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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

A Sapar

Bem...sapinho, agora é que me puseste a pensar. Tendo andado a percorrer o país de norte a sul no Verão e vivendo relativamente perto do parque natural Sintra-Cascais, paisagens foi o que não me faltou.

 

Mas olha, escolhi para a tua tag, que adorei, algo singelo mas que a mim me diz muito. Adoro o cheiro da natureza quando está neste estado, verde e cheia de musgo.

 

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 Mata dos Remédios, Lamego, Agosto 2017

 

E já agora Sapo obrigada pelos últimos destaques 

 

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 Novembro 2017

 

Destaque 10 de Outubro.png

Outubro 2017

 

Dois Actores Estranhos

Não posso propriamente dizer que não gosto deles.

 

Era uma fiel seguidora do "Sexo e da Cidade", embora achasse a personagem dela um pouco irritante, e já passei momentos descontraídos e divertidos a ver filmes onde ele é o protagonista.

 

Mas este fim-de-semana ao ver um filme onde os dois fazem par, Did You Hear About the Morgans?, bastante mal cotado e que deixei a meio, cheguei à conclusão que façam que filme fizerem, eles representam sempre da mesma maneira. É como se fossem sempre as mesmas personagens que vão mudando de cenário.

 

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 Ela é uma eterna Carrie Bradshaw, sempre com este tique de afastar o cabelo da cara quando está a contracenar com um par romântico.

 

 

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Ele é o eterno playboy, sempre nervosinho e com tendência a gaguejar.

 

Costumam ver séries ou filmes com eles? Sou só eu que não os acho versáteis?

Acabo por não perceber porque são tão famosos, tenho a sensação que eles na vida real são exatamente assim e que se limitam a decorar e a debitar papéis

Em Modo Diário - Gongos, Taças Tibetanas e Disparidade

Continuando em modo diário íntimo. Sei que isto vai com uns dias de diferença mas após estes acontecimentos relatados não me apeteceu vir a correr fazer publicações.

 

Sexta-feira, dia 17 de Novembro de 2017

 

Querido blog,

 

já aqui tenho dito que sou uma mulher de opostos. Contudo não são oposto extremos, são opostos com algum equilibrio que me dão estabilidade.

 

Por isso, se ontem à noite, foi um jantar onde exagerei, hoje, depois de beber uma caneca de café e cereais pela manhã, o resto do dia foi passado a chá para "limpeza" (estou a falar a nível de beber, de resto comi como de costume).

 

Optei por ter um estilo de vida mais saudável, cá em casa é essa vida que sigo. Mas se no dia-a-dia faço muitas refeições vegan por vezes preciso de jantares de um bom queijo e de um bom vinho para quebrar a monotonia.

 

Há quem diga que se resolveres abraçar um estilo de vida, tens que te manter fiel a ele, não importa como e só assim serás verdadeiro.

 

Mas eu não consigo. Para mim viver uma "flateline" só mesmo quando já cá não estiver.

 

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Também já aqui referi que não consigo meditar. Estar sentada em silêncio não é para mim. Mas há uma coisa que adoro.

 

Concertos Meditativos de Gongos e Taças Tibetanas.

 

E hoje foi um desses dias, após as aulas de dança, fui ao meu quinto ou sexto concerto meditativo.

 

Deitada, quentinha, a sentir toda aquela vibração enquanto tocam taças tibetanas, gongos, Koshi Chimes e cantam mantras, fico mesmo relaxada e zen.

 

E é com estas disparidades que vou conseguindo manter o equilíbrio.

 

Um dia um pouco de exagero, nos outros a calma. Um dia deito-me feliz porque bebi uns copos com uma amiga e rimos feitas loucas, no outro vou para a cama em paz porque as taças tibetanas ainda ressoam em mim.

 

P.S. - E já agora para quem se interessar, na Feira Internacional de Artesanato, comprei o meu Kochi Chime. Escolhi Fogo (ou Ignis) para dar mais movimento à minha vida e sobretudo porque foi o som mais apelativo para mim. É suposto serem escolhidos assim.

 

São muito semelhantes aos espanta espíritos mas para mim o som suplanta.

 

Aqui fica um vídeo demonstrativo.

 

 

 

Até amanhã 

 

Em Modo Diário - Das Amizades e Do Beaujolais

Querido blog,

 

sei que no Blogs Portugal, estás inscrito como Diário Íntimo mas muitas vezes esqueço-me desta faceta mais "Diário". Por isso, para colmatar, aqui vai...

 

Quinta-feira, dia 16 de Novembro de 2017

 

Querido blog,

 

esta tarde fui ao Aldi e vi lá garrafas do famoso Beaujolais. O vinho francês que sai na 3ª quinta-feira de Novembro e que tanto alarido e convívio provoca. Sabes que os japoneses, esses exagerados, até tomam banho nele?

 

Adiante.

 

Comprei uma, pus uma foto no Facebook e uma amiga pôs um emoji triste. Perguntei porquê e ela disse que era pelo vinho não ir parar ao copo dela.

Não fosse por isso. Convidei-a logo para vir cá experimentar.

 

Tínhamos falado no Messenger há pouco mas desde Maio que não nos víamos. Ela afastou-se porque está com problemas pessoais, eu habituada a que as pessoas se afastem de mim inexplicavelmente, também já não corro atrás de ninguém.

 

Mas adiante mais uma vez.

 

Não tinha tempo para grandes preparativos mas a caminho das aulas de dança comprei dois queijos e pão para acompanhar, umas castanhas para assar. Fiz um patê de grão quando cheguei a casa e grelhei uns pimentos padron também.

 

E assim foi. Às 22h estávamos à mesa, as duas e o Beaujolais.

 

E já agora, está bom o vinho este ano, embora também tenham tido bastantes problemas climáticos.

 

A meio de uma conversa séria da parte dela, ou eu apaguei a meio do enredo ou como ela disse, a culpa foi dela que muda rapidamente de filme, a verdade é que me perdi na conversa e desatei-me a rir.

 

E a partir daí foi o descalabro total. Já não dizíamos coisa com coisa. Rimos e rimos até mais não.

 

E é isto. O Beaujolais é sempre novo mas as amizades mesmo velhas estão sempre a ser renovadas com estes momentos impagáveis.

 

Colo agora aqui as fotos da vergonha, o antes e o depois do Beaujolais e uma foto do gato que me parece estar com um ar muito indignado a pensar "estas estão mesmo parvas".

 

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 Até amanhã diário.

A Gramática e as Dúvidas Existênciais

Como já aqui disse, por vezes para escrever no blog faço alguma pesquisa gramatical (evitem agora a gracinha, do "Ai fazes? Olha que não se nota nada").

 

E muitas vezes tenho dúvidas nos acentos dos verbos. Andava eu nessas pesquisas, quando reparei no seguinte.

 

Os verbos têm regras de conjugação que se podem aplicar em verbos com terminações semelhantes e que permitem uma rápida aprendizagem. Mais fácil nos regulares, um pouco mais complicada nos irregulares. 

 

"Eu como", "eu comi", "eu comerei", "eu rio, eu ri, eu rirei", "eu acaricio", "eu acariciei", "eu acariciarei" e sei lá quantas centenas mais de verbos com estas regras banais.

 

Mas se pegarmos num dos verbos mais importantes, aquele que nos ajuda a definir. Perguntamos em bom inglês-português: "WTF? Qual é a regra disto"?

 

"Eu Sou", "eu era", "eu fui", "que eu seja"...?!  Isto nem começa com as mesma letras.

 

E para ir a algum lado?

 

"Eu vou", "eu ia", "eu fui"?!  estava tudo ganzado quando se começaram a exprimir?

 

Não admira que a humanidade ande com problemas existenciais e sem saber onde vai parar. Nem estes verbos têm lógica.

 

E já agora, porque raio os verbos ser e ir são iguais no pretérito perfeito e no futuro conjuntivo, entre outras conjugações? Eu já fui aluna. Eu já fui à escola. Quando eu for aluna. Quando eu for à escola .

 

E pronto. Bom fim-de-semana, vão lá para casa pensar nisto.

Ontem e Hoje - Do Casar

O meus pais fazem hoje anos de casados, estão quase nos 50. 

 

Quando telefonei à minha mãe e lhe dei os parabéns ela disse:

 

"Estive a fazer contas e a tua avó só tinha mais um ano do que tu quando me casei" 

 

E é isto...

 

Não sei se já vos contei que a maior parte dos meus amigos mais antigos nunca casou, juntou, nem teve filhos.

Por isso, enquanto estou rodeada de quarentões ainda a pensar se um dia irão casar e ter filhos, a minha avó com 44 já estava a casar a filha mais velha e estava a um ano de ser avó.

 

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Onde Fariam o Vosso Jantar Monumental?

Então, se tivessem muito dinheiro qual destes monumentos de Lisboa, que segundo a Time Out podem ser "alugados", escolheriam para o vosso jantar de gala?

 

Quer dizer, pelos visto nem precisam assim de muito, alguns devem ser mais baratos do que algumas quintas para casamentos.

 

 

Mosteiro do Jerónimos: Podem escolher os claustros, 20 mil ou o antigo refeitório, 40 mil.

 

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Não é mau mas é muita pedra. Para mim é um ambiente demasiado frio e também há mortos perto.

 

 

Museu de Arte Popular: Têm 4 salas à escolha do freguês, Beiras, Alentejo, Estremadura ou Algarve, 1750 euros.

 

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Hummm....é engraçadito mas deve haver melhor. Passo.

 

 

Museu do Chiado: 1250 euros.

 

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Não percebi em que parte do museu é. Mas deve ser muito moderno para o meu gosto. Adiante.

 

 

 

Museu Nacional de Arqueologia: 2000 euros

 

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 Giro, giro. Mas tem o mesmo problema que o Jerónimos dado ser o mesmo edifício . Mas deve ser muito mais interessante jantar ao pé de múmias do que de mortos "um pouco mais" recentes.

 

 

 

Museu Nacional de Arte Antiga: Átrio, 3 mil, jardim 2500€

 

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 O átrio não tem piada mas o jardim é a considerar dado ter uma vista maravilhosa. Uma possível escolha para dias quentes.

 

 

Museu Nacional do Azulejo: Claustro D. João III, 3000€, jardim de Inverno e restaurante, 500€

 

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 É tudo muito pequenino e apertadinho. Acho que não.

 

 

Museu Nacional do Traje: Sala Polivalente, 400€, Sala de reuniões, 225€

 

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 Também não encontrei fotos do sítio em específico mas tão baratinho se calhar é mixuruca. Só se  me emprestassem uns trapinhos para me mascarar a rigor.

 

 

Museu Nacional dos Coches: Salão Nobre, 10 mil.

 

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Será que esta sala ainda tem coches ou passaram todos para o outro museu?  Há muito que não entro lá. Mas também é muito fechado para o meu gosto. Mas seria giro tirar umas fotos dentro dos coches para o Facebook e ser acusada de estragar o património.

 

 

Palácio Nacional da Ajuda: Sala D. Luís: 7500€, Sala D. João VI: 6500€, Sala dos Archeiros: 7500€

 

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 Acho que é isto. Esta sala é a D. João VI e é a antiga Sala de Baile . COMPRO.

 

 

Panteão Nacional: Corpo Central: 3000€, Coro Alto: 2500€, Terraço: 3000€, Adro: 4000€ (ao que parece este último já não pode ser por causa da polémica).

 

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 E vocês. Hum???

Viver Sozinha e Ter de Comer

Vivo sozinha há 18 anos. E muitas vezes quando o tema de conversa são as refeições, ainda há pessoas que me perguntam admiradamente: O quê? Tu fazes isso só para ti? 

 

Estas pessoas, que vivem acompanhadas, têm a estranha teoria que se vivessem sozinhas deixavam de cozinhar. 

 

Sim. Eu cozo, asso, frito, grelho ou algo do género refeições completas. Assim como faço sopa e demolho leguminosas. E quando tenho vontade faço bolos que muitas vezes acabam de ser comidos em casa dos meus pais aos fins de semana.

 

Será que as pessoas pensam mesmo que o normal de viver sozinha é encomendar pizza, ir buscar hamburguers ao Mac Donalds, viver de sandes ou feijoadas enlatadas?

 

Sendo que "viver de sandes", é sempre aquilo que as pessoas que vivem acompanhadas mais sonham em fazer caso venham a viver sozinhas, pelo menos aquelas que falam comigo.

 

Eu prezo a minha saúde.

E não, se começassem a viver sozinhos, só se sofressem de alguma mutação genética sobreviviam sem comer decentemente.

 

E aproveito para dizer, numa altura em que tudo o que se lê é levado à letra e a mal, que se alguma pessoa que aqui venha consiga viver assim, deixo esclarecido que não pretendo chamar mutante a ninguém. Eu é que não tenho sistema digestivo para isso.

 

Por isso, sim, alimento-me como uma "pessoa normal" que viva acompanhada. E a maior parte das vezes até como sentada à mesa e abro garrafas de bom vinho se a refeição o pedir.

E sim, também vou a restaurantes sozinha se estiver para aí virada. 

 

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No 15

Caros turistas dos eléctricos, andar nestes amarelinhos, "pontos turísticos" de Lisboa nada tem a ver com a má experiência que teimam em passar.

 

Esqueçam o 28.

Esqueçam as horas à espera enquanto torram ao sol.

Esqueçam aqueles que vão passando cheios sem lugar para mais um.

Esqueçam a sensação de ser sardinha em lata.

Esqueçam a sensação de leveza pelo suor libertado e pelas carteiras roubadas.

 

Esperem o anoitecer.

Esperem a cidade acalmar e os carros rumarem à periferia.

Esperem um 15 dos antigos no Cais do Sodré.

Sentem-se num dos muitos lugares disponiveis.

E esperem a chegada à Junqueira.

Abram a janela, sejam inundados pelo ar da noite.

Aí sem carros, nem paragens o condutor vai acelerar.

O eléctrico vai tremer no seu periclitante andamento sobre carris.

E vocês vão ter a sensação que estão a voar.

 

 

 

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