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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Estou, quem Fala? Eu.. Eu quem? Eu...

Cada um com a sua pancada. Alguns gostam de conservar os seus números de telefone mas eu, sempre que mudo de operadora devido a tarifários mais interessantes, mudo de número. Não sei porquê mas gosto que o indicativo do meu número corresponda à respetiva operadora móvel.

 

Durante muitos anos fui da TMN e sabia o meu número de cor mas com as mudanças que já efetuei, hoje em dia nunca sei o meu número quando alguém pergunta.

 

Se calho a estar pessoalmente com a pessoa dou um toque para ela ficar com o meu número. Mas se calham a pedir pelo messenger, para ver qual é o meu número para lhes dar, ligo para o meu outro telemóvel, o profissional (cujo número sei de cor por já ter há alguns anos e ser fácil de decorar).

 

Isto por três vezes já deu origem a este cenário.

 

Como expliquei, para saber o meu número particular telefono para o meu número profissional, vejo o número no visor, dou o número a quem pediu pelo messenger e continuo com a minha vida.

 

Passadas umas horas reparo que tenho uma chamada não atendida no telemóvel profissional.

 

Então resolvo devolver a chamada. 

 

Nesse instante toca o telemóvel particular.

 

E fico a pensar: "Logo agora é que me haviam de telefonar. E agora? Desligo esta chamada que estou a fazer ou vou atender a outra"?

 

Sim, sou louca. O meu eu profissional, devolve a chamada ao meu eu particular e fica na dúvida se desliga a chamada que está a fazer a si própria ou se vai atender a chamada que está a fazer a si própria.

 

Obviamente que passados uns segundos apercebo-me do que estou a fazer e fico com vontade de bater com a cabeça em algum sítio para pôr os neurónios a funcionar.

 

 

 

 

Fui Kizombar

Na escola de dança, como um dos meus professores faltou, resolvi ir à sala do lado experimentar Kizomba. Já há bastante tempo que andava curiosa.

 

A aula de Salsa onde eu ando, está às moscas. A Salsa deve ter saído de moda este ano mas a Kizomba está a bombar, principalmente ao nível de pares masculinos.

 

Começo por agradecer a paciência dos colegas, dado o ano já ir avançado e eu ter caído ali de para-quedas.

 

Contudo, não sei não mas acho que kizombar não me está no sangue.

 

Primeiro, a minha versão dominatrix que já tinha sido domesticada na Salsa, voltou a acordar e tive vários pares chateados de ser eu a conduzir a dança. É que os homens ficam mesmo sentidos com isto de não mandarem, levam a questão muito a peito.

 

Depois começaram a "embirrar" que eu levantava demasiado os pés.

Anda uma mulher a ter aulas de ballet não sei quantos anos e a tentar ter passadas elegantes na Salsa para chegar ali e ouvir o conselho: "Se arrastares os pés é melhor". Eu parei e olhei para o gajo com ar: "WTF?! Arrastar os pés?! Isso é um bocado idoso, não?"

 

Em seguida apanhas um colega mais experiente e paciente que te diz: "Olha, o melhor para entrares no ritmo é ficarmos os dois aqui parados só a gingar" e tu pensas: "Meu! Tu até és giro e eu não me importo de ficar aqui a gingar contigo, seja lá o que isso for. Mas eu reparei na enorme e reluzente aliança que tens no dedo e aposto que se gingarmos muito, não tarda nada tenho a tua mulher atrás de mim com uma faca", isto enquanto manténs um sorriso amarelo no rosto e olhas para todos os lado a avaliar de onde poderá vir a facada.

 

Na continuação dei por mim a escutar a letra de uma ou outra música e a pensar: "Porra. Isto a nível de letras é equivalente a música pimba".

 

Confesso que saí de lá com a sensação que aquilo é demasiado meloso para mim. Muito, "Ohhhh baby te amo". Muito, "Agora (afinal) não me toca, você partiu meu coração".

 

Pontos positivos da Kizomba, as aulas estão ao rubro e estão lá gajos giros com quem soube bem tentar dançar.

 

Pontos positivos da Salsa, a aula está às moscas o que faz com que tenha praticamente aulas particulares. E como o professor à falta de pares masculinos entra na dança, nada como aprender diretamente com um profissional.

 

Possivelmente volto a experimentar Kizomba, num dos workshops que a escola promove, só para o tira teimas.

 

Mas sem dúvida que o meu espírito é muito mais salseiro. Acho que a Salsa é um ritmo mais alegre, muito mais compatível com a minha personalidade.

 

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O Beijo Perdido

Sou caranguejo. Sou tímida. E quando era mais nova achava que a vida era um conto de fadas.

 

Primeiro ano de universidade. Fomos em grupo passar um fim de semana a Tróia. Caloiros e Veteranos.

 

Era de noite. Estavamos os dois sentados à frente da bancada da kitchenette do apartamento.

 

O meu "padrinho", moço giro, alto e espadaúdo perguntou-me ao meu ouvido, com voz suave:

 

"Caloira, posso-te beijar?"

 

Eu pensei na namorada dele que nem conhecia, pensei que o meu coração pertencia a outro, pensei que já estávamos um pouco bêbados e respondi:

 

"Não. Não podes".

 

E olhem, depois de tudo o que uma pessoa passa na vida a nível de amores, depois de todas as ilusões e desilusões, hoje em dia quando me lembro desse momento, daquele pedido tão meigo recusado, só me apetece gritar:

 

"Porra Luís. Eu gostava mesmo de te ter beijado".

 

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Da Idoneidade dos Críticos e Jurados

Para começar, sei que também atiro aqui alguns bitaites sobre os meus gostos mas não são mais do que opiniões de bancada, não profissionais, sobre algumas áreas nas quais tenho um pouco de formação mas que felizmente não têm qualquer influência na vida dos visados.

 

Adiante e falando de profissionais.

 

Pegando no simples exemplo dos programas de talentos que proliferam nas televisões e sobretudo naquelas pessoas que ganham a vida sendo criticos de cinema, de gastronomia, de literatura, etc. por vezes fico a pensar se só o facto de ver, ler e degustar habilita alguém a julgar os outros.

 

Creio (posso estar enganada) que se fossemos a contas, a grande percentagem dos críticos e jurados não tem formação nas áreas em questão.

 

Será que quando nunca passámos milhares de horas a praticar uma arte ou um desporto, quando nunca tivemos lesões pelas nossas paixões, quando nunca nos fomos deitar e passámos as horas de sono a rever coreografias e músicas durante os sonhos, quando nunca fomos assombrados pelas personagens que vêm habitar a nossa imaginação, quando nunca "assámos" fechados numa cozinha sobre pressão, quando nunca sangrámos das mãos de tanto tocar um instrumento, quando nunca chorámos de frustração ou gánhamos o dia por ter feito um pequeno avanço.

Quando não temos calos nas mãos, quando não temos calos nos pés, quando não sabemos o que é continuar a praticar com dores no corpo, quando não temos marcas de queimaduras, quando não temos a técnica dentro de nós, quando não temos a cabeça quase louca das histórias que a povoam.

 

Quando nunca nada disto, será que temos uma verdadeira capacidade de julgar, de perceber o que realmente se passa?

 

Na minha modesta opinião, baseada em cinco anos de formação musical, dois de teatro e quinze de prática de dança não profissional. Ver muito, ler muito, provar muito, não é o mesmo que viver, que integrar estas áreas dentro do seu ser.

 

Por isso profissionais da arte de maldizer, quando andam mesquinhamente à procura das falhas, quando têm o poder de destruir sonhos, carreiras e obras. Perguntem-se, se realmente estarão habilitados para o fazer, se sabem realmente e técnicamente do que falam ou seria melhor calarem-se para sempre.

 

Não deveriam ser somente profissionais das respetivas áreas e com anos de experiência a criticar, profissionalmente, de forma construtiva?

 

No realidade dá-se crédito a gente não creditada que são o supra-sumo de nada. Influência e sabedoria não são e não deveriam valer a mesma coisa. Mas parece que uma, infelizmente, ganha à outra.

Got No Talent

Já tenho seguido alguns concursos de talentos mas sempre odiei ver aqueles em que o júri aproveita para se vingar de todas as frustrações da sua vida deitando os concorrentes abaixo. Também nunca tive paciência para o "Got Talent" pelo formato.

 

Contudo para dar uma oportunidade, segui por alto o último programa Got Talent Portugal (não me perguntem quem ganhou porque já esqueci) e comecei também a ver alguns concorrentes desta edição.

 

E percebi...que estou farta de talentos a sério.

 

Dei por mim a vibrar com alguns concorrentes aparentemente mesmo maus. É que eles parecem tão maus que acabam por ser excelentes de maus. São pessoas que não tem talento específico mas vibram com o que fazem. O Pedro Tochas vibra com eles, o público delira com aquilo tudo e eu riu-me que nem uma perdida, não deles mas com eles e fico desejosa que eles passem para assistir aquilo outra vez (obviamente que só o Pedro Tochas os passa e eles ficam pelo caminho).

 

E não falo de desafinados ou pessoas que ainda precisem de aulas para melhorar. Estou a falar mesmo de ideias mirambolantes.

 

Em canais cheios de programas de talento, um Got No Talent é que era. Só punha o Pedro Tochas e o Nuno Markl no júri de forma a descobrirem o mais louco entusiasta de Portugal.

 

Para mim o Tochas e o Markl, são os verdadeiros artistas de comédia deste país, os únicos que me fazem rir, porque o seu talento vem de serem simplesmente eles próprios e de assumirem com graça aquilo que são. Eles têm ainda a sensibilidade de compreender pessoas diferentes da pseudo-normalidade.

 

E este mundo está a precisar de uma boa dose de loucura saudável...de pessoas que tenham coragem de assumir o que realmente lhes apetece fazer mesmo que mais ninguém os compreenda.

 

E se não perceberam nada do que eu quis dizer, não se preocupem que eu também não bato bem.

Outras Noites

Sexta à noite. Santos. 23h20. Saída de um jantar de aniversário. A correr para apanhar o comboio. Chuva, frio. O pensamento no conforto da cama e dos gatos.

 

Por debaixo do guarda-chuva, é preciso desviar dos miúdos que enchem as ruas.

 

Os pensamentos vagueiam até outros tempos, quando tinha a idade deles.

 

Frequentámos a 24 de Julho, as  Docas, Santos, o Bairro Alto. Íamos mudando de sítio conforme as modas.

 

Turma de teatro, colegas da universidade, amigos, as primas das borgas, a malta do verão, os colegas do primeiro emprego. Havia sempre alguém com quem sair em bando.

 

As primeiras saídas, as borboletas na barriga dos primeiros amores, as confissões e os risos até às tantas.

 

Jonnhy Guitar, Charlie Shot, Vacas Loucas, Arroz Doce, Mezcal, Apollo XIII, Marão eram alguns dos bares de eleição entre tantos outros que já esqueci. Alguns eram escolhidos por nos darem pipocas e amendoins à borla.

 

Bebiamos Cubas Libres no início, para experimentar aquela nova liberdade. Depois passámos para as sangrias, shots, caipirinhas, vodkas de sabores, as bebidas míticas dos anos 90, Gold Strike, Pisang Ambon. E os Pontapés na Cona e shots de Orgasmo que pedíamos só para os risos tontos.

 

As primeiras bebedeiras que também foram as últimas porque aprendemos à custa das consequências.

 

Comiamos em tascas baratas. Bifinhos com cogumelos ou bacalhau com natas eram sempre as opções de jantares de grupo.

 

As rosas vendidas pelos indianos vinham parar às nossas mãos depois dos rapazes as regatearem.

 

As ruas eram nossas, ficar sentados nos passeios era tão natural como estar nos sofás de casa.

 

Tínhamos a vida e os sonhos todos pela frente. Nada estava planeado porque tínhamos confiança que tudo aconteceria naturalmente.

 

Depois corríamos para apanhar o último comboio que na altura era só às 2h30 ou aguentávamos até ao primeiro da manhã.

 

Sexta à noite, de volta ao presente, passo pelos miúdos. Não sei se tento encontrar ecos do meu antigo eu no meio deles, se acho que eles vieram ocupar as ruas que antes eram minhas ou se apenas me fazem sentir a nostalgia de uma vida passada.

 

Está chuva, frio e o comboio não tarda. Os meus bandos já se dispersaram pela vida. E eu agora só quero ir para casa.

 

Esta Sexta É Dia de Gatos

Já que hoje a Maria teve direito a montagem fotográfica no Clube de Gatos do Sapo devido à sua paranóia com a água, deixo também aqui as paranóias do Indy só para não haver ciúmes.

 

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Já usada ou acabada de lavar, em cima da roupa da dona é que se está bem.

 

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 E se a Maria é apanhada a beber em posições estranhas, o Indy por sua vez é apanhado a dormir em posições também...peculiares.

 

Vá, aproveitem o fim de semana chuvoso para umas boas sonecas também.

Descubram o Bicho Escondido Com Qualquer Coisa de Fora

Andava eu no outro dia, muito descansada a passear na avenida que liga o centro de Cascais ao Guincho e a tirar fotos à paisagem quando vejo um animal que me entusiasmou e que não esperava ver por aquelas bandas tão marítimas.

 

O bicho é que não ficou lá muito animado de me ver e afastou-se, mas a curiosidade foi mais forte e ficou parado de olho em mim.

 

E o raio do bicho camuflava-se bem na paisagem.

 

Conseguem vê-lo? Que animal é que me fez gritar de satisfação?

 

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