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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Ahhhh.....Hummmm...

Olham para esta foto e o que pensam?: "Ai tadinha está a beijar o namorado, que provavelmente morreu com uma doença oncológica, antes de lhe fecharem os olhos"

 

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Mas não. Isto é suposto ser sexy. É o primeiro boneco de silicone para mulheres. E o video também é tramado. Vê-se o boneco a ser feito aos bocados, bocados de corpos decepados e bastante realistas, sendo que numa parte nem pele tem. Mas tudo é apresentado de uma forma que é suposto ser sensual.

 

E fiquem a saber que pode ser feito a pedido, com a cara e o corpo de quem quiserem. 

 

Eu cá aviso, se resolverem encomendar um com a cara do vizinho jeitoso ou do namorado que vos deixou, e se conseguirem mais tarde ter sorte com ele na vida real, livrem-se do boneco.

Eu teria medo, muito medo se entrasse na casa de um gajo e ele tivesse lá uma boneca igual a mim. Acho que fugia a sete pés a gritar:

 

"Stalker...Perseguidor..."

 

Mas antes disso se tivesse o boneco, de certeza que morria de ataque cardiaco à noite quando acordasse estremunhada e visse aquele corpo inerte ali ao lado.

 

Isto leva-me a outra imagem estranha. Os bombeiros e a polícia a arrombarem a minha porta e a encontrarem-me nua, morta com um boneco bastante excitado ao lado.

 

Decididamente não compraria tal coisa.

 

Mas procurem o video do Gabriel, o primeiro "muneco" de silicone e tenham medo, muito medo. Ou então excitem-se. Nunca se sabe, afinal é esse o propósito.

Estes Dias - Arrumações

Ora e o que andou a acontecer nestes dias? Segue-se um relato (de vários dias) do que andei a fazer nestes dias de ausência aqui no blog.

 

Continuando com o relato destes dias, resolvi finalmente dedicar-me a destralhar. Comecei pelos armários da roupa da casa e da roupa própriamente dita.

 

Desta vez livrei-me mesmo daquela roupa que vamos guardando para "se um dia o corpo voltar a ser o que era". Com a idade (e possivelmente com a cerveja e a boa vida ) estou mesmo com tendência a engordar. E a dança, sendo eu de estrutura óssea e muscular larga e forte não me está "afinar".

 

Por isso que se lixe. A roupa "talvez novamente um dia" foi para quem dela possa beneficiar e fiquei com gavetas e armários mais realistas e práticos.

 

O mais engraçado foi que, assim que comecei, encontrei um brinco que tinha perdido há meses, dentro de um saquinho com um mini-ferro de viagem que nunca usei. Não faço a mínima ideia de como foi ali parar, incompreensível. Às vezes tenho a sensação que aquelas lendas que falam de seres brincalhões invisíveis, tipo duendes, que habitam as casas e que gostam de esconder coisas, são verdadeiros. Mas ganhei logo o dia. 

São os meus brincos preferidos, comprados numa feira de artesanato em Dezembro. Praticamente nunca os usei por ter perdido este. Vá lá que tive o feeling de nunca deitar o par fora.

 

Já vos aconteceu perderem algo em casa e encontrarem muito mais tarde num sítio improvável ou onde já tinham ido procurar montes de vezes sem encontrar?

 

A mim, não é a primeira vez que acontece. Mistério...

Estes dias - O Aniversário E O Vestido

Ora e o que andou a acontecer nestes dias? Segue-se um relato (de vários dias) do que andei a fazer nestes dias de ausência aqui no blog.

 

Nos meus anos dividi o dia em três, almoço num restaurante, tarde na Feira Internacional de Artesanato e a noite foi passada a partilhar uma garrafa de vinho, num dos restaurantes da praia de Carcavelos.

 

No dia anterior aos meus anos tinha ido com uma amiga ver a Mulher Maravilha e estando nas Amoreiras em tempo de saldos, resolvi comprar um vestido para estrear no aniversário.

Foi um filme.

 

Na Zara, os vestidos não tinham fecho e tinham um emaranhado de alças e efeitos incompreensíveis que pareciam um labirinto quando se tentava vestir. Acabei perdida dentro de um aos gritos para que a minha amiga me salvasse 

 

Na Mango já tinham fechos mas se assentavam na parte de cima, não assentavam na parte de baixo e vice-versa, quando vesti um perfeito, olhei para trás e percebi que tinha gordurinhas nas costas à mostra, devido a ter um decote de costas muito acentuado  e outro que me acentava bem era tipo cai-cai mas com alças descaídas que não me permitiam mover os braços.

 

Na Baixa ainda passei pela H&M com resultados semelhantes aos anteriores, e numa outra loja que não pertence a uma cadeia conhecida, só havia sacos de batatas, tinham algum potencial mas eram estranhos, com tecido a mais.

 

Ficámos com a impressão que os estilistas destas lojas não experimentam a roupa em mulheres de carne e osso.

 

Quando já estava de regresso, entrei na Natura e bingo, ali estava um simples vestido cai-cai com padrões coloridos, daqueles que tapam tudo o que é necessário, não marcam nada que não devem e ao mesmo tempo são bastante femininos, acentuando ligeiramente a cintura.

 

Estes Dias - Passeios Culturais

Ora e o que andou a acontecer nestes dias? Segue-se um relato (de vários dias) do que andei a fazer nestes dias de ausência aqui no blog.

 

A minha sobrinha afilhada, assim que entrou de férias pôs logo em pratos limpos que vinha para os lados dos avós paternos e da tia.

 

Os avós dão-lhe guarida, a tia adora andar a passear com ela.

 

Num destes passeios fomos parar a Belém, o destino era outro mas por questões que não tem nenhum interesse explicar, ficámos por Belém.

 

Armadas em turistas, aproveitei para a levar aos sítios culturais da zona e fiquei pasmada com os preços.

 

Felizmente ela ainda não paga mas de resto: entrada de adulto no Museu de Arqueologia, 5 euros. Subida ao Padrão dos Descobrimentos, 6 euros (aqui ia-me passando, 6 euros para subir um elevador). Entrada na Torre de Belém mais 5 euros.

 

Eu cresci na zona de Belém e lembro-me de passar os dias de férias, enquanto não ia para fora, a percorrer os monumentos com uma amiga e na altura era tudo ou gratuito ou com um pagamento simbólico. Já conhecíamos os monumentos de cor.

Acho estes preços de hoje, uma caça ao turista e um verdadeiro atentado ao processo cultural de quem quer mostrar a nossa história às crianças.

 

Dito isto, tive um pensamento pouco católico de que devia haver preços para portugueses e preços para, desculpem a expressão, chular turistas.

 

Tive este pensamento e não o achei muito simpático. Mas qual não foi o meu espanto, quando no dia a seguir ao levar a miúda a passear pelas casas-museus de Cascais (fabulosas) descobri que as entradas nos sítios de interesse histórico para os moradores do concelho de Cascais têm um desconto de 50%.

Da mesma maneira que o Castelo de São Jorge, como é sabido, tem entrada grátis para os moradores do concelho de Lisboa.

 

Dito isto, devíamos ou não ter preços diferenciados para turistas e portugueses?

 

Adenda: Esqueci-me de referir que estes preços despropositados acontecem em Lisboa e Sintra, os sítios que tenho visitado no interior do país, onde o turismo é baixo, e que têm acervos também bastante interessantes não têm estes valores.

Grata

Ontem de manhã vinha aqui escrever o post que ando há uma semana para escrever mas que ia adiando. 

 

Vinha contar como tudo pareceu sem sentido, da angústia de estar horas sem saber o final, da maneira como eu o vi nos três anos em que tive o privilégio de conviver com ele, de como a vida o levou deixando uma família devastada e de como a vida enviou ao mesmo tempo, maravilhosamente, um novo membro à família.

 

Mas por alguma razão inexplicável o computador não ligou, mais uma vez não escrevi o que me ia na alma. Percebi que devia ir para a rua. Telefonei a uma amiga. E acho que aquele encontro era mesmo preciso.

 

Hoje uma pessoa escreveu que desde que ele partiu ficou mais presente na vida dela e eu sinto o mesmo.

 

Muitos conheciam-no de nome, outros nunca ouviram falar dele mas todos, os milhares, que com ele conviveram conheceram um ser excepcional.

 

Tive o privilégio de o ter como professor e a minha homenagem é a de espalhar a sua palavra, a simplicidade do que é essa Grande Vida que ele todos os dias transmitia:

 

“Uma vida plena deve ser vivida com espírito de generosidade, devemos dar incessantemente, não apenas bens materiais, mas também a nossa boa disposição, o nosso tempo, a nossa simpatia, o nosso sorriso, a nossa capacidade de contribuir para o bem-estar de todos. Quando o fazemos, estamos claramente a contribuir para a criação de uma vida mais feliz para nós e para os outros.
Somos nós os criadores da nossa vida.”


Francisco Varatojo

 

Hoje já não sinto que tudo não teve sentido, apenas sinto-me imensamente grata de ter tido a presença desde verdadeiro mestre na minha vida (não, ele não se considerava nenhum mestre).

 

Tinha histórias engraçadas para contar mas o computador não abriu e acho que era para elas ficarem só comigo juntamente com a lembrança desta alegria.

 

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Os 40 E os Grupos

Se até aos 30 anos é fácil andar em bando, aos 40 a coisa torna-se mais difícil.

 

Adorava organizar jantares cá em casa mas hoje em dia, não sei se por preguiça ou se por falta de paciência para certos cenários, a vontade foi-se.

 

Ora veja-se. Organizei alguns jantares cá em casa até que...

 

um amigo engraçou com uma amiga que acabou por não lhe dar muito troco. Ela só queria mais um amigo, ele queria mais.

 

Depois tinha amigos que conheci a nível profissional que se incompatibilizaram com outros colegas com quem eu também me dava bem.

 

E para concluir, a partir dos 30 as personalidades tornam-me também mais fortes e intolerantes e certos amigos, ao não gostarem do feitio de outros amigos, já não estão para fazer fretes.

 

Resultado, na casa dos 30 comecei a ouvir coisas que mais pareciam saídos da boca de adolescentes: "Se o não sei quantos for ao jantar eu não vou".

 

Resultado, fartei-me de grupos. Hoje opto por sair individualmente com certas pessoas por um lado e reunir-me com duas ou três pessoas que ao menos se toleram, por outro.

 

Perto de fazer anos, já decidi que vou repartir o dia em 3 para não estar com stresses e ter que me esforçar para que haja um mínimo de união.

 

Isto só aconteceu comigo, ou com a idade também começaram a ter de "gerir" amizades?

Verão

Ontem fiquei admirada quando li que o verão ia entrar nesta madrugada.

 

Com o calor que tem feito e o flagelo do fogo, inconscientemente pensava já estar em pleno Agosto.

 

Nasci no verão e sei que é sempre tempo de férias, praia, passeios e convívio.

 

Desculpa verão mas este ano não queria que viesses, principalmente quente, seco e cheio de incêndios. A culpa não é tua mas neste momento não és sinónimo de alegria.

 

Que venham dias de chuva. Abençoada chuva.

 

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Coisas Que Me Causam Estranheza

A quantidade de gosto  e adoro  que aparecem no Facebook quando um amigo anuncia a morte de alguém chegado. 

 

É que já está lá um emoji de tristeza. Acredito que a maior parte das pessoas não fique realmente triste por não conhecer a pessoa em questão mas sempre é mais coerente do que dizerem que gostam ou adoram.

 

Carregar no gosto pode ser preguiça mas dizerem que adoram é mesmo estranho. 

 

Deixem nos comentários um abraço apertado, um coração (aqui tem lógica) ou outras palavras. Não custa nada e mostra que estão mesmo atentos ao que foi dito e que estão com o amigo nesse momento, nem que seja virtualmente. Não é altura de reagir só porque sim.