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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Véspera do Dia de Todos os Santos e Ante-Véspera do Dia dos Fiéis Defuntos

Estando Portugal numa região que já foi povoada por povos pagãos, nomeadamente algumas tribos celtas, também faz parte da nossa cultura, este tributo aqueles que já partiram. Celebrações que mais tarde foram açambarcadas pela religião católica que para se instaurar mais rapidamente optou por transformar as celebrações populares à sua imagem em vez de as combater ou proibir.

 

As preparações começam alguns dias antes. Em muitos sítios de Portugal, ainda se mantêm a tradição de se limparem as campas nos cemitérios e trocar as flores já secas, para receberem as visitas de familiares que se fazem nestes dias e honrar os que nelas descansam.

 

A tradição do "Pão por Deus" tem a sua origem no hábito de partilhar, nesta noite em que apenas um fino véu separa o mundo dos vivos daqueles que já partiram, as refeição com os entes queridos que regressavam brevemente do outro mundo.

Mais tarde estas oferendas foram reclamadas em nome de Deus. Broas, bolos de especiarias, romãs, frutos secos, nozes, castanhas, algumas moedas, são ainda hoje colocadas em sacos de pano confeccionados com retalhos de tecido.

 

Era também costume acender fogueiras nesta noite para iluminar os espíritos bons e afugentar as almas maléficas que não suportavam a luz. Hoje em dia esta tradição está ainda representada nas velas que se acendem nas campas.

 

Acreditem ou não que neste dias "eles andem aí", desejo um bom feriado a todos.

 

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As Minha Estranhezas

É muito possível que o título deste post que me surgiu há bocado tenha a ver com o livro que ando a ler "Uma Estranheza em Mim" de Orhan Pamuk. E já agora muito obrigada pela sugestão Robinson Kanes, estou a adorar.

 

A estranheza de que aqui venho falar é da minha relação com a meditação e suas supostas consequências.

 

Já pratiquei meditação em aulas de yoga, num centro budista, e numa escola de yoga.

 

Embora sempre me tenha sabido bem, a verdade é que nunca atingi o nirvana nem qualquer estado de vazio que se parecesse.

Nas aulas de yoga sabia bem aquela pausa de relaxamento após o exercício, no centro budista sentia-me bem devido ao ambiente e ao fantástico mestre budista que dava a aula mas tive que abandonar após 4 aulas por coincidirem com uma licenciatura que comecei a tirar, nunca saindo por isso da meditação concentrada na respiração e na última aula de meditação que fiz na escola de yoga acabei a cantar mentalmente uma canção de Jennifer Lopez durante quase todo o exercício, para além de que no final a prof incentivava as pessoas a falar de sentimentos e sensações (só havia mulheres na aula) e toda aquela verborreia, para mim que sou uma mulher adepta do silêncio, acabava logo com o meu estado zen.

 

Isto para dizer o quê. Não consigo meditar. Não é natural em mim. Sabe-me bem o relaxamento mas não me dá nenhum vazio mental que me eleve ou transforme.

 

Então o que me leva a acalmar e a ter aquelas ideias geniais que acontecem no vazio? As tais coisas estranhas.

 

Um dia estava mesmo em baixo mentalmente, vinha uma amiga almoçar cá a casa e fui cozinhar. Arroz de peixe e camarão com uns pozinhos de caril. Refogado para um lado, pozinhos de especiarias para o outro, quando dei por mim estava inundada de calma e felicidade. A partir desse dia comecei a dizer que cozinhar é a minha meditação.

 

E quando preciso ter ideias geniais e criativas? Comecei a reparar que quando penso e cismo numa coisa nada sai. Então ao ficar irritada e ao ir para a Internet ver vídeos tontos (normalmente aqueles vídeos de 5 minutos DIY, faça você mesmo), fiz um descoberta casual, reparei que a mente se libertava e as ideias surgiam. Aquelas inutilidades duvidosas que não me ficam na memória fazem com que a mente relaxe e a imaginação funcione.

 

E pronto, a minha estranheza meditativa é esta. Mudo de humor quando estou concentrada a cozinhar e tenho ideias criativas a ver vídeos de "faça você mesmo" (as ideias que surgem em nada estão relacionadas com o tema visionado, óbviamente).

 

Realmente as pessoas não são todas iguais e o que serve para umas não tem efeitos noutras.

 

Por isso entreguem-se à vossa meditação.

 

Namaste

 

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Assustador

Estamos perto do dia de Todos os Santos e do dia dos Finados mas superstições e tradições à parte, assustador mesmo são estas temperaturas no final de Outubro.

 

Acho que oficialmente, podemos dizer que estragámos isto tudo, a nossa casa, a nossa Terra.

 

Bravo Ser Humano, chegamos à conclusão que de evoluídos é que não temos nada.

 

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Ainda Lá Chego

Estava de pé, sem nada mexer senão os dedos, quando de repente senti algo a escorregar pelas minhas costas.

 

Que estranho. Poderá ser? Sim, estou a suar. O calor não é assim tanto mas suor escorre-me pelas costas. Algo pouco habitual em mim.

 

Foram preciso 43 anos para começar a escorrer suor por concentração? Isto existe sequer? Muito provavelmente, não estava calor que justificasse e praticamente nem movimento existia.

 

Era a segunda aula e ali estava eu a dar tudo por tudo, concentrada a ver se conseguia apanhar o jeito às castanholas.

 

A prof ao ver o nosso ar de frustração mostrou-nos um vídeo para nos inspirar. Afinal não foi com duas aulas que aquela senhora frente a uma orquestra impressionante aprendeu a tocar assim.

 

Fazendo contas, quando tiver a idade dela poderei vir a dizer que já toco castanholas há 30 anos.

 

Afinal aos 40 parece que ainda vamos a tempo de descobrir talentos ou pelo menos apanhar o jeitinho (nem que seja só o jeitinho, assim, como boa portuguesa).

 

Nem tinha noção que existiam estas dinamicas nas castanholas. Pianissimos e fortissimos. Isto é um novo mundo. Olé.

 

 

 

 

A Guerra da Courgette

A propósito deste post acabei de ler um comentário no Facebook e não resisti a vir partilhar. Uma amiga publicou uma foto de várias sopas e quando alguém lhe perguntou do que eram, ela respondeu que uma: É de croquette. 

 

Não posso 😂😂😂😂.  E eu a olhar para a sopa a ver se havia lá algum croquete a boiar e a pensar que estava verde demais para lá ter croquetes. Só depois se fez luz.

 

Aposto que foi erro da escrita automática, só pode 😂😂😂😂😂. Caso contrário é mais um exemplo para juntar à minha teoria da courgette

 

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Ponto de Viragem

Por natureza sempre fui uma pessoa optimista, mesmo que o cenário esteja negro penso que tudo terminará bem. Mas durante algum tempo confesso que paralelamente ao optimismo, tinha tendência para vítimização.

 

Optei por nunca revelar a minha profissão neste blog, mas na entrada dos 30 dei uma volta à minha vida e tirei uma segunda licenciatura na área da saúde. E foi o contacto com esta área que me fez ver o mundo de uma forma diferente, passei a ver tudo de forma relativa.

 

O meu "ponto de viragem" foi o Vasco (nome fictício). Conheci o Vasco no estágio clínico do 4º ano. Tinha mais 9 anos do que eu. Acabado de entrar nos 40, vida profissional muito ativa, grande desportista, a ELA entrou na sua vida e em poucos meses tudo se alterou. 

 

Em poucos meses começou a ter graves problemas respiratórios, perdeu toda a força no pescoço, começou a perder força nos membros superiores. Mas mantinha a boa disposição. A fé de lutar.

 

E eu olhava para o Vasco e pensava, quem sou eu para me lamuriar das parvoíces da minha vida perante o que ele está a passar. Enquanto não souber na pele o que é isto, não me posso queixar de ninharias.

 

Já passaram 10 anos. O Vasco já não deve estar fisicamente entre nós. Não estou constantemente a pensar nele. Mas sei que foi ele o meu ponto de viragem.

 

Cada um sabe da sua dor não venho dar lições a ninguém. Mas eu assumi a minha natureza positiva, a alegria, o optimista. Sou bricalhona. Claro que por vezes ainda tenho os meus dias cinzentos mas já não me consigo vitimizar, nem tenho muita paciência para ouvir quem se vitimize sem dar a valor ao muito que tem de bom.

Sei que algumas pessoas se afastam por não encontrar empatia para alimentar a sua dor ou pensarem que sou tontinha ou estou a representar um papel, como já me perguntaram.

 

A verdade é que a minha a profissão é instável, nem tudo são rosas a nível familiar, não tenho companheiro, não tenho filhos. Mas também tenho muita coisa boa e sei estar agradecida pelo meu presente.

 

E enquanto tiver forças para isso, prefiro celebrar a vida do que queixar-me de barriga cheia.

 

Obrigada Vasco, onde quer que estejas.

 

 

 

Desafios - O Que Já Fiz E Deixei de Fazer e a Beleza

Aproveito o fim de semana para responder a dois desafios que já estavam em atraso. Ora aqui vai.

 

Então a Dona Happy quer saber o que

 

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1. Eu nunca fiz um interail - Não. Embora tenha pensado nisso, nunca cheguei a fazer.

 
2. Eu já participei num concurso - O de escrita de um livro para crianças do Pingo Doce. Não ganhei.
 
 
3. Eu nunca conheci a pessoa que mais admiro. Quer dizer, na realidade não admiro assim ninguém. Mas sei que há muitos anos quando calhei a ter o Pedro Ayres de Magalhães à minha frente senti que estava a conhecer Deus. Eu era fanática por música portuguesa dos anos 90-2000.
 
4. Eu já caí na rua - montes de vezes. A última vez foi em Nisa, tinha acabado de comprar uma garrafa de vinho alentejano na loja do turismo e cai em cima da garrafa. Nem me parti eu, nem a garrafa, não sei como. 
 
5. Eu nunca desmaiei - Uma vez estava no banho, tocou o telefone, tropecei na toalha que tinha fios a desfazerem-se mas ainda assim consegui atender o telefone. Quando voltei para o banho reparei que tinha o pé a escorrer sangue. Não sentia nada. Fui para a sala, sentei-me e senti-me a desmaiar mas como não tinha ninguém em casa concentrei-me para não o fazer. Foi o mais perto que tive de um desmaio. Ainda levei alguns pontos.
 
6. Eu nunca estive em coma alcoólico - Não. Mas tinha muitas histórias parvas para contar. Ai universidade a quanto obrigas .
 
7. Eu já experimentei drogas - Duas passas num charro já nos trinta e muitos e não senti nada.
 
8. Eu nunca me vinguei de alguém que me fez mal - Claro que não. Tenho mais que fazer. As ações ficam para quem as pratica.
 
9. Eu nunca tive um acidente - Só cai duas vezes da bicicleta. Não conta.
 
10. Eu já andei de avião - Sim. Vivi noutro país, era o transporte usual nas férias.
 
11. Eu já bebi demais - Claro que sim. Voltar a ler o ponto 6.
 
12. Eu já confundi uma pessoa com outra - Foi há poucos meses, pedi desculpa à senhora a dizer que era muito parecida com uma amiga minha ao que ela respondeu que eu também era muito parecida com uma amiga dela .
 
13. Eu já me perdi num país/cidade estrangeira - Na Bélgica e na Suiça mas acho que tenho uma bússola interna marada e sem saber como acabo por ir ter aos sítios onde queria.
 
14. Eu não sei se tive uma experiência paranormal - Preferi ignorar. Mas a verdade é que tenho um banco de madeira, daqueles tipo antigos, cujo sítio onde nos sentamos é uma tampa e dá para guardar coisas lá dentro. Uma noite vi as almofadas todas no chão e a minha primeira gata estava dentro do banco fechada. Nunca percebi como. Ela não era o tipo de gata para fazer aquilo, nem teria força e mesmo que o tivesse feito as almofadas continuariam em cima do banco. Não iam saltar para o chão. Adiante.
 
15. Eu já roubei - Fruta. Em pomares vizinhos, em quintais vizinhos. À noite no norte, há muitos anos atrás, era divertido fazer isso.
 
16. Eu nunca apaguei coisas do facebook por ter poucos likes - Claro que não. Se está lá é porque gosto, se mais ninguém gosta, paciência.
 
17. Eu nunca traí alguém - Está tudo dito.
 
18. Eu nunca deixei de falar com alguém que me magoou - Falar, falar não, porque é falta de educação mas vou-me afastando.
 
Respondi com sinceridade a todas as perguntas? Sim, claro.
 
 
A quem passo a batata?
 
Já não sei quem fez ou quem gosta mas:
 
Sintam-se livres de responder - ou não 
 

 Eis as regras

 Responder a todas as perguntas apenas com "Eu já" ou "Eu nunca" .

 Responder à última pergunta com "sim" ou "não".

 Colocar a imagem oficial do desafio (obrigatório).

 Referir quem vos passou o desafio.

 Passar o desafio a pelo menos 4 pessoas (semi-obrigatório)*.

*não é de todo cariz obrigatório porque nem toda a gente gosta de nomear, era porém para dar alguma continuidade ao desafio.

 

E a Rute fez-me 10 perguntas de beleza. Acho que veio bater à porta errada mas vamos lá ver .

 

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 Qual é o teu tipo de pele?

Oleosa na zona T da cara e de resto mais para o seco.

 

- Sais de casa sem protetor solar?

Só me lembro em dias de calor extremo.

 

- Tens ou já tiveste acne?

Sim, sobretudo na testa.

 

- Qual é o teu batom favorito?

Não tenho mas gosto de vermelho.

 

- Preferes lápis ou eyeliner?

Nada. Não tenho mão para a coisa.

 

- És desastrada enquanto te maquilhas?

Buéééé 

 

- Usas BB Cream?

Ainda fiquei a pensar o que era isto mas depois lembrei-me que tenho o da Garnier mas só o uso em dias de espetáculo de dança.

 

- Quem é a tua maior inspiração no que toca a maquilhagem?

 eu ter um ídolo a nível de maquilhagem? Boa piada.

 

- Qual é a tua opinião acerca do uso de maquilhagem?

Não acho necessário no dia a dia. Algo leve em dias de festa dá um toque especial. Muito importante nos dias de espetáculo da escola de dança, nesses dias podem-me ver toda lambuzada.

 

Para este desafio vou nomear:

 

Happy

 

Deviamos Praxar a Madonna

Pintar-lhe a cara não vale a pena porque já a vimos de todas as maneiras e feitios.

 

Mas pôr-lhe um xaile às costas, pedir para ela inclinar a cabeça para trás e obrigá-la a cantar um fadinho à desgarrada, enquanto abana a cabeleira loura, isso é que era de valor. De gente grande. Para ela mostrar o que realmente vale.

 

E como aquilo não devia sair à primeira, já a estou a imaginar com um copo de sangria na mão (ou iamos ali ao Arroz Doce beber um pontapé na con*) e a malta a cantar: E se a Madonna quer ser cá da malta, tem de beber este copo até ao fim. Até ao fim. E vai cima, e vai abaixo....e etc.

 

Se nem assim o fado saisse, faziamos o corredor da morte, davamos-lhe uns calduços e ficávamos amigos na mesma.

 

Embora fazer-lhe uma espera?

 

P.S. Sim, já não posso ouvir falar na Madonna mas resolvi entrar no espírito.

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