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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Cortar Amarras É Preciso

Tenho uma amiga que está presa a uma relação, neste caso uma pseudo-relação, porque a relação em si já acabou há muito. A outra pessoa avançou com a vida e ela ficou ali, presa, sem se querer libertar.

 

Aconteceu o mesmo comigo há uns anos. Embora eu já não estivesse satisfeita com a pessoa ao meu lado porque sentia que ele já não queria estar comigo por eu não ser a mulher que ele idealizava e por eu achar que não merecia estar com uma pessoa que não me sabia dar valor, quando a relação acabou, estupidamente, fartei-me de sofrer.

 

Não sei como foram os últimos tempo da relação da minha amiga. Ela diz que estava tudo bem e que uma terceira pessoa é que se veio meter no meio.

Será? Assim de repente? Não haveria mesmo indícios que a outra pessoa já não queria estar ali? Eu senti-os no meu caso.

 

Mas avançando para a necessidade de libertação. A minha só aconteceu quando pus um ponto final a tudo. Não ter aceite "dar um tempo" porque eu estava certa dos meus sentimentos e não conseguia estar com alguém que não estivesse certo daquilo que queria. Não ter aceite ficarmos amigos porque não tinha estômago para o ver com outra mulher. Acabar por cortar com os lugares onde nos podíamos ver e com as pessoas que sadicamente insistiam em me falar dele quando eu não lhes perguntava nada. E sobretudo, acabar com a tentação, mal da nossa geração, de andar a seguir a vida deles pela blogosfera.

 

Agora vejo a minha amiga agarrada a todas estas amarras que eu cortei e custa-me.

 

Já lhe contei aquilo que tive que fazer para me afastar mas ela diz que com ela não é assim tão fácil. Como se para mim tivesse sido fácil. Mas é preciso fazer.

 

Por um lado se calhar fugi. Num nível mais avançado de consciência devia ter coragem para aceitar a partida do outro rumo à sua felicidade mas ainda não estou a esse nível.

Quando amamos devemos querer sempre o melhor para o outro, mesmo que esse melhor não sejamos nós. 

 

Por isso se a aceitação saudável não for o caso, como está a acontecer com a minha amiga, o melhor mesmo é cortar definitivamente. Estar ligada a relações inexistentes faz-nos sofrer por mais tempo do que é devido e não nos deixa prosseguir com a vida. 

 

E tentar prosseguir correndo para outra relação não desejada de substituição, a mim levou-me a bater no fundo e no caso da minha amiga que fez o mesmo, já estou a ver que vai fazer sofrer bastante a terceira pessoa.

 

Por isso é preciso ter coragem para libertar amarras. 

 

Passar por cima da primeira sensação de abandono, de que nos falta qualquer coisa, da sensação de termos a certeza de sermos nós o melhor para o outro e sobretudo termos coragem de passar por cima do nosso orgulho ferido e da nossa teimosia.

 

E uma nova relação, só com alguém que sentimos conscientemente que valha a pena, senão, podem querer que aquele velho provérbio "do vale mais só do que mal acompanhado" vai-vos parecer bastante verdadeiro.

Momentos a sós fazem-nos progredir enquanto pessoas.

 

E como eu tenho sempre um espírito divertido dentro de mim, mesmo quando o assunto é sério, aqui ficam umas imagens para as senhoras reflectirem.

 

 

 

 

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