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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

No Rescaldo das Eleições

Estou a escrever este texto praticamente baseado nas primeiras previsões mas parece que a abstenção desceu bastante depois do recorde histórico de 2013. Fico feliz por isso. 

 

Em Oeiras como era esperado temos Isaltino Morais de volta, confesso que não esperava valores tão elevados. Um resultado que não deixa dúvidas sobre o descontentamento relativamente ao atual presidente que apenas conseguiu 13% e que nunca deixou de ser apenas uma sombra de Isaltino.

  

Fiquei bastante admirada com as projeções da RTP que inicialmente se focaram apenas em Lisboa, Porto, Coimbra e Oeiras. Sendo um concelho relativamente pequeno, com poucas freguesias e estando em 11º lugar a nível de população não estava à espera que Oeiras tivesse esta relevância.

 

O grande derrotado foi o PSD, fazendo crer que a geringonça continua a funcionar.

 

Da minha parte, assumi-me de vez como partidária do PAN. Um partido que deixou de ser "partido" para se apelidar de Pessoas, Animais e Natureza, tem tudo a ver comigo. Por enquanto parece-me um "partido" por inteiro com princípios semelhantes aos meus.

 

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Parágrafos Soltos Antes de Domingo

Partido no qual nunca votaria: Aquele cuja campanha passa sobretudo por deitar abaixo o maior opositor. Toda a campanha é centrada em focar os defeitos do outro em vez das mais valias próprias.

 

Coisas que só se ouvem em Oeiras: Estar no cabeleireiro e entrar uma cliente a dizer com voz doce: "Então o nosso Isaltino vai voltar?." (Assim a terminar em ponto final por ser mais uma afirmação do que uma pergunta).

 

O meu dia preferido: "O dia de reflexão". Imagino sempre as pessoas quietinhas, a refletir nas falsas promessas que foram feitas durante os meses anteriores e a tomar uma decisão consciente e imparcial. Claro que não. Mas em todo o caso é sempre o dia em que finalmente temos silêncio, não precisamos de andar na rua a desviar de bandos embandeirados e "ent-shirtizados" que nos querem passar sorrisos amarelos e panfletos para a mão. E deixamos de apanhar sustos quase mortais quando de repente atrás de nós começam carros a apitar ou pessoas a falar de megafone.

 

E já agora votem. Ao longo dos anos milhares de pessoas lutaram e ainda lutam, muitas vezes dando a sua vida para que todos tivéssemos este direito. Ficar em casa a dizer que são todos iguais não é revolta, é preguiça, há sempre quem faça a diferença.

 

Se há coisa em que não acredito é no voto útil. O voto útil faz com que tudo se mantenha sempre na mesma. Na últimas legislativas votei num partido que supostamente não seria "útil", chegaram-me a dizer, "vais votar neles para quê, não vão ganhar, vota útil" . Mas a verdade é que conseguirmos colocar um deputado na assembleia que têm sido muito útil.

Conversas de Centro de Dia

Esta expressão, "Conversas de Centro de Dia", surgiu numa noite em que eu e duas colegas da dança, que entretanto já se tornaram amigas, a D. de 50 anos e a S. de 42, estávamos num café e não dizíamos coisa com coisa. 

Quer dizer, nós dizíamos coisas normais mas por alguma razão nessa noite tudo se tornava numa conversa alucinada devido a mal entendidos.

 

Exemplo:

 

Eu - Se te quiseres juntar a nós já combinamos, no dia de Santo António, ir jantar ao restaurante ao pé da estação.

 

S - Na Quinta?

 

Eu - Não, não é na 5º. O dia de Santo António calha a uma 2ª este ano.

 

S., acena com a cabeça a concordar mas não diz mais nada. Só mais tarde quando voltámos a falar no restaurante é que ela se lembra de dizer que: A Quinta, era o nome do restaurante e eu como não sabia pensei que ela se estava a referir a um dia de semana.

 

Daria outros exemplos porque, por alguma razão estranha, a noite foi toda assim. Claro que já quase rebolávamos a rir, sobretudo quando uma delas, já não me lembro quem, disse que já parecia que estávamos num centro de dia a ter conversas completamente moucas. 

A partir daqui esta expressão entrou no nosso vocabulário.

 

Na última sexta, a D. telefona-me e pergunta-me se não quero ir a uma feira num palácio. Eu ao pensar que ela estava a falar da Festa do Livro no Palácio de Belém digo que devia ser giro. Mas ela diz que não, era noutro sítio, uma feira onde se iam fazer rastreios e outras ações de saúde, ao que eu respondo: Hummmmm, não.

 

Nessa noite quando estava quase a adormecer de repente começo-me a rir descontroladamente a pensar que aquilo sim, era um convite à "Centro de Dia".

 

No dia seguinte telefono à D. a perguntar se ela achava normal convidar-me para passarmos uma tarde enfiadas num sítio à procura de doenças em vez de irmos a uma prova de vinhos ou algo do género e ela desata-se a rir também.

 

Ainda ontem quando a encontrei, a D. veio com a conversa que realmente não tinha sido nada normal convidar-me para irmos fazer análises em vez de algo divertido.

 

E é assim, os 40 estão a ficar estranhos. 

Independência

Ainda sobre as eleições, ao que parece, Oeiras, é o concelho com mais candidaturas independentes. Isaltino Morais com o movimento Inovar Oeiras de Volta, Paulo Vistas, com o Oeiras Mais à Frente e Sónia Gonçalves, com o Renascer Oeiras.

 

Eu cá para mim o próximo passo seria a independência, ponto final. Qual Catalunha, qual quê. Deviamos era criar a região autónoma de Oeiras .

Últimos Cartuchos

A pouco mais de uma semana para as eleições autárquicas queimam-se os últimos cartuchos com força.

 

A acusação que pesa mais sobre o atual presidente da minha vila, é o facto do lixo nas ruas ter aumentado. Para contrariar esta questão foram colocados grandes cartazes frente às ilhas ecológicas onde o lixo é colocado, a explicar todo o programa eleitoral neste sentido.

Por outro lado se os jardins que circundam as casas tinham uma manutenção esporádica, nestas últimas duas semanas já vamos no 4 dia de jardinagem. Ontem foi logo às 8 da manhã para as pessoas irem trabalhar com os "olhos cheios".

A minha mãe também me contou que uma vizinha a foi convidar para ver um espetáculo do La Féria no Casino do Estoril oferecido pela câmara.

Tudo é válido nesta reta final.

 

A nível ecológico, o prémio vai sem dúvida para o PAN que num papel A6 reciclado, distribuido nas caixas do correio, colocou na parte da frente a foto dos candidatos e na parte de trás o programa eleitoral.

O cartão vermelho vai para o PS que fez uma revista de várias páginas em papel de alta-qualidade a cores a explicar ponto a ponto todo o programa. Na semana seguinte voltámos a ter uma mini-revista no correio com um resumo da primeira. Muito mau, todo este gasto de papel que na maior parte das vezes vai direto para o lixo.

 

Também o movimento independente Renascer, atacou em força com cartazes em todos os postos de eletricidade em várias ruas. Até na minha que passa sempre despercebida, onde nunca houve campanha, tenho agora duas candidatas a olhar para mim assim que vou à janela.

 

Do meu lado, se sempre vi os políticos como pessoas distantes que operam em patamares diferentes dos meus, quando dei por mim, reparei que este ano tenho um antigo colega de curso, com quem ainda mantenho contato, candidato a presidente de uma câmara, tenho dois conhecidos com quem lido diáriamente candidatos a uma junta de freguesia e um primo também candidato a uma junta de freguesia.

 

Isto promete...também tenho que arranjar um tacho.

 

 

México

É triste, muito triste, acordar e tomar conhecimento de mais um terramoto devastador. 

 

O México fustigado com mais um sismo em tão pouco tempo e exatamente no dia em que se passaram 32 anos do terramoto que tirou a vida a 10000 pessoas na mesma cidade.

 

Pouco somos perante a força da natureza.

 

Que os nossos corações estejam com aqueles que sofrem, perderam ou ainda procuram os seus.

 

 

Fadas e Clubes de Leitores

Aproveitando este mês em que estou bastante dedicada à leitura, estou numa daquelas minhas fases polígamas (logo conto mais quando as terminar), resolvi fazer parte de dois movimentos propostos pela Sofia.

 

Um deles possívelmente já ouviram falar porque esteve em destaque, Clube do Livro Companhia da Tinta.

E juntei-me porque por um lado sempre tive curiosidade em pertencer a um clube de leitura e por outro sei que preciso sair da minha zona de conforto literário. Vai ser curioso ler coisas que aparentemente não fazem o meu género.

Para começar já estou a ler o Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde, estou super curiosa em ler Os Falsários de Bradford Morrow e já escolhi o meu livro dedicado à Noite das Bruxas mas vou esperar para o ler mais perto do acontecimento. Estes três livros são o desafio de Setembro/Outubro.

 

E já sou oficialmente uma Book Fairy, uma Fada dos Livros e hoje vou andar a esconder um (ou mais) livros por aí.

 

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E O Que Está Na Bolsinha É...(Neste Caso São...)

Obrigada DesconhecidaHappySofiaAndyStor ArmandoMaria AméliaMiguel pela vossa participação e tentativas (ou desistências à primeira ).

 

O que estava na bolsinha escondido com o rabo de fora, é o acessório do 4º Nível de Sevilhanas: castanholas (e ainda nesse dia tinha falado de nuestros hermanos mas por acaso não foi premeditado).

 

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 As castanholas são um instrumento de percussão. Foram criadas pelos fenícios há mais de 3000 anos, sendo por isso utilizadas muito antes do flamenco ou das mais recentes sevilhanas. Foi contudo a cultura espanhola que mais uso lhes deu. São também um instrumento típico do folclore português, principalmente de algumas regiões do norte.

 

Devem o seu nome ao seu formato semelhante às castanhas.

 

Possivelmente só vamos começar a praticar em Outubro, por isso, o próximo mês vai ser de castanhas e de castanholas