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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

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O Lado B da Vida

Pensamentos Pós-Festividades

A coisa mais difícil do período pós-festividades é convencer o corpo, ou a mente, ou os dois, que não é possível continuar a enfardar comer como no final do mês de Dezembro.

 

Todos os anos é o mesmo, parece que uma pessoa se habitua rapidamente àquele ritmo gastronómico e depois fica viciada. Estou sempre com fome.

 

E depois é isto,

 

Aula de Pilates:

 

Eu - Inspira, expira, já relaxei o abdominal, deixa lá activar.

 - A aula de ballet deu-nos fome, não foi? Tens aquele doce de chocolate que sobrou do jantar da passagem de ano no congelador.

 - Esquece lá isso, sabes bem que congelaste para quando tivesses as sobrinhas a almoçar.

 

Eu - Inspira, expira. Era a perna direita e o braço esquerdo a estenderem primeiro ou era o contrário?

 - O doce estava mesmo bom. Está lá no congelador à tua espera.

 - É muito, não podes descongelar aquilo tudo.

 

Eu - Inspira, expira, lá se foi o abdominal outra vez.

 - O doce tem consistência de gelado, aposto que com jeito dá para tirar umas colheradas.

 - JÀ COMESTE CHOCOLATE QUE CHEGUE HOJE.

 

Eu - Inspira, expira.

 

E é isto, enquanto a malta ainda está a pensar nas resoluções de ano novo, eu só penso em comida.

 

cupcake-chase-web.jpg

 

 

Tia Esquisita

Ontem andei a arrumar e a limpar a despensa e o resultado final fez-me lembrar um episódio com a minha sobrinha mais velha há uns anos atrás, ainda ela era criança.  

 

Desde há uns anos que estou num processo de mudança de hábitos alimentares, a única "dieta" em que acredito. Tenho formação na área mas nunca fui radical. Cá em casa tento comer o melhor possível, com umas facadinhas de vez enquanto mas quando vou a casa de alguém como o que me põem na mesa.

 

Depois deste contexto, conto então o episódio. Há uns anos a miúda abriu a porta, meteu-se na despensa, olhou, "reolhou" em silêncio, até que pergunta alto: "Oh tia. Mas que raio de despensa é esta? São só coisas saudáveis onde é que andam os chocolates e as batatas fritas?"

 

(Acho que devia ter respondido como o lobo mau: "Esses já os comi minha sobrinha" )

 

IMG_5499.JPG

 

 

Concursos Culinários

Sendo eu uma amante do tema culinário, confesso que quando apareceram este tipo de programas os "papei" a todos.

 

Hoje em dia restrinjo-me ao Masterchef Austrália e ao Top Chefe França.

 

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O primeiro porque me tem feito descobrir um país a quem eu apenas associava cangurus, coalas e essa palavra tão exótica que é "antípoda".

 

Um país de paisagens maravilhosas e com um povo simpático, caloroso e sobretudo respeitador do outro. Sempre que os jurados são mais duros fazem as suas críticas de uma forma construtiva e não humilhante. Quanto aos concorrentes foi o único programa onde já vi concorrentes a querer desistir para dar lugar a outro.

 

A única acção mais radical e supostamente agressiva que vi, foi um dos jurados deitar um prato de comida para o lixo mas acabou por se revelar um brincadeira. Ele tinha gostado tanto do prato que achava que mais ninguém devia provar para não descobrir o segredo.

 

top_chef.jpg

Quanto a este. Não é um programa tão simpático como o anterior. O júri é mais frontal. Está a falar com profissionais e não é muito dado a falinhas mansas. Mas também conseguem passar de repente para um coração mole. Não se esperava outra coisa de um país onde os homens se cumprimentam com beijinhos na cara.

 

Os concorrentes são sem dúvida competitivos mas de uma forma pessoal. Competem para serem os melhores pessoalmente e não para lixar o outro. Tanto podem estar no modo rigoroso nórdico como lhes dar para o lado latino mediterrânico, começam todos aos gritos e passado pouco tempo já são outra vez amigos.

 

E estes chefes acabam por ser de uma humildade incrível. Nas duas últimas edições houve dois chefes com uma estrela Michelin a competir. Dizem que estão ali para confirmar a sua estrela.

Na edição anterior o chefe Michelin acabou por ficar em segundo lugar mas o deste ano perdeu a meio da competição (o vencedor foi um jovem aprendiz de 19 anos).

 

Na capital gastronómica mundial, os chefes com 1 estrela têm a humildade de achar que pouco são comparados com os chefes de 3 estrelas ou os Meilleur Ouvrier de France. 

 

Em Portugal os júris destes programas infelizmente acham que "em terra de cegos quem tem um olho é rei", e nos outros países os concorrentes parecem-me estar mais interessados em ganhar prejudicando os outros do que destacando-se por mérito próprio (e sim, os jurados também são intragáveis).