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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Eu e as Editoras

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Voltando mais uma vez a falar da Feira do Livro, ontem quando lá fui, reparei que com os anos vou mudando de "posto" ou seja, consoante as idades/fases da vida vou mudando de "Editora".

 

Enquanto criança pequena era a Verbo Infantil que me fazia sonhar. Os livros da Anita e contos infantis ilustrados vinham de lá.

 

Quando deixei os livros ilustrados e comecei a interessar-me pela aventura e romance, passei a rondar a Caminho. Devorava os livros da Alice Vieira e a colecção Uma Aventura, entre muitos outros.

 

Depois numa fase juvenil passei para as Publicações Europa-América onde as aventuras e o mistério continuavam e comecei a conhecer os clássicos de uma forma acessível com os "Livros de Bolso".

 

Mais tarde entrei numa fase pseudo-intelectual onde só lia livros da Cotovia.

 

Mais crescida e com idade para ter juízo regredi e entrei na fase da literatura fantástica, onde só a Presença me satisfazia.

 

Agora que só me apetece literatura levezinha para entreter, porque às vezes pesada já é a vida, onde gasto mais dinheiro é na Leya (estante da Asa).

 

É engraçado perceber que mudam-se os tempos, mudam-se as editoras.

 

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E por falar na Alice Vieira, ontem fui-lhe cravar um autógrafo para não variar, é sem dúvida a autora que mais livros me autografou.

 

E já agora alguém sabe quem é aquela autora lá atrás que ficou a posar para a foto ? Eu não faço a mínima.

Fotografar, Cozinhar, Dançar

Gosto de cozinhar, gosto de fotografar, gosto de fotografar aquilo que vou cozinhando. Do antes, do durante e do depois.

 

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Gosto de dançar, gosto de fotografar, gosto de fotografar, não o que se dança mas sim aquilo que se passa antes da dança. Quando voltei ao mundo da dança há ano e meio, olhava para as fotos que tirava e apercebia-me que as mais interessantes eram as dos bastidores. Da azafama, dos últimos ensaios no corredor, da maquilhagem, dos penteados, dos olhares nervosos, da festa e sobretudo de gente distraída, concentrada que não via que estava a ser fotografada.

 

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 Tenho fotos mais interessantes dos bastidores mas não quero colocar para não expor terceiros

 

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Não sou profissional em nenhuma destas artes mas no fundo, ser amador não é à partida ser menos bom, é "apenas" amar a arte de alma e coração.

 

E eu amo estes três verbos fotografar, cozinhar, dançar.

E o Assunto da Noite?

Eu vejo os Óscares com um misto de emoções. Algo entre ter vergonha de estar a perder tempo a ver uma fantochada norte-americana e o olhar para uma cena que não se quer conscientemente ver mas da qual também não se consegue tirar os olhos. 

 

Quer dizer, eu na realidade nem vejo os Óscares, porque acho o meu sono mais importante do que Hollywood a auto-promover-se, dando uns prémios aos pobres parentes do resto do mundo lá pelo meio só para não parecer mal.

Por isso antes de saber os vencedores pelos meios de comunicação, vejo aquilo meio a correr no dia a seguir de manhã e dou uma olhada a alguns blogs para ver a polémica dos vestidos.

 

De uma forma sarcástica três assuntos que adorei:

 

Os turistas a entrar e a parecer que tinham entrado na jaula para ver os animaizinhos a divertirem-se de perto. Estes estavam calmos porque foram sendo alimentados por comida voadora.

 

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O vestido puritano da Dakota Johnson, tal Linda Lovelace arrependida do seu comportamento anterior no ecrã.

Ou então como os fantásticos filmes que faz não lhe rendem prémios resolveu ela ser o Óscar.

 

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E claro, a terra La La que já está a ficar "lélé da cuca" resolveu este ano terminar em grande.

Comentários para quê? Eu já tinha dito que o filme era engraçado mas não valia o "grande" Óscar. E sim, não gosto do mal do outros mas foi uma bela partida de Carnaval.

 

Fico a perguntar-me afinal porque damos tamanha importância esta cerimónia quando temos tanto cinema europeu?

 

Dito isto vou ali ver a sequela do Trainspotting e já venho.

 

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Lisboa Adormecida

Por vezes quando menos esperamos há aqueles momentos em que nada acontece mas que nos enchem de um prazer imenso. Senti isso na terça à noite, quando saindo de um trabalho na zona da Baixa me deu uma vontade imensa de ir a pé até ao comboio subindo o Chiado e descendo pela rua do Alecrim.

 

Deviam ser uma 21 horas mas resolvi não me importar com o horário do comboio e vaguear por esta Lisboa tão diferente do habitual. Não sei há quantos anos não via aquela zona tão despida de gente.

 

Os nova-iorquinos gabam-se que a sua cidade nunca dorme, a mim deu-me gosto sentir esta Lisboa finalmente ensonada após a loucura estival e a agitação natalícia.

 

Noite fria de Janeiro, começo da semana. As lojas fechadas, alguns resistentes nas esplanadas, possivelmente turistas para quem estas temperaturas frias mas positivas sabem a Verão.

 

E a estranheza que já vai fazendo parte da cidade. A um canto uns animados miúdos voluntários, acompanhados de um gigante e deslocado Pikachu, pediam para uma qualquer instituição, tentando aliciar a carteira de umas estrangeiras. Noutro canto um belo rapaz de olhar alucinado tocava e cantava perto de uma esplanada. O que murmurava parecia mais para sim, para aliviar os fantasmas da sua alma do que para os ouvidos que o rodeavam. 

 

Na Rua do Alecrim com a sua vista para a "Rua Rosa" o ambiente era de espera. Mesas postas, luzes acessas como o pulsar de uma cortesã à espera dos seus amantes que possivelmente já não chegariam naquela noite.

 

Lisboa estava assim com olhar semicerrado à espera do final da semana que se aproximava lentamente. E eu passei por ela em bicos dos pés para não a despertar.

 

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Confesso Que Sou Uma Pessoa Bastante Explosiva

Não de personalidade mas sim a um nível mais gastronómico. Entre as minhas explosões contam-se:

 

- Pastéis - Um dia vinha da piscina perto da casa do meu irmão e comecei a fritar pastéis para o almoço. Como estava calor continuei só com o biquíni vestido. Felizmente as minhas sobrinhas e o gato andavam por longe quando os crepes panados, recheados de queijo e fiambre resolveram explodir. Não me perguntem o porquê. Mas eu fiquei com algumas queimaduras que ainda demoraram uns meses a desaparecer e a cozinha ficou num belo estado. Algumas semanas depois a minha cunhada ainda achava recheio de crepe em sítios diversos.

 

- Beringela - Esta foi cá em casa e deu direito a um belo barulho explosivo que me ia provocando um ataque cardíaco. Já tinha assado beringela algumas vezes mas nunca me tinha passado pela cabeça fazer-lhe furos. Esta resolveu explodir mas vá lá que estava no forno. Não deu direito a queimaduras só a algumas horas a raspar o forno.

 

- Alheira - Se calhar por ser uma alheira vegetariana não me passou mais uma vez pela cabeça que devia de lhe fazer uns furos ou então foi só Karma por ter sujado a cozinha do meu irmão. Desta vez consegui fugir a tempo e não me queimei mas a limpeza da cozinha deu pano para mangas.

 

Para a próxima juro que vai ser de propósito, ando com vontade desde que li isto (acho aqui num blog) há uns meses:

 

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Me Jane

Aos 42 tornei-me radical. A minha sobrinha-afilhada fez anos dois dias depois de mim e fomos praticar arborismo no Fun Parque São João.

 

Adorei a experiência. Estamos tão concentradas no que estamos a fazer que nem temos tempo de pensar naquilo em que nos estamos a meter. É assim como a vida. Vamos superando os obstáculos concentradamente sem pensar no que vem à frente.

 

O primeiro slide, foi entre duas árvores e demorei a atirar-me mas depois ganhei gosto por aquilo. É uma excelente sensação aquele vôo deslizante.

 

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Só não engracei muito com os troncos e cordas flutuantes até porque estava um pouco de vento mas vá lá que não escorreguei em nada.

 

Fizemos dois percursos. A seguir os mais novos foram para os carros a pedais. Eu e a minha sobrinha mais velha iamos todas lampeiras para os dois percursos mais avançados quando o monitor diz: "Por aquilo que vi é melhor ficarem por aqui". E pronto...não convencemos como radicais e ficamos a meio do desafio, só a 5 metros do chão. Deve ter-nos achado muito azelhas. 

 

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Eu Já Fui

Em Maio todos os caminhos de Lisboa levam à Feira do Livro

 

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Acho que ir à Feira do Livro para quem é de Lisboa e sempre teve este hábito, é também regressar à infância. E foi o que aconteceu, ainda mais, este ano. Encontrei por lá estas queridas autoras e não resisti a comprar um livro para lhes pedir um autógrafo em nome dos velhos tempos.

 

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 Sabem quem são? Aqui fica uma ajuda...

 

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De resto está tudo na mesma...e ainda bem...

 

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 A foto clássica. Ainda bem que nunca mais se lembraram de mudar de Feira de local.

 

A seguir ao almoço ainda se conseguia passear na Feira, passado uma hora era quase impossível. O primeiro dia estava ao rubro.

 

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A grande inovação dos últimos anos tem sido a crescente oferta em termos de restauração mas para mim, Feira do Livro é sinónimo da primeira fartura do ano.

 

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 Esta tinha um buraquinho. A vida não é perfeita por isso as farturas também não precisam de ser. São saborosas na mesma.

 

 

E há animação

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E as clássicas barraquinhas (stands para os mais finos), renovadas nos últimos anos.

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E claro, livros, muitos livros. Os com o "clássico" preço de feira, os livros do dia, os em segunda mão, as promoções.

 

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E o que comprei? Só dois livros. O primeiro dia é mais para matar saudades e ver a oferta. Ainda espero voltar e depois conto tudo.

 

 

Não se esqueçam:

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E que...

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