que tudo se confude no meu cérebro.

 

  • Não me sei maquilhar, não consigo usar anéis, pulseiras quando as tenho passo a vida a pôr e a tirar. Salvam-se os brincos.

 

  • E odeio aquela característica de mulher-menina mimada que faz joguinhos para receber atenção.

 

Estão a ver porque nunca me casei 

 

What You See Is What You Get

O post anterior fez-me recordar um episódio passado há alguns anos.

 

Não me lembro do ínicio da conversa, nem do fim mas o meio foi uma história deste género.

 

Estava eu mais um ex-gajo, cá em casa, no meio de um qualquer afazer doméstico quando a conversa da parte dele virou para algo do género:

 

 - Realmente não te compreendo - disse o gajo.

 

- Não compreendes o quê? - pergunto eu admirada

 

- Não compreendo o teu jeito de pensar. Tu és muito misteriosa - responde ele

 

- Misteriosa eu? - pergunto já a rir

 

- Sim...é claro que eu não te compreendo e és misteriosa - disse ele a começar a ficar chateado.

 

- É claro que não sou. Eu sou aquilo que vês. Não me lembro de ter mistério nenhum - continuei eu a rir-me cada vez mais com o teor da conversa.

 

- É claro que és e se eu já te conhecesse toda e não fosses misteriosa já me tinha ido embora - disse ele cada vez mais chateado.

 

E assim a conversa continuou. Eu cada vez me ria mais com a parvoíce, não me conseguia conter, e ele cada vez ficava mais chateado a dizer que eu me estava a rir dele e a ameaçar que se ia embora.

 

E acabou por ir. Uns meses mais tarde quando depois de ter tentado arranjar algumas discussões lá pelo meio nunca lhe dei troco.

 

Deve ter acabado por descobrir que eu sou mesmo assim, sem confusões, sem complicações, sem segundas intenções...uma seca portanto.

 

(pelo menos em relação aos outros e às situações da vida. Já me chega andar a tentar perceber qual o meu caminho e algumas limitações que me imponho a mim mesma por falta de confiança como já aqui disse).

 

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Perguntas Que Me Fazem

Serão de sábado com uma amiga, a provar um vinho generoso e a morder uns snacks.

 

Olha, posso-te fazer uma pergunta pessoal? - pergunta a amiga

 

Sim - respondo eu já a pensar que pergunta parva iria sair dali.

 

Tu és mesmo assim Zen como aparentas? - pergunta a amiga.

 

Nãããããoooo - respondo eu - normalmente sou só assim durante o dia, depois à noite vou para a rua esfaquear algumas pessoas.

 

Mas as tuas facas são todas tão pequenas - continua a amiga

 

Isso é porque ainda não viste as outras facas - volto a responder - Mas a sério, sim, sou mesmo assim, É claro que às vezes tenho os meus stresses mas passam depressa.

 

Mas como é que consegues ser assim? - continua a perguntar a amiga

 

Porque a vida é muito mais fácil se formos assim - volto a responder eu.

 

Sim, mas como é que consegues ser assim... - volta a insistir a amiga.

 

Porque a vida é muito mais fácil se formos assim - volto eu a insistir.

 

O que é que ela queria que eu lhe explicasse? Sou assim porque não estou para ter uma vida complicada e cheias de dramas por me chatear com tudo o que acontece.

 

Lembrei-me desta conversa que aconteceu neste sábado ao ler este post da Just Mum.

 

E apercebi-me que sou assim porque sigo sete dos oito itens aí nomeados. Só me falta conseguir o 7. Planear. E mesmo sem ter lido este post é isso que andava a tentar fazer e a falhar deixando-me um pouco frustrada. 

 

Auto-estima vs Auto-confiança - Alguém Me Explica?

Como já aqui disse em dois post, embora fique para ali a meio caminho dos "padrões de beleza" que a sociedade atual quer impor, gosto de mim como sou e não mudava nada. 

 

Mas por outro lado não tenho confiança nenhuma em mim.

 

Ou seja,

 

não percebo nada de jogos de sedução. Não sei se é por deixar quase sempre os óculos em casa (por vaidade) mas se um moço não me vier dizer com as letras todas que gosta de mim, eu não vou reparar. E não faço a mínima ideia como se seduz alguém.

 

A nível de trabalho, a situação não é melhor. Acho sempre que devia dar muito mais e que ainda tenho muito a aprender.

 

Por outro lado, para além desta dualidade paradoxal em mim, reparo que as pessoas próximas de mim que sofrem realmente com baixa auto-estima conseguem ser sedutoras natas. Daquelas que fazem avanços, olhinhos, conseguem dar toques subtis e por os pontos nos is.

 

Juro que não entendo. Como consigo ser tão confiantemente atrofiada e como é que elas, dizendo-se tão inseguras, conseguem ter essa confiança e coragem toda.

 

 

Declaro Que Este É o Fim-De-Semana do Amor Próprio (porque tenho a sensação que isto é um assunto tabu)

E porque só um dia não chega.

 

Começo eu:

 

Gosto dos meus olhos azuis

Do meu cabelo grosso e forte

Da minha boca pequena desenhada como se fosse uma gueisha

E de ver o meu corpo ao espelho

Gosto do meu optimismo

De ter sempre uma piada espontânea seja qual for a situação

De ter noção que "errar é humano", aceitar os meus erros e seguir em frente

Gosto do meu apetite por comida

E do meu apetite pela vida

Amo ser Mulher

Da minha capacidade de querer cuidar e nutrir os outros

E de amar incondicionalmente sabendo sempre perdoar

Gosto de andar a tentar perceber as minhas potencialidades

E da minha capacidade de sonhar

Gosto das minhas imperfeições e de não querer ser perfeita

Gostos de momentos comigo própria

E de conseguir divertir-me sozinha

Gosto de gostar de mim

 

Agora vocês? Quem se segue a escrever aqui nos comentário ou ainda melhor, caso tenham achado interessante esta ideia de escrever no vosso próprio blog uma declaração de Amor a vocês próprios.

 

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Hoje Descobri Que Quero Ser

Como um chá quente que aquece num dia frio.

 

Como uma casa que cheira a bolos.

 

Como uma focaccia a escorrer azeite e cheia de alecrim que acaba de sair do forno.

 

Quero ser reconfortante.

 

Quero nutrir.

 

Quero ajudar a fortalecer.

 

Quero ajudar a religar.

 

Quero usar a energia feminina.

 

Ando a descobrir o caminho a seguir e este é o meu ponto de partida.

 

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Um Vislumbre da Miss Ana

Para começar o ano de forma radical aqui fica uma foto minha. É a Foto de 2014.

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Eu não fumo e nunca fumei mas na Noite das Bruxas apeteceu-me imitar uma foto de um músico de jazz que está numa das paredes do "Páginas Tantas", no Bairro Alto. É um dos meus bares favoritos e a foto foi tirada lá.

 

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 O original. Faltava-me o saxofone.

Liebster Award

eMuito obrigada "mãe" do blog Desabafos de uma mãe solteira e aproveito para dizer que também gosto muito do teu blog. E já estava com saudades destes desafios.

 

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Aqui vai então,

 

1 -  Como te defines? Uma pessoa bastante calma, com bastante dificuldade em enfrentar situações de conflito, às vezes prefiro fingir "que não percebo" do que entrar em confronto. Mas já explodi uma ou outra vez sobretudo em questões de falta de respeito. 

Já fui muito de dizer sempre sim, mas agora já aprendi a dizer não. É um equílibrio entre ajudar os outros mas também me respeitar a mim.

 

 

2 - O que te levou a criar um blog? Já tive um blog há cerca de 7 anos mas uma fase difícil da minha vida levou-me a acabar com ele e a isolar-me mais. Hoje em dia sinto pena de não ter dado continuidade. Gosto de escrever e ler estas espécies de diários. Confesso que foi a ler quase de uma assentada o blog A vidinha de uma gaja e a ver a volta que a gaja deu na vida em pouco tempo que voltei a despertar para este mundo dos blogs.

 

3 - Qual a primeira impressão do blog que te nomeou? Foi um daqueles blogs que me chamam a atenção, um blog com o qual me identifico, um blog real, com histórias do dia a dia, de uma mulher que se sabe rir com os contratempos da vida. Gosto de um blog assim, real, positivo, feminino mas sem aquele exagero todo de moda, maquilhagem, quilos de produtos de beleza. Um blog belo pela sua simplicidade como as mulheres deviam ter coragem de ser.

 

4 - Qual a tua cidade de sonho? Vou escolher um país até porque me identifico mais com o campo. E é a Irlanda. Aquele verde todo, a animação dos pubs, adoro música celta, a cultura celta e até pinto o cabelo de ruivo. Olhos azuis já tenho mas por alguma razão, acho que é da idade, a natureza agora até resolveu dar-me sardas.

 

5 - O que fazes nos teus tempos livres? Venho até à internet, aturo os meus gatos, vejo séries que gravo, dou passeios, leio muito, gosto de jantar e passar por um bar com amigos e colegas.

 

6 - Qual o produto de maquilhagem, roupa ou acessório favorito? Sandálias e rimel, aqui sim,sempre de uma marca boa porque basicamente é a única maquilhagem que uso.

 

 7 - O que ainda te falta fazer? Quase tudo, ter o meu próprio espaço de trabalho, encontrar um gajo decente, ter a minha casa no campo e conhecer a Irlanda.

 

8 - Qual tem sido o teu maior desafio da tua vida? Aprender o desapego, o deixar ir.

 

9 - O que é que te inspira? A culinária, a dança e sobretudo pessoas que passam por dificuldades mas mantêm sempre o bom humor e andam para a frente de forma optimista.

 

10 - Qual é o teu maior sonho? O mesmo que o ponto 7, espaço para desenvolver a minha actividade profissional com criatividade, o gajo decente, a casa no campo com uma horta e ir à Irlanda.

 

Aqui vai as minhas nomeações, possivelmente já foram nomeados e não me conhecem assim tão bem mas aqui ficam;

 Mais vale uma boa quarentona

Tuga em Londres

Coisas do Dia

Chez Maria_flor

 

 

Regras para os nomeados.

Para poderem mostrar o que valem e responderem ás nomeações, aqui vai.

- Responder a todas as perguntas

- Referir o link do blog que te nomeou

- Nomerar 5 a 10 blogs com menos de 200 seguidores.

- É obrigatório informar os blogs da nomeação

- Fornecer aos blogs o link para a nomeação em causa, para que saibam o que fazer

 

 

 

 

  

 

 

 

Gostava De Me Apaixonar Verdadeiramente ou Desfado Parte II

Há quem corra, há quem bata num saco de boxe, há quem pratique meditação. A mim então, há dias em que só me apetece chorar para descomprimir. O pior (neste caso obviamente é o melhor) é que não tenho razões para fazê-lo. Havia dias em que me punha a ver aquelas séries para gajas (tipo Anatomia de Grey) que tinham situações que me faziam emocionar e aquilo era o mote para chorar que nem uma desalmada. 

 

E o porquê desta necessidade de chorar quando não tenho razões para isso (já canta a outra "sentir-me triste, só por me sentir tão bem e alegre sentir-me bem só por eu andar tão triste")? É porque para além do Desfado de que aqui já falei sofro de outra patologia que também já foi tão bem retratada numa canção:

 

Tenho pressa de sair

Quero sentir ao chegar

Vontade de partir

P’ra outro lugar

 

Estou bem

Aonde não estou

Porque eu só estou bem

Aonde eu não vou

 

Ás vezes só me apetece começar a correr e parar muito longe.

 

Farto-me de tudo passado um tempo. Gostava de descobrir a minha paixão verdadeira. Vejo fascinada alguns concursos de talentos que dão na televisão, o entusiasmo com que as pessoas falam, lutam e vivem a sua paixão. Queria me dedicar a alguma coisa assim. De corpo e alma. 

 

Mas hoje em dia já tenho receio de me dedicar ao que quer que seja que me dê entusiamo porque já sei que passado um tempo vou esgotar o sentimento dentro de mim.

 

Se calhar é este o meu desfado, não ter fado e poder ser várias personagens durante a vida.