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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Da Segurança Social, Das Finanças E Da Comunicação

Por estes lados a Segurança Social e as Finanças ficam frente a frente, bom para tratar de assuntos de seguida mas não é a proximidade que torna a comunicação eficiente entre estes dois organismos.

 

Eu na segurança social: Venho aqui para tratar de...não sei se é aqui primeiro ou se é nas finanças.

 

Porteiro da SS: Tem que lá ir primeiro.

 

Finanças, tiro a senha, duas pessoas à frente, não mais do que dez minutos de espera. Assunto tratado.

 

Eu nas Finanças: Portanto por aqui está tudo tratado, posso ir já de seguida à SS? 

 

A Assistente das Finanças: Sim, sim. Pode ir lá agora.

 

Eu na segurança social: Olá outra vez, já tratei daquilo nas finanças, agora venho tratar do seguimento como lhe disse.

 

Porteiro da SS: OK, tem aqui a senha.

 

Uma hora e trinta minutos e 29 pessoas à minha frente depois.

 

A Assistente da SS: Acabou de ir às finanças? Agora mesmo e já aqui está?! Isto só entra no sistema daqui a umas duas semanas mais ou menos. Tome lá o seu cartão de cidadão e volte no final do mês. Adeusinho e boa semana.

 

Eu na segurança social a pensar enquanto sorria estupidamente para a Assistente da SS: Aquelas duas outras alminhas não me podiam ter avisado disto há 90 minutos? Nem um, nem outro?

 

E pronto, à falta de comunicação entre a SS e as Finanças e à falta de uma boa formação ao porteiro, ao menos adiantei as leituras, eu sabia que fazia bem em levar um livro comigo.

 

Daqui a 15 dias há mais.

 

 

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Eu (Coração) Junho

Gosto tanto do mês de Junho, é assim um mês que ainda cheira a primavera mas já nos traz promessas de verão.

 

Sim, eu confesso desde já que é o mês dos meus anos, o que lhe dá um gosto ainda mais especial.

 

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Pela primeira vez, Junho vai realmente significar Feira do Livro, que só abre hoje. Os meus "Dia da Criança" foram muitas vezes passados nesta feira. Era aqui que a minha mãe, amante de leitura e filha de um amante de leitura, nos levava para comemorar este dia tão especial.

 

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É também hoje que começam as festas da minha vila (que nós não queremos ser cidade, é mais chique ser assim uma Vila ).

 

Depois vamos entrar na animação dos simpáticos Santos Populares. Mais uma desculpa (como costumo dizer) para conviver, comer e beber .

 

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É o mês dos primeiros mergulhos, eu sei que já devo ir com alguns mergulhos de atraso mas a realidade é que ainda não me estreei.

 

Junho traz também o aniversário da minha prima-gémea (nascemos com 25 dias de diferença) e da minha sobrinha-afilhada (2 dias depois de mim).

 

E é desde o ano passado, um mês de nervos, cansaço, últimos arranjos de figurinos, coreografias que nos invadem a cabeça dia e noite, mas sobretudo alegria, é o mês das apresentações de fim de ano da escola de dança. Não somos profissionais mas levamos os eventos muito a sério.

 

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E no final chega ainda a F.I.A, a Feira Internacional do Artesanato que nos transporta em segundos para outras paragens.

 

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Junho é um mês que cheira a sardinhas, a manjericos, a canela, a livros novos, a mar e ao coco dos bronzeadores.

 

É assim um mês, tão..."sempre a abrir" que no ano passado quando terminou olhei (por segundos) para o lado e perguntei: E agora o que é que eu faço? 

Somos Todos Actores Neste Mundo?

Uma colega minha de teatro, uma das últimas a entrar para a turma, confessou-nos esta semana que ali connosco representa um papel dela própria conscientemente e que quando está com amigos íntimos não é nada daquilo que ali apresenta.

 

Esta declaração, além de me ter deixado bastante admirada (ainda por cima era numa turma de teatro onde temos espírito aberto), relembrou-me um episódio, passado com um namorado em que ele se virou para mim e disse que estava comigo por eu ser bastante misteriosa e que de certeza eu não era aquilo que aparentava. Esta frase, acabou comigo a rir até às lágrimas por achar aquilo uma idiotice e com ele bastante chateado por achar que eu estava a gozar com ele.

 

Não sei mas creio, no meu entender, que sou uma pessoa muito genuína, talvez demais. Como sou tímida, não consigo apresentar-me a estranhos de uma forma tão extrovertida como sou com os amigos e a família, e como sou de piada fácil tento-me conter em situações não apropriadas mas daí a desempenhar outro papel conscientemente acho que vai um grande passo.

 

Se calhar também o faço inconscientemente.

 

Mas com estes dois episódios fico a pensar se a maior parte das pessoas apresenta ser aquilo que não é. No Amor para ser aceite, na profissão para ter sucesso, na comunidade para não ser criticado.

 

Seremos todos atores a representar um papel que não é o nosso?

 

 

Grandes Desculpas

Acho que o ser humano tem uma enorme capacidade de inventar desculpas para não ser feliz.

 

Às vezes as coisas estão mesmo ali a acenar-nos e nós fingimos que não as vemos ou arranjamos montes de argumentos para justificar que aquilo que parece óbvio não nos convém.

 

Eu pelo menos sou assim. Acho que estupidamente baseio a minha vida numa teoria semelhante à teoria dos ciclos económicos, 

 

1 - Auge 

2 - Recessão

3 - Depressão

4 - Recuperação

 

Por isso vou-me mantendo cada vez mais estagnada na fase 4, a recuperação, o mar calmo que tanto me custou a alcançar, com receio que uma curta fase 1, de onde se depreende felicidade, dê rapidamente lugar às fases dolorosas seguintes.

 

Acho que a grande desculpa da minha vida é: "Para quê voltar a esforçar-me quando já sei que não vai dar em nada".

 

Mas se calhar as coisas que não dão em nada são simplesmente porque não são as certas. Porque quando olhamos para trás, a uma certa distância, conseguimos ver as coisas com outros olhos.

 

Há que ter força para acabar com as más desculpas que regem a vida.

 

E vocês? Quais são as vossas desculpas para não serem realmente felizes?

 

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Da Dança E Da Capacidade de Se Entregar

Com muitos intervalos lá pelo meio, já devo ter praticado dança durante uns 15 anos bem contados.

 

Durante este tempo tenho dançado quase sempre modalidades que se praticam de forma individual.

 

Há 10 anos fiz uma incursão pelo Tango que só durou 3 aulas e vi o quão difícil era dançar a par, porque como eu já desconfiava sabia, não sou mulher para me deixar conduzir. O par puxava-me para um lado mas eu queria ir para o outro, não resultava. Como o prof era um argentino de sangue quente, aquilo acabava com ele bastante mal disposto com o meu desempenho e comigo bastante frustrada.

 

Este ano lectivo voltei à dança a par. E qual não foi o meu espanto quando meti conversa com colegas minhas e percebi que se queixavam do mesmo.

Afinal o problema não é só meu. Aquelas com quem falei também me confessaram que têm problemas em deixar ir pois também querem controlar tudo.

 

Sempre quis ser bastante controladora da minha vida e defensora das minhas ideias e ideais. Isto aliado às "chapadas" que levei sempre que dei confiança a mais e resolvi entregar-me aos outros ou mesmo à vida, levou a que me tornasse numa pessoa bastante defensiva e fechada, com poucas características para dançar a par e deixar-me levar por desconhecidos.

 

Desta vez não desisti e agora que as coisas começam a aquecer, ou seja, a dança começa a complicar é que as minhas "fragilidades" se começam a notar. O grande problema é relaxar ao ponto de me deixar ir.

 

Mas no meio da última aula com a complicação dos movimentos, com os incentivos de quem não desistiu de mim, com as constantes indicações de "relaxa", que remédio tive se não abandonar-me. E por segundos, porque quando troquei de par a magia esfumou-se e acordei, finalmente senti e percebi a simplicidade e a beleza do "deixa andar", neste caso do "deixa dançar".

 

É. A Dança é como a vida. Às vezes é preciso voltar a confiar, abandonar, e consentir ser novamente guiada.

 

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E a Vida?

Isto são só desafios atrás de desafios (ainda me falta um, não estou esquecida e ainda vou mudar de nome para o "blog dos desafios") mas e a vida como é que anda?

 

Continuo sem ter trabalho. Mas tenho a sensação que as ideias estão a ficar mais claras. Contudo já só me restam 10 meses de subsídio e nessa altura ( e antes de preferência) já queria estar a bombar.

 

A aula de voluntariado tem corrido bem, esta semana foi a semana dos beijinhos, tive que dar beijinhos no final da aula às senhoras todas. E para além do bem-estar que lhes proporciono, as aulas que dou também têm sido ótimas para o meu desenvolvimento pessoal e profissional.

 

O fim-de-semana foi outra vez em cheio passado com as sobrinhas. No sábado levei-as pela primeira vez ao Color Run.

 

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 No domingo fomos as três para a praia dar o primeiro mergulho do ano.

 

E ontem fui a uma festa espectacular. Uma festa de anos num teatro que para além do buffet, onde toda a gente participou com comida, tivemos direito a um espectáculo de improviso teatral daqueles que nos põem o maxilar a doer de tanto rir e no final ainda tivemos uma aula de danças de roda tradicionais europeias até à 01h.

 

O meu gato continua com o problema da orelha, mas como já foi tão massacrado por três veterinários diferentes sem resultado, agora estou a tentar que o problema passe por si. É algo que dizem que pode acontecer. Por enquanto se não notar sintomas de infeção, estou a evitar a operação por causa da anestesia. Como ele já toma medicamentos diários para a epilepsia há 14 anos, não o quero sobrecarregar com mais drogas.

 

E é assim que vai a vida para além dos desafios .