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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Bailarina - Dia Internacional da Dança

E neste Dia Internacional da Dança fui ao cinema com a minha sobrinha afilhada, ver a Bailarina. Recomendo. Dos melhores que vi.

 

O filme passa-se em 1800 e qualquer coisa, a Torre Eiffel e a Estátua da Liberdade estão a ser construidas e são cenário de algumas partes da história.

 

(P.S. O filme só tem uns erritos históricos . A Torre e a Estátua não foram construidas ao mesmo tempo. E na altura o Sr. Joseph Pilates ainda era uma criança por isso a prática de Pilates que aparece no filme também não existia ). Passando estas minhoquices à frente...

 

Dois jovens orfãos fogem e vão para Paris atrás dos seus sonhos. Ela quer ser bailarina da Opéra, ele quer ser inventor, e...

 

 

 

 

À hora do Lanche - Há Bailarinas e Há Outras

Chega-se áquela altura da vida em que o metabolismo já não é mais o mesmo e nos apercebemos que será melhor começar a ter (ainda) um pouco mais de atenção ao que se come, se não daqui a pouco chegamos a um ponto em que é mais difícil o regresso a um peso normal.

 

Com isto em mente e também porque comecei a sentir que com menos peso vou aproveitar melhor a dança, resolvi diminuir a quantidade de alimentos ingeridos e ter atenção à tendência de "picar" fora das refeições.

 

Entrando num café perto da escola de dança à hora do lanche para beber um sumo natural de morango e comer um "bolo" salgado de legumes, vejo uma das professoras de dança a entrar. Fico logo com a curiosidade alerta. Sendo ela moça na casa dos vinte e muitos e com corpo de bailarina fiquei desejosa de ver o que ela comia.

 

E o que foi que ela pediu? Uma água com gás. E ali ficou a bebericar a sua água, durante longos minutos.

 

E eu pensei: Lanchar uma água com gás?! Nunca vou conseguir igualar isto .

 

Como é que esta gente consegue sobreviver? Se calhar não há volta a dar. Sou mesmo uma mulher de "alimento", sem estômago de bailarina .

Sem Olhos De Ver

 

Nunca lhe ocorreu que o maior azar da sua vida não foi não ter casado com Florence Lauducette, mas sim ter casado com o amor da sua vida e nunca se ter apercebido disso.

 

"O Casamenteiro de Périgord"

Julia Stuart

 

Pois é, não é só nos livros que acontece. Também na vida por vezes estamos tão obcecados com aquilo que perdemos que não sabemos dar valor ao que verdadeiramente temos.

Amor À Francesa

Chouchou tinha apenas 15 anos e andava no liceu de Amiens onde conheceu a professora de teatro de 39.

No ano letivo seguinte, escreveram em conjunto uma peça. E foi aí "petit à petit", como ela revelou, que tudo começou. A prof não resistiu à cultura e ao savoir faire do jovem e deixou-se encantar.

 

Mas, casada e com três filhos, assim que o Chouchou, agora com 17, se declara, ela com 41, diz que o melhor é ele afastar-se e ir para Paris terminar o liceu. Ele aceita o conselho mas diz-lhe, "Eu vou mas não pense que se livra de mim. Vou voltar e desposá-la".

 

O primeiro trimestre é recheado de telefonemas, passam horas e horas ao telefone e a professora por fim deixa cair todas as barreiras.

 

Com os 18 anos do Chouchou festejados, já nada os podia parar e a paixão vence finalmente embelezada pelo cenário de Paris.

 

Em Amiens, é o escândalo total. Uma chamada anónima alerta o liceu. Os desconhecidos e conhecidos não têm coragem de confrontar a professora mas os irmãos mais velhos tentam chamá-la à razão. Mas ela, quando decide algo, está decidido, não se deixa convencer do contrário e acaba por se divorciar.

 

Damos um salto no tempo até hoje. Estamos no dia 23 de Abril de 2017, agora é o Chouchou que já tem 39 anos e está a horas de saber se tem a França nas suas mãos.

 

Senhoras e Senhores apresento-vos Emmanuel e Brigitte Macron, casados à 10 anos e que hoje se podem tornar, respetivamente, Presidente e Primeira-Dama de França

 

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As Coisas Que Se Passam Mundo

Não vou entrar em detalhes sobre as polémicas e os acontecimentos desta semana.

 

Mas há tanta coisa escondida no mundo e tanta verdade mal contada que fico fora de mim.

 

Entre aquilo que realmente se passa e aquilo que nos querem fazer querer encontra-se um fosso do tamanho do mundo. 

 

Em nome do poder, em nome do dinheiro, não sei como é que há gente que consegue dormir descansada.

Porque Um Blog Também É (Muito) Isto

Escrevo e rescrevo.

 

Aciono o corretor (ou será que acciono?) e fico feliz quando ele me diz "não foram encontrados erros".

 

Leio e releio.

 

Apago.

 

Vou procurar palavras. Tiro dúvidas.

 

E volto a escrever.

 

E volto a ler.

 

Vejo o que me soa bem. 

 

E vejo aquilo que parece ainda melhor.

 

Gosto de imagens, metáforas, ironias e também de onomatopeias e anáforas.

 

Por vezes escrevo de forma crúa mas logo troco por eufemismos

 

Tento evitar os pleonasmos, os polissíndetos e as paronomásias. Parecem-me excessivas.

 

(Vá. Vão lá ver o significado das figuras que não conhecem porque também fiz o mesmo).

 

Ontem escrevi que "ia cair uma carga de água" mas depois resolvi que era melhor ser "o céu a abençoar-me" com ela.

 

Depois fiquei na dúvida se queria dançar ou banhar-me na chuva.

 

Porque um blog para mim também serve para isto. Dar atenção à nossa língua, aprender e tirar o melhor proveito dela.

Chuva, Preciso de Ti.

Tenho a sensação que por vezes sou muito influenciada pelo tempo. 

 

Ontem sai de casa ao final da tarde e senti o ar muito carregado, muito abafado. Parecia que o céu se estava a preparar para nos abençoar com água mas acabou por não chover.

 

E eu também ando assim desde ontem. A sentir-me carregada. Como se tivesse uma núvem cinzenta enorme a pairar sobre mim. Dormi mal, acordei de coração apertado.

 

Apetece-me água que me lave a alma, carregue para longe esta sensação e traga de novo leveza ao meu ser.

 

Apetece-me um banho de chuva.

 

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