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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Da Idoneidade dos Críticos e Jurados

Para começar, sei que também atiro aqui alguns bitaites sobre os meus gostos mas não são mais do que opiniões de bancada, não profissionais, sobre algumas áreas nas quais tenho um pouco de formação mas que felizmente não têm qualquer influência na vida dos visados.

 

Adiante e falando de profissionais.

 

Pegando no simples exemplo dos programas de talentos que proliferam nas televisões e sobretudo naquelas pessoas que ganham a vida sendo criticos de cinema, de gastronomia, de literatura, etc. por vezes fico a pensar se só o facto de ver, ler e degustar habilita alguém a julgar os outros.

 

Creio (posso estar enganada) que se fossemos a contas, a grande percentagem dos críticos e jurados não tem formação nas áreas em questão.

 

Será que quando nunca passámos milhares de horas a praticar uma arte ou um desporto, quando nunca tivemos lesões pelas nossas paixões, quando nunca nos fomos deitar e passámos as horas de sono a rever coreografias e músicas durante os sonhos, quando nunca fomos assombrados pelas personagens que vêm habitar a nossa imaginação, quando nunca "assámos" fechados numa cozinha sobre pressão, quando nunca sangrámos das mãos de tanto tocar um instrumento, quando nunca chorámos de frustração ou gánhamos o dia por ter feito um pequeno avanço.

Quando não temos calos nas mãos, quando não temos calos nos pés, quando não sabemos o que é continuar a praticar com dores no corpo, quando não temos marcas de queimaduras, quando não temos a técnica dentro de nós, quando não temos a cabeça quase louca das histórias que a povoam.

 

Quando nunca nada disto, será que temos uma verdadeira capacidade de julgar, de perceber o que realmente se passa?

 

Na minha modesta opinião, baseada em cinco anos de formação musical, dois de teatro e quinze de prática de dança não profissional. Ver muito, ler muito, provar muito, não é o mesmo que viver, que integrar estas áreas dentro do seu ser.

 

Por isso profissionais da arte de maldizer, quando andam mesquinhamente à procura das falhas, quando têm o poder de destruir sonhos, carreiras e obras. Perguntem-se, se realmente estarão habilitados para o fazer, se sabem realmente e técnicamente do que falam ou seria melhor calarem-se para sempre.

 

Não deveriam ser somente profissionais das respetivas áreas e com anos de experiência a criticar, profissionalmente, de forma construtiva?

 

No realidade dá-se crédito a gente não creditada que são o supra-sumo de nada. Influência e sabedoria não são e não deveriam valer a mesma coisa. Mas parece que uma, infelizmente, ganha à outra.

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