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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

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Das Prendas e De Quem Afinal as Distribui- 14 Dias Para a Véspera de Natal

Muitas pessoas hoje em dia apontam o dedo ao Pai Natal como a figura responsável pelo consumismo desenfreado que se vive nesta época e não acham correto ele ter roubado o protagonismo ao Menino Jesus na distribuição das prendas.

 

Mas será mesmo o Pai Natal uma criação da Coca-Cola como o mito urbano conta? Não, não é. No máximo diríamos que esta marca vestiu o senhor de vermelho mas parece que nem isso, só lhe deu mais popularidade.

 

Muito resumido, o Pai Natal tem por base a figura de um Santo Católico, São Nicolau, Bispo de Myra, que viveu no século III e que segundo se conta era filho de uma família abastada e era bastante generoso. A lenda sobre este santo que terá dado azo à criação da figura do Pai Natal é a seguinte:

 

"O bispo Nicolau conhecia três irmãs cujo pai, muito pobre, não tinha dinheiro para o seu dote, por isso elas não podiam casar-se. Nicolau não gostava de ajudar dando dinheiro directamente, por isso, quando a mais velha estava para casar, ele atirou um saco de dinheiro pela janela à noite. A rapariga pôde então casar-se. 

Mais tarde, aconteceu o mesmo com a segunda. E São Nicolau fez o mesmo para ela se poder casar como era tradição. 

Quando foi a vez da terceira, o pai das moças, desconfiado, decidiu vigiar e viu o que São Nicolau fez. Logo a seguir espalhou por todo o lado como ele era bom e generoso. 

Também se diz que ele subiu ao telhado e deixou cair o saco pela chaminé, onde caiu numa meia que estava pendurada na lareira a secar".

 

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A sua ajuda foi sobretudo dada a crianças e jovens, dai a sua associação à figura do Menino Jesus quando foi canonizado. O seu dia é celebrado a 6 de Dezembro e em alguns países nórdicos é costume a troca de lembranças ser feita na véspera deste dia.

 

Originalmente, era representado em tons da natureza, verdes ou castanhos. Quem criou a figura que conhecemos hoje foi Thomas Nast, caricaturista alemão radicado na América do Norte, no século XIX, que o desenhou a partir do poema Uma visita de São Nicolau de Clement Clarke Moore. Em baixo, deixo o poema, bastante conhecido, na sua totalidade.

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Quanto às prendas, acho que não tem lógica ser o Menino Jesus a entregar. Na realidade, penso que nuestro hermanos é que têm razão ao fazer a distribuição das prendas no dia 6 de Janeiro, dia dos Reis Magos, afinal eles é que começaram com essa mania de levarem prendas ao Menino.

 

Uma visita de São Nicolau

Era Véspera de Natal, silêncio em toda a casa,
Nem um rato se ouvia.

As meias estavam cuidadosamente penduradas na chaminé,
Na esperança da chegada em breve do Pai Natal;
As crianças estavam confortáveis nas suas camas,
Nas suas cabecinhas pairavam ainda imagens de açúcar,

A mamã e eu com os nossos gorros,
Estávamos preparados para uma boa noite de sono,
Quando, de repente se ouvi um estrondo no jardim,
Saltei da cama e corri para a janela a ver o que se passava.

Corri as cortinas com força.

A lua iluminava a neve acabada de cair, e fazia brilhar tudo em redor,
Quando, o que vêem os meus olhos?,
Um pequeno trenó puxado por oito renas e conduzido por um idoso rápido e alegre,
Percebi de imediato que só podia ser o Pai Natal.

Vieram mais rápidas que águias,
Ele assobiou e chamou as suas renas pelo nome;
Vamos, Corredora! agora, Dançarina! depressa, Empinadora e Raposa!
Rápido, Cometa! já, Cupido! agora, Trovão e Relampago!

Para o telhado, apressem-se, apressem-se,
Salte, saltem!

E como folhas secas antes do furacão, elas voaram,
Quando encontravam um obstáculo, cavalgavam pelo céu,
Voaram até ao telhado com o trenó do Pai natal carregadinho de presentes.

E então, de repente, ouvi no telhado,
Tal como tinha imaginado, os seus cascos,
E, virando-me, vi o Pai Natal a descer a chaminé.

Vinha vestido todo de peles, da cabeça aos pés,
As suas roupas estavam cheias de fuligem e cinzas;

Às costas trazia um saco cheio de brinquedos,
E parecia um vendedor ambulante abrindo a sua mala.

Os seus olhos brilhavam, o seu rosto tinha covinhas de alegria!
As bochechas estavam rosadas, o seu nariz parecia uma cereja vermelha!
A sua boca fazia um arco de alegria!
E a barba e o cabelo eram brancos como a neve.

Na boca trazia um cachimbo,
E os círculos de fumo envolviam a sua cabeça como uma coroa;
Ele tinha um rosto redondo e uma grande barriga,
Que tremia como gelatina quando ele se ria.

Ele era gordinho e roliço, um verdadeiro duende,
E eu ri-me ao vê-lo.

Um piscar de olhos e um acenar de cabeça,
Percebi que não tinha nada a temer;

Ele não disse uma palavra, e iniciou o seu trabalho,
Encheu todas as botas com imensos brinquedos.
Deu um toque no nariz, abanou a cabeça, e subiu pela chaminé;

Entrou no trenó, assobiou às suas renas,
E voou para longe.
Mas! Ainda o ouvi a exclamar, antes de desaparecer de vista,
“Feliz Natal para todos e uma santa noite”

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