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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Look Outono-Inverno

Estão a ver aqueles bonecos apelidados de Zé Sempre Em Pé? 

 

Assim sou eu no inverno, seja em casa, seja na rua. Uma mulher embrulhada em 20 quilos de roupa.

 

Quase nem consigo fechar os braços e mal dou uns passos fico cansada só com o peso da roupa.

 

A única questão é se alguém me der um encontrão, não sei se volto acima ou se fico a esbracejar feito uma barata de pernas para o ar.

 

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A Gramática e as Dúvidas Existênciais

Como já aqui disse, por vezes para escrever no blog faço alguma pesquisa gramatical (evitem agora a gracinha, do "Ai fazes? Olha que não se nota nada").

 

E muitas vezes tenho dúvidas nos acentos dos verbos. Andava eu nessas pesquisas, quando reparei no seguinte.

 

Os verbos têm regras de conjugação que se podem aplicar em verbos com terminações semelhantes e que permitem uma rápida aprendizagem. Mais fácil nos regulares, um pouco mais complicada nos irregulares. 

 

"Eu como", "eu comi", "eu comerei", "eu rio, eu ri, eu rirei", "eu acaricio", "eu acariciei", "eu acariciarei" e sei lá quantas centenas mais de verbos com estas regras banais.

 

Mas se pegarmos num dos verbos mais importantes, aquele que nos ajuda a definir. Perguntamos em bom inglês-português: "WTF? Qual é a regra disto"?

 

"Eu Sou", "eu era", "eu fui", "que eu seja"...?!  Isto nem começa com as mesma letras.

 

E para ir a algum lado?

 

"Eu vou", "eu ia", "eu fui"?!  estava tudo ganzado quando se começaram a exprimir?

 

Não admira que a humanidade ande com problemas existenciais e sem saber onde vai parar. Nem estes verbos têm lógica.

 

E já agora, porque raio os verbos ser e ir são iguais no pretérito perfeito e no futuro conjuntivo, entre outras conjugações? Eu já fui aluna. Eu já fui à escola. Quando eu for aluna. Quando eu for à escola .

 

E pronto. Bom fim-de-semana, vão lá para casa pensar nisto.

Onde Fariam o Vosso Jantar Monumental?

Então, se tivessem muito dinheiro qual destes monumentos de Lisboa, que segundo a Time Out podem ser "alugados", escolheriam para o vosso jantar de gala?

 

Quer dizer, pelos visto nem precisam assim de muito, alguns devem ser mais baratos do que algumas quintas para casamentos.

 

 

Mosteiro do Jerónimos: Podem escolher os claustros, 20 mil ou o antigo refeitório, 40 mil.

 

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Não é mau mas é muita pedra. Para mim é um ambiente demasiado frio e também há mortos perto.

 

 

Museu de Arte Popular: Têm 4 salas à escolha do freguês, Beiras, Alentejo, Estremadura ou Algarve, 1750 euros.

 

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Hummm....é engraçadito mas deve haver melhor. Passo.

 

 

Museu do Chiado: 1250 euros.

 

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Não percebi em que parte do museu é. Mas deve ser muito moderno para o meu gosto. Adiante.

 

 

 

Museu Nacional de Arqueologia: 2000 euros

 

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 Giro, giro. Mas tem o mesmo problema que o Jerónimos dado ser o mesmo edifício . Mas deve ser muito mais interessante jantar ao pé de múmias do que de mortos "um pouco mais" recentes.

 

 

 

Museu Nacional de Arte Antiga: Átrio, 3 mil, jardim 2500€

 

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 O átrio não tem piada mas o jardim é a considerar dado ter uma vista maravilhosa. Uma possível escolha para dias quentes.

 

 

Museu Nacional do Azulejo: Claustro D. João III, 3000€, jardim de Inverno e restaurante, 500€

 

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 É tudo muito pequenino e apertadinho. Acho que não.

 

 

Museu Nacional do Traje: Sala Polivalente, 400€, Sala de reuniões, 225€

 

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 Também não encontrei fotos do sítio em específico mas tão baratinho se calhar é mixuruca. Só se  me emprestassem uns trapinhos para me mascarar a rigor.

 

 

Museu Nacional dos Coches: Salão Nobre, 10 mil.

 

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Será que esta sala ainda tem coches ou passaram todos para o outro museu?  Há muito que não entro lá. Mas também é muito fechado para o meu gosto. Mas seria giro tirar umas fotos dentro dos coches para o Facebook e ser acusada de estragar o património.

 

 

Palácio Nacional da Ajuda: Sala D. Luís: 7500€, Sala D. João VI: 6500€, Sala dos Archeiros: 7500€

 

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 Acho que é isto. Esta sala é a D. João VI e é a antiga Sala de Baile . COMPRO.

 

 

Panteão Nacional: Corpo Central: 3000€, Coro Alto: 2500€, Terraço: 3000€, Adro: 4000€ (ao que parece este último já não pode ser por causa da polémica).

 

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 E vocês. Hum???

A Guerra da Courgette

A propósito deste post acabei de ler um comentário no Facebook e não resisti a vir partilhar. Uma amiga publicou uma foto de várias sopas e quando alguém lhe perguntou do que eram, ela respondeu que uma: É de croquette. 

 

Não posso 😂😂😂😂.  E eu a olhar para a sopa a ver se havia lá algum croquete a boiar e a pensar que estava verde demais para lá ter croquetes. Só depois se fez luz.

 

Aposto que foi erro da escrita automática, só pode 😂😂😂😂😂. Caso contrário é mais um exemplo para juntar à minha teoria da courgette

 

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Deviamos Praxar a Madonna

Pintar-lhe a cara não vale a pena porque já a vimos de todas as maneiras e feitios.

 

Mas pôr-lhe um xaile às costas, pedir para ela inclinar a cabeça para trás e obrigá-la a cantar um fadinho à desgarrada, enquanto abana a cabeleira loura, isso é que era de valor. De gente grande. Para ela mostrar o que realmente vale.

 

E como aquilo não devia sair à primeira, já a estou a imaginar com um copo de sangria na mão (ou iamos ali ao Arroz Doce beber um pontapé na con*) e a malta a cantar: E se a Madonna quer ser cá da malta, tem de beber este copo até ao fim. Até ao fim. E vai cima, e vai abaixo....e etc.

 

Se nem assim o fado saisse, faziamos o corredor da morte, davamos-lhe uns calduços e ficávamos amigos na mesma.

 

Embora fazer-lhe uma espera?

 

P.S. Sim, já não posso ouvir falar na Madonna mas resolvi entrar no espírito.

Independência

Ainda sobre as eleições, ao que parece, Oeiras, é o concelho com mais candidaturas independentes. Isaltino Morais com o movimento Inovar Oeiras de Volta, Paulo Vistas, com o Oeiras Mais à Frente e Sónia Gonçalves, com o Renascer Oeiras.

 

Eu cá para mim o próximo passo seria a independência, ponto final. Qual Catalunha, qual quê. Deviamos era criar a região autónoma de Oeiras .

Já Viram o Mar?

No outro dia estava em casa e de repente lembrei-me com uma pontinha de pânico: "Se calhar nunca vi o mar".

 

E já fiz a mesma pergunta a umas poucas pessoas: "Já viram o mar?" E elas olharam para mim com ar: "Tadinha passou-se".

 

Eu sei que a pergunta é parva mas eu explico . É que aquilo que nos rodeia teoricamente é um oceano.

 

Aí as pessoas respiram de alívio (afinal ainda estou sã) e começam a pensar se já viram alguma extensão de água nomeada de Mar.

 

Eu entretanto lembrei-me que há uns anos entrei numa cidadezinha costeira da Holanda e andei a fotografar o Mar do Norte.

 

Eu sei que Oceano e Mar podem ser sinónimos mas levando a coisa à letra:

 

Já viram o Mar?

 

Entretanto vou ali ver o Rio Douro e já venho.

 

Blog temporariamente encerrado para Férias de Verão.

 

Feliz Agosto a todos.

 

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Conversas Doidas

Eu sou perita em atrair conversas doidas. Ora vejamos:

 

1ª Situação - Na Rua

 

Saio de casa com o saco do lixo. Nesta zona não temos caixotes do lixo, temos "ilhas ecológicas" que nos fazem caminhar até lá.

 

Desconhecido atrás de mim: Hummm...caracóis.

 

Eu: Desculpe?!

 

Desconhecido já ao meu lado: Estou a ver que leva caracóis pequeninos aí no saco.

 

Eu: Não, é lixo 

 

Para o senhor, um saco branco com contornos de pedras sujas de excrementos de gato eram caracóis. Um belo petisco.

 

 

2ª Situação - Ao telefone

 

Começo por explicar que adorava ter uma voz grave e rouca, super sexy mas não é o caso. Tenho mesmo voz de mulher e bastante jovem.

 

O telefone toca ainda estou na cama, manhã cedo:

 

Eu: Estou

 

Velhota do outro lado com voz de lamento e possivelmente bastante surda: Ai filho que te tratei tão mal ontem, deves estar muito chateado comigo.

 

Eu: Hããããã...desculpe mas é engano

 

Velhota do outro lado com voz de lamento e possivelmente bastante surda: Ai eu sei meu filho, estás muito chateado comigo. 

 

Eu: Ligou para o número errado.

 

Velhota do outro lado com voz de lamento e possivelmente bastante surda: Eu fui mesmo muito mázinha contigo.

 

Eu: É ENGANO.

 

Velhota do outro lado com voz de lamento e possivelmente bastante surda: Ai meu filho.

 

Eu: Está a ligar para o número errado, eu chamo-me Ana (disse o meu nome só para a senhora se convencer que nem um homem sou, quanto mais filho dela)..

 

Velhota do outro lado mudando o tom de voz: Está aí uma mulher contigo?! Quem é ela?

 

Eu: É ENGANO, ESTÁ A LIGAR PARA O NÚMERO ERRADO.

 

Velhota do outro lado voltando à voz de lamento: Ai já sei, é a minha São não é?

 

Eu: É ENGANO.

 

Velhota do outro lado com voz de lamento e possivelmente bastante surda: Tá bem, tá bem.

 

E desliga a chamada com voz de quem tem a certeza de que o filho, ou a São, a estão despachar por estarem chateados.

Ahhhh.....Hummmm...

Olham para esta foto e o que pensam?: "Ai tadinha está a beijar o namorado, que provavelmente morreu com uma doença oncológica, antes de lhe fecharem os olhos"

 

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Mas não. Isto é suposto ser sexy. É o primeiro boneco de silicone para mulheres. E o video também é tramado. Vê-se o boneco a ser feito aos bocados, bocados de corpos decepados e bastante realistas, sendo que numa parte nem pele tem. Mas tudo é apresentado de uma forma que é suposto ser sensual.

 

E fiquem a saber que pode ser feito a pedido, com a cara e o corpo de quem quiserem. 

 

Eu cá aviso, se resolverem encomendar um com a cara do vizinho jeitoso ou do namorado que vos deixou, e se conseguirem mais tarde ter sorte com ele na vida real, livrem-se do boneco.

Eu teria medo, muito medo se entrasse na casa de um gajo e ele tivesse lá uma boneca igual a mim. Acho que fugia a sete pés a gritar:

 

"Stalker...Perseguidor..."

 

Mas antes disso se tivesse o boneco, de certeza que morria de ataque cardiaco à noite quando acordasse estremunhada e visse aquele corpo inerte ali ao lado.

 

Isto leva-me a outra imagem estranha. Os bombeiros e a polícia a arrombarem a minha porta e a encontrarem-me nua, morta com um boneco bastante excitado ao lado.

 

Decididamente não compraria tal coisa.

 

Mas procurem o video do Gabriel, o primeiro "muneco" de silicone e tenham medo, muito medo. Ou então excitem-se. Nunca se sabe, afinal é esse o propósito.

Aquelas Coisas Que Só Me Irritam A Mim - A Balança do Continente e Gente Idiota

De vez enquanto tenho momentos de paragem cerebral principalmente se me sinto pressionada.

 

Raramente compro legumes e frutas em hipermercados, não estou habituada a mexer nas balanças e não percebo bem porque raio o Continente ainda utiliza o método de pesagem fora das caixas, o que leva clientes que se esqueceram de pesar a deixar lá mercadoria ou a porem a fila em espera enquanto vão pesar.

 

Cenário: Continente numa hora morta. Só 5 ou 6 pessoas na zona das frutas e legumes ainda a olharem para a oferta ou a servirem-se.

Todas as balanças vazias (umas seis pelo menos).

 

Contexto: Pego nas minhas coisas e dirijo-me a uma das seis balanças vazias. Nem três segundos depois, um homem cola-se a mim para pesar exactamente naquela balança. 

Relembro que as outras balanças estavam todas vazias. Confesso que fico logo stressada com malta que gosta de colar e fazer fila só porque sim.

 

Acção: Pego no saco das limas e fico feliz porque desta vez lembrei-me de ver o código. Sinto o homem a colocar-se atrás de mim e tenho logo vontade de olhar para trás e perguntar se ele não reparou que as outras balanças estavam todas vazias.

 

Começo a digitar o código das limas e nada aparece no ecrã. Começo a pensar: "Nunca sei mexer nesta treta". Tento novamente o código e nada, sinto os olhos do homem pregados naquilo que estou a fazer.

Fico a pensar: "Isto deve ter um truque, está ali um quadradinho no ecrã onde deve aparecer o código, se calhar tenho que tocar lá antes". "Ahhhhh, hummmm, não funciona, também não é assim".

Continuo a sentir os olhos do homem colados em mim e eu cada vez com mais vontade de lhe perguntar: " Oh Caramelo, importasse de ir para outra balança? Não está a ver que estão todas vazias?"

 

Vejo então lá dois quadrados que dizem: "fruta" e "legumes" e resolvo ir pelo nome, "limas". Escolho o quadrado das frutas e começo a tocar naquilo rapidamente indo parar aos maracujás.

Então ponho-me a pensar: "L, L, no abecedário está perto do M, mas é antes ou depois?" (não se esqueçam que o meu cérebro entra em parafuso em caso de pressão). E lá vai de começar a desfilar mentalmente o abecedário à velocidade da luz: "A, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, ok porra, é antes do M, já andei demais, agora é que o homem tem a certeza que eu sou burra, mas porque raio é que ele não vai para outra balança? ".

 

O homem entretanto começa a mexer-se impaciente, a passar o peso do corpo de um pé para o outro mas não descola.

 

Pego em seguida no abacate: "Abacate, abacate, é um fruto, certo, logo é a mesma tecla. Mas 'pera, isto é super verde e usa-se sobretudo nas saladas salgadas, será que não está nos legumes? Vou outra vez dar ar de tonta. Não, é um fruto de certeza, desta vou acertar à primeira"

BINGO, é um fruto e é a primeira opção.

 

O homem entretanto já tinha dado meia volta para ir embora mas ao ver-me finalmente despachada volta para a balança.

 

Vá lá que não tinha levado também tomates, se não era outro caso existencial, fruta ou legume? E o T, está tão longeeee no abecedário.