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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

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Adeus 2016...Que Venha 2017

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Inspirada por este post da Marina, reparei que poderia não ter um caderno de bons momentos mas que tinha um belo álbum virtual onde ficaram registados os momentos felizes de 2016.

 

Resolvi partilhar uma montagem de uma foto por mês. Se alguns meses foram mais calminhos, noutros foi mais difícil só escolher uma foto. 

 

A todos desejo um 2017 muito feliz com muitos momentos alegres para o preencher.

 

Janeiro - É sempre um mês calminho após a ressaca natalícia, mas as comemorações do Ano Novo Chinês abriram as festas na Praça do Martim Moniz. 

 

Fevereiro - Este ano o Carnaval foi bastante cedo e é sempre mais uma desculpa para festejar.

 

Março - O São Patrício veio até Lisboa e como sou uma fã da Irlanda não pude deixar de participar.

 

Abril - Mudança de visual. Depois de tanta lavagem cerebral da parte da cabeleireira lá deixei que me cortassem a franja e fiquei fã.

 

Maio - Sevilha veio a Oeiras. Uma tarde a dançar sevilhanas aqui na vila.

 

Junho - O mês com mais fotos. Festas da escola de dança, santos populares, festas de verão mas a foto escolhida teve que ser dos meus anos.

 

Julho - Portugal campeão europeu, foi a loucura.

 

Agosto - Mês de ir para fora cá dentro - Santa Maria da Feira, Porto, Tomar, Alto Alentejo.

 

Setembro - Um mês com uma boa surpresa. Conhecer pessoalmente alguns companheiros aqui do blog, todos donos de belos gatinhos.

 

Outubro - Prova de Vinhos e Azeites do Alentejo no CCB, já começa a ser um acontecimento anual esperado.

 

Novembro - Magusto e abertura das luzes de Natal no dia de São Martinho. Mais uma festa aqui na vila.

 

Dezembro - O Natal não são só dois dias 

2017

Não me chatear com nada.

Deixar as pessoas ser como elas são.

Ver para onde a vida me leva enquanto vou delineando alguns planos.

 

Nunca faço resoluções de ano novo mas depois de andar a acordar 3 dias com o coração apertadinho foram as resoluções que tomei para este novo ano e já me sinto levezinha, levezinha.

 

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O Depois do Natal

Então maltinha? Como é que correram estes dois dias?

 

Por aqui foi um Natal um bocado estranho, não estava nada animada ontem à noite. Umas conversas desde sexta até ontem deixaram-me um bocado tristista devido à tristeza dos outros que me aflige e por me sentir impotente para mudar as coisas.

 

E afligem-me as pessoas que não sabem viver pela lei do Amor, julgam os outros e são completamente intolerantes com as diferentes maneiras de viver.

 

Adiante. Acabei por me divertir mais nos preparativos e nos dias anteriores do que na festa em si . Se tiver dinheiro um dia fujo e vou passar esta época à Lapónia.

 

Na manhã da véspera tentei fazer as filhós da terra da minha avó e...ficaram espetaculares. A massa ficou uma maravilha, finalmente acertei com os amassos . Depois estive a fritá-las com a avó porque ela é que tem mão para tender aquilo. 

Só há pouco é que fiquei a saber que se chamam "filhós de joelho. Porque embora sempre tenha visto os meus avós tender a massa à mão, este ano é que a minha avó me confirmou que a mãe dela usava o joelho para dar forma enquanto fazia as filhós no lume de lenha.

 

Esta foto abaixo não é minha mas ficam exatamente assim. Depois polvilhamos com açúcar e canela.

 

E a minha casa ainda cheira a isto quando se entra. Para mim este é o verdadeiro cheiro do Natal. Os meus avós neste dia levantavam-se às 6 da manhã (se calhavam a estar em nossa casa era com este cheiro que acordávamos) e para o nosso pequeno-almoço lá estavam elas acabadinhas de fazer.

 

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As prenditas foram boas. Chocolates, vinho, um livro de cozinha, um pacote da Odisseias de tapas e petiscos, uma camisola, dinheiro que ajuda a repor as finanças pós-Natal e mais umas lembranças fofitas. É assim que gosto, coisas com amor e que não me enchem a casa de tralha.

 

E...estou pasmada...agora foi o George Michael? No dia de Natal? O cantor do Last Christmas?  Deixei de seguir a carreira do senhor mas confesso que foi o meu primeiro amor.

Michael Bublé Sucks #3 - 3 Dias Para a Véspera de Natal

Bem, continuo com pouco tempo para vir aqui postar e visitar os vossos cantinhos como deve ser. E nesta semana tenho as sobrinhas por estes lados, por isso o tempo ainda vai ser menor, já para não falar nos preparativos para o Natal.

 

Hoje deixo aqui a minha música preferida desta época. Não sou saudosista, fico farta facilmente de músicas antigas que foram ouvidas até à exaustão mas confesso que tenho um guilty pleasure.

 

Desculpem-me os fãs mas não tenho paciência nenhuma para a senhora, acho que ela grita mais do que canta e tenho ainda menos paciência para a divanisse dela (adoro inventar palavras e neste caso queria dizer que acho que a senhora adora armar-se em diva). 

 

Mas...os anos vão passando e nesta altura continuo a não resistir a esta música. Cantada pela original ou nas 5000 versões que passam por aí, nenhuma me faz cantar mais do que esta.

 

Numa versão de 2011, não sei como é que os norte-americanos com mania do puritanismo deixaram passar esta versão a roçar o pedófilo. Ele tinha 17 e ela 41.

 

Senhoras e senhores...All I Want For Christmas is...(vá lá agora todos juntos). 

 

P.S ao menos a Golimix compreende-me .

 

 

Finalmente Cheira a Natal - 13 Dias Para a Véspera de Natal

Foi no dia 8 de Dezembro que como sempre fiz as decorações, simples e tradicionais.

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 Tenho mais de 100 figuras mas só tive paciência para um presépio simples, desta vez em versão mesa redonda.

 

 

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Verde, vermelho e dourado são mesmo as cores que gosto para a árvore de Natal .

 

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 Esta rena no hall de entrada é a novidade deste ano

 

Há mais decorações espalhadas pela casa mas nada de especial que figurasse numa revista especializada . Bom domingo a todos.

 

 

Das Prendas e De Quem Afinal as Distribui- 14 Dias Para a Véspera de Natal

Muitas pessoas hoje em dia apontam o dedo ao Pai Natal como a figura responsável pelo consumismo desenfreado que se vive nesta época e não acham correto ele ter roubado o protagonismo ao Menino Jesus na distribuição das prendas.

 

Mas será mesmo o Pai Natal uma criação da Coca-Cola como o mito urbano conta? Não, não é. No máximo diríamos que esta marca vestiu o senhor de vermelho mas parece que nem isso, só lhe deu mais popularidade.

 

Muito resumido, o Pai Natal tem por base a figura de um Santo Católico, São Nicolau, Bispo de Myra, que viveu no século III e que segundo se conta era filho de uma família abastada e era bastante generoso. A lenda sobre este santo que terá dado azo à criação da figura do Pai Natal é a seguinte:

 

"O bispo Nicolau conhecia três irmãs cujo pai, muito pobre, não tinha dinheiro para o seu dote, por isso elas não podiam casar-se. Nicolau não gostava de ajudar dando dinheiro directamente, por isso, quando a mais velha estava para casar, ele atirou um saco de dinheiro pela janela à noite. A rapariga pôde então casar-se. 

Mais tarde, aconteceu o mesmo com a segunda. E São Nicolau fez o mesmo para ela se poder casar como era tradição. 

Quando foi a vez da terceira, o pai das moças, desconfiado, decidiu vigiar e viu o que São Nicolau fez. Logo a seguir espalhou por todo o lado como ele era bom e generoso. 

Também se diz que ele subiu ao telhado e deixou cair o saco pela chaminé, onde caiu numa meia que estava pendurada na lareira a secar".

 

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A sua ajuda foi sobretudo dada a crianças e jovens, dai a sua associação à figura do Menino Jesus quando foi canonizado. O seu dia é celebrado a 6 de Dezembro e em alguns países nórdicos é costume a troca de lembranças ser feita na véspera deste dia.

 

Originalmente, era representado em tons da natureza, verdes ou castanhos. Quem criou a figura que conhecemos hoje foi Thomas Nast, caricaturista alemão radicado na América do Norte, no século XIX, que o desenhou a partir do poema Uma visita de São Nicolau de Clement Clarke Moore. Em baixo, deixo o poema, bastante conhecido, na sua totalidade.

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Quanto às prendas, acho que não tem lógica ser o Menino Jesus a entregar. Na realidade, penso que nuestro hermanos é que têm razão ao fazer a distribuição das prendas no dia 6 de Janeiro, dia dos Reis Magos, afinal eles é que começaram com essa mania de levarem prendas ao Menino.

 

Uma visita de São Nicolau

Era Véspera de Natal, silêncio em toda a casa,
Nem um rato se ouvia.

As meias estavam cuidadosamente penduradas na chaminé,
Na esperança da chegada em breve do Pai Natal;
As crianças estavam confortáveis nas suas camas,
Nas suas cabecinhas pairavam ainda imagens de açúcar,

A mamã e eu com os nossos gorros,
Estávamos preparados para uma boa noite de sono,
Quando, de repente se ouvi um estrondo no jardim,
Saltei da cama e corri para a janela a ver o que se passava.

Corri as cortinas com força.

A lua iluminava a neve acabada de cair, e fazia brilhar tudo em redor,
Quando, o que vêem os meus olhos?,
Um pequeno trenó puxado por oito renas e conduzido por um idoso rápido e alegre,
Percebi de imediato que só podia ser o Pai Natal.

Vieram mais rápidas que águias,
Ele assobiou e chamou as suas renas pelo nome;
Vamos, Corredora! agora, Dançarina! depressa, Empinadora e Raposa!
Rápido, Cometa! já, Cupido! agora, Trovão e Relampago!

Para o telhado, apressem-se, apressem-se,
Salte, saltem!

E como folhas secas antes do furacão, elas voaram,
Quando encontravam um obstáculo, cavalgavam pelo céu,
Voaram até ao telhado com o trenó do Pai natal carregadinho de presentes.

E então, de repente, ouvi no telhado,
Tal como tinha imaginado, os seus cascos,
E, virando-me, vi o Pai Natal a descer a chaminé.

Vinha vestido todo de peles, da cabeça aos pés,
As suas roupas estavam cheias de fuligem e cinzas;

Às costas trazia um saco cheio de brinquedos,
E parecia um vendedor ambulante abrindo a sua mala.

Os seus olhos brilhavam, o seu rosto tinha covinhas de alegria!
As bochechas estavam rosadas, o seu nariz parecia uma cereja vermelha!
A sua boca fazia um arco de alegria!
E a barba e o cabelo eram brancos como a neve.

Na boca trazia um cachimbo,
E os círculos de fumo envolviam a sua cabeça como uma coroa;
Ele tinha um rosto redondo e uma grande barriga,
Que tremia como gelatina quando ele se ria.

Ele era gordinho e roliço, um verdadeiro duende,
E eu ri-me ao vê-lo.

Um piscar de olhos e um acenar de cabeça,
Percebi que não tinha nada a temer;

Ele não disse uma palavra, e iniciou o seu trabalho,
Encheu todas as botas com imensos brinquedos.
Deu um toque no nariz, abanou a cabeça, e subiu pela chaminé;

Entrou no trenó, assobiou às suas renas,
E voou para longe.
Mas! Ainda o ouvi a exclamar, antes de desaparecer de vista,
“Feliz Natal para todos e uma santa noite”

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