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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

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O Lado B da Vida

Trainspotting 2 - De Repente Já nos 40

Sequelas são coisas que me assustam. Há uns aos atrás quando começaram a aparecer ganharam a fama de serem más, mesmo péssimas. E dessa fama nunca mais se livraram mesmo que nem sempre seja verdade.

 

Foi com bastante curiosidade mas com algum receio que fui ver a continuação de Trainspotting. 

 

Em dia pós-Óscars, com uma fila enorme na bilheteira, só 7 pessoas estavam na sala para ver este filme. Onde andas geração jovem adulta de 90?

 

Quanto a mim, na realidade adorei. Estive o filme todo com aquela sensação de estar a rever um amigo do qual fui afastada pelo tempo e pelo espaço mas que quando nos voltamos a reunir, está tudo na mesma. A mesma amizade e memórias partilhadas. Apetecia-me que durasse o máximo tempo possível.

 

Eles continuam grandes falhados, grandes perdidos, grandes amigos.

 

E nós, depois do curto monólogo ficamos a pensar: Será que nestes 20 anos escolhemos a vida? Ou também estamos drogados com coisas que fingimos não serem viciantes?

 

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E o Assunto da Noite?

Eu vejo os Óscares com um misto de emoções. Algo entre ter vergonha de estar a perder tempo a ver uma fantochada norte-americana e o olhar para uma cena que não se quer conscientemente ver mas da qual também não se consegue tirar os olhos. 

 

Quer dizer, eu na realidade nem vejo os Óscares, porque acho o meu sono mais importante do que Hollywood a auto-promover-se, dando uns prémios aos pobres parentes do resto do mundo lá pelo meio só para não parecer mal.

Por isso antes de saber os vencedores pelos meios de comunicação, vejo aquilo meio a correr no dia a seguir de manhã e dou uma olhada a alguns blogs para ver a polémica dos vestidos.

 

De uma forma sarcástica três assuntos que adorei:

 

Os turistas a entrar e a parecer que tinham entrado na jaula para ver os animaizinhos a divertirem-se de perto. Estes estavam calmos porque foram sendo alimentados por comida voadora.

 

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O vestido puritano da Dakota Johnson, tal Linda Lovelace arrependida do seu comportamento anterior no ecrã.

Ou então como os fantásticos filmes que faz não lhe rendem prémios resolveu ela ser o Óscar.

 

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E claro, a terra La La que já está a ficar "lélé da cuca" resolveu este ano terminar em grande.

Comentários para quê? Eu já tinha dito que o filme era engraçado mas não valia o "grande" Óscar. E sim, não gosto do mal do outros mas foi uma bela partida de Carnaval.

 

Fico a perguntar-me afinal porque damos tamanha importância esta cerimónia quando temos tanto cinema europeu?

 

Dito isto vou ali ver a sequela do Trainspotting e já venho.

 

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Ainda Sou Do Tempo

em que o Festival da Canção parava o país.

 

(Pronto, eu sei, naquela altura quase tudo o que dava na televisão nos colava a ela mas adiante). 

 

Nasci no ano da 10ª edição, quando ganhou a fabulosa e icónica música, E Depois do Adeus.

 

Quando tinha 5 anos passei meses no corredor dos meus avós a cantar "Sobe, sobe balão sobe" até à exaustão, não sei como é que eles não foram internados com um esgotamento.

 

Politiquices à parte que supostamente são a única razão de nunca termos ganho o Festival da Eurovisão, este concurso trouxe-nos grandes músicas. Ainda hoje dou por mim a cantar algumas delas. Grandes compositores, grandes interpretes, grandes canções. Sim, o festival era grande.

 

Com alguns deslizes lá pelo meio, até 1996 conseguiu manter um bom nível, a partir daí toda a qualidade se foi. 

 

No ano passado resolvi voltar a ver as eliminatórias e ontem voltei a fazê-lo. E na verdade continua tudo muito fraquinho.

Falando da mais votada no geral, gosto muito do trabalho do Nuno Feist e acho a Kika fabulosa mas aquela parte lírica, torna aquilo tudo muito confuso mas pelos vistos o público gostou.

 

Eu achei muita piada à composição dos manos Sobral mas não acho a música festivaleira.

 

Confesso que numa de "ou vai ou racha" passando por cima de Camões e da língua portuguesa, manchando o meu enorme respeito pela obra de Ary dos Santos e outros grandes e contrário a tudo o que escrevi anteriormente, pegava naquela música em inglês com batida de hip-hop e mandava aquilo para lá. Pelo menos era festivaleira e cheira-me que é disto que a Europa quer.

 

Sou uma vendida eu sei mas é só desespero, afinal até o Azerbaijão já ganhou o Festival da Eurovisão.

Amor À Última Vista

A frase não é minha. Paciência. Gostava que fosse, é daquelas frases que me fazem pensar, como é que não me lembrei disto antes.

Mas eu só tenho um blog e não a mestria de Mia Couto.

 

Encontrei essa frase hoje na net, por acaso. E fiquei a pensar que ninguém fala dos amores à última vista. Só glorificam aqueles que o são à primeira.

 

Não sei em que contexto esta frase aparece no livro mas fiquei a pensar na expressão.

 

Quantas histórias andarão por aí de amores inesperados. Pessoas pelas quais passávamos todos os dias, às quais não dávamos importância. Não nos atraiam fisicamente, tínhamos ideias pré-concebidas sobre elas e no fundo não nos interessava que passassem da barreira dos "conhecidos". 

 

Até um dia. Em que por acaso nos encontrámos numa situação, se calhar para matar o tempo, em que aquele figurante da nossa vida se revelou e nos tocou a alma. E houve um despertar e só então o vimos eficazmente.

 

Haverão por aí muitas histórias de  amor à última vista? Paixões por pessoas que à primeira nada nos diziam?

Tia Esquisita

Ontem andei a arrumar e a limpar a despensa e o resultado final fez-me lembrar um episódio com a minha sobrinha mais velha há uns anos atrás, ainda ela era criança.  

 

Desde há uns anos que estou num processo de mudança de hábitos alimentares, a única "dieta" em que acredito. Tenho formação na área mas nunca fui radical. Cá em casa tento comer o melhor possível, com umas facadinhas de vez enquanto mas quando vou a casa de alguém como o que me põem na mesa.

 

Depois deste contexto, conto então o episódio. Há uns anos a miúda abriu a porta, meteu-se na despensa, olhou, "reolhou" em silêncio, até que pergunta alto: "Oh tia. Mas que raio de despensa é esta? São só coisas saudáveis onde é que andam os chocolates e as batatas fritas?"

 

(Acho que devia ter respondido como o lobo mau: "Esses já os comi minha sobrinha" )

 

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Essa Fonte Fidedigna

Gosto principalmente quando as pessoas para defenderem o seu ponto de vista sobre assuntos que não são do seu domínio rematam com:

 

- Eu vi na Internet que era verdade.

 

Com a mesma certeza como quando éramos crianças e ganhávamos as discussões com os nossos amiguinhos dizendo:

 

-É verdade sim senhora porque o meu pai disse.

 

Sim. Elas Existem

e a minha mãe é a prova viva.

 

Falo das mulheres que arrumam e limpam as casas antes de chegarem as senhoras das limpezas.

 

Ainda esta segunda, a minha mãe recebeu um sms da moça que lhe faz a limpeza a perguntar se podia ir um dia mais cedo do que o combinado.

 

A minha mãe que andava a passear ligou-me chateada que tinha que ir para casa a correr porque precisava de arrumar umas coisas, limpar e lavar a varanda, sacudir tapetes e sei lá o que mais porque a outra chegava cedo no dia a seguir.

 

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Da Polémica Das mochilas Pesadas

A polémica das mochilas pesadas poderá ser ridícula se enfrentarmos a questão de frente e repararmos que há uma solução rápida.

 

Vivi em Paris há 20 anos e era completamente costume e natural, fossem crianças a ir para a escola, fossem adultos a ir às compras, o uso destes carrinhos:

 

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Era raro ver-se uma pessoa nas compras sem este apetrecho. No tempo que lá vivi, íamos sempre às compras com o nosso, assim que regressámos nunca mais o utilizámos.

 

Mas obviamente que o desporto nacional é arranjar polémicas, arranjar problemas difíceis de solucionar e também fazer associações. Em Portugal só os idosos utilizam estes carrinhos. Já a minha avó paterna os usava há 30 anos e quem não é idoso, e mesmo muitos idosos, devem achar que é sinal de fraqueza não carregar. Português que é português gosta de sofrer, de se armar em forte e de achar ridículo aquilo que não o é.

 

Quando há uns meses disse a uma colega que as crianças deviam usar estes carrinhos, ela disse-me que em Lisboa era impraticável devido aos transportes e ao piso. Não...não é. Se os turistas arrastam malas de viagem com rodas Lisboa acima, se os idosos os utilizam quando vão às compras, como é que pode ser impraticável? Paris tinha um piso melhor do que a calçada portuguesa mas os transportes também andavam sempre a abarrotar, muito pior do que cá.

 

Olhem, para mim ia já este. Lobo mau, Grauuuu.

 

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Anda Tudo Com Falta de Apetite?

Não consigo perceber porque é que nesta altura do ano aparecem por todo o lado workshops, sugestões de restaurantes e receitas de refeições afrodisíacas.

 

Estes alimentos, que ainda ninguém conseguiu provar se têm mesmo efeito ou não, são supostamente usados para tratar pessoas com falta de libido, problemas de impotência ou frigidez.

 

Portanto partem do princípio que andamos todos com fraco apetite sexual, que as caras metades não são atraentes o suficiente para animar a malta, que anda tudo sem tesão e sem força para agarrar uma gata pelo rabo.

 

Não entendo. Juro que não entendo. Só se for do frio.

 

Não podemos renegar o que nos corre nas veias. Sangue latino é quente. Não precisa de malagueta.

 

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And The Oscar Goes To...

O meu não iria certamente para o La La Land. Vim agora do cinema e sim, gostei do filme, tem momentos muito bons que emocionaram e deram que pensar, o final não é o mais previsível e o jazz eleva-lo a outro nível. Mas Óscar...não me parece.

 

No final da primeira parte pensei que estava a ver apenas mais uma comédia romântica, a segunda parte um pouco mais crua salva o filme deste patamar.

Mas...fica-se assim um pouco confuso. Quem cresceu nas décadas de 70-80, onde só víamos um canal e nas tardes de fim-de-semana ficávamos colados ao écran a ver a reposição de musicais clássicos com Fred Astaire, Ginger Rogers, Esther Williams e companhia, olhamos para as prestações do Ryan Goslin e da Emma Stone e pensamos, sim, fazem um casal com empatia, têm bons momentos de representação (gosto sobretudo muito dela) mas a cantar e a dançar são mesmo muito fraquinhos. E parece que estes momentos não encaixam bem no filme.

 

Agora fazendo um papel de realizadora de bancada, se fosse eu, aumentava os momentos jazzisticos e a parte dramática, limpava aquelas tentativas musicais clássicas falhadas (acho que só gostei do número de abertura que prometia algo que o resto não cumpriu) e teria-se um filme excelente.

 

Gostava de ter saído do cinema com a mesma sensação que tive quando acabei de ver o Wiplash que algo muito pesado mas fabuloso me tinha atropelado. E faltou-lhe um bocadinho assim....tive muitas vezes a sensação que estava a ver um folheto promocional de LA ou a assistir a Hollywood a engraxar Hollywood.

 

É o que eu digo, a 2ª parte mais crua e menos tentativa de musical clássico salva o filme. Mas...bastava o jazz.

 

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