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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Retiro o Que Disse

ou não retiro, não sei.

 

Declarei no outro dia que já andava com espírito natalício mas o meu espírito de Natal, é um sentimento quase infantil do Natal se estar a aproximar, é o cantarolar de músicas natalícias e a alegria de ver as cidades a ficarem decoradas e mais iluminadas.

 

Mas...ainda estamos em Novembro.

 

Quando recebo um telefonema de um tio num sábado de manhã a perguntar o que comprei para a minha mãe para ele não dar igual, eu só me apetece responder: Nada, porra, ainda estamos em Novembro.

 

Quando querem marcar um jantar de Natal a 1 de Dezembro eu penso: Mas falta quase um mês, ainda não parece Natal.

 

Quando vejo sonhos, rabanadas, bolos-reis e afins nas pastelarias e perguntam-me se não quero, desta respondo mesmo: Não. Se não quando chegar o natal já vou estar enjoada (a empregada não ficou lá muito feliz com a resposta).

 

Lamento, embora esteja em pulgas por o Natal estar a chegar, nem sequer estamos em Dezembro. Por aqui ainda não há decorações, nem prendas, nem sobremesas natalícias.

 

Em casa dos meus pais e avós sempre decorámos a casa no dia 8 de Dezembro seguindo a tradição católica portuguesa.

 

Também só começo as compras a partir daí, gosto de ter a casa atulhada o menos tempo possível (e além disso um ano em que comprei mais cedo, depois descobri coisas que tinha comprado em promoção duas semanas antes do Natal)

 

Filhós e rabanadas é mesmo fritar, com a avó e com a mãe, e comer na véspera de Natal.

 

Não gosto nada de despachar só por que tem de ser. É mesmo fazer no tempo certo se não já nada sabe a nada.

 

Hoje ainda é Novembro, amanhã logo começo a pensar nisso.

 

 

Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los

Confesso que fui uma fã tardia do Harry Potter (e o tardia é referente à minha idade ).

 

Mas falando deste novo filme com ligeiras ligações a essa saga, para começar digo já que gostei.

 

Tinha lido que era um filme negro, ao género dos últimos filmes da saga Harry Potter mas confesso que a primeira parte estava-me a deixar com sono. Muito infantil e um pouco chata (sim, pronto, se calhar eu é que já não tenho idade para ver estas coisas) mas a segunda parte foi o prometido e saí de lá agradada.

 

Confesso que quem não me convenceu foi o personagem principal, as críticas diziam que era muito mais carismático que o Harry Potter, para mim achei demasiado caricatural.

Mais do que um personagem excêntrico parecia-me alguém que de repente se ia por em posição fetal a abanar-se caso alguém falasse mais alto. Nem herói, nem anti-herói, só vi mesmo uma caricatura levada ao extremo de alguém sensível. A cena do acasalamento foi o mais exagerado.

 

De resto, o universo dos filmes do Harry Potter manteve-se embora passado num ambiente mais realista, a cidade de Nova-Iorque, e o enredo prende ao grande écrã.

 

Adorei sobretudo o casal secundário, simples mas fabulosos e os irmãos órfãos, assustadores.

 

Não tendo um livro de suporte, confesso que andei um pouco à deriva, não se percebe bem quem é aquele personagem que se revela no final e qual o peso dele naquilo tudo. Aparecem uns jornais no início para elucidar mas achei pouco para o peso que teria no final.

Também não se percebe bem o papel do magnata e dos seus dois filhos que acabam por perder toda a importância com o desenvolvimento da história.

 A única coisa que estas personagens me deram a entender é que possivelmente este filme terá sequela.

 

Contudo recomendo o filme.

 

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Obras em Lisboa

Ando há meses a praguejar, a maldizer, a ser bastante mal-educada em pensamentos devido às obras no Cais.

 

Mas...

 

esta sexta percebi as obras de Lisboa. 

 

A rua do Arsenal com passeios largos ladeados por pilares de segurança. Gosto...

 

Gosto mesmo muito .

Hoje é Dia de Sofá, Pipocas e Girls

Uma tarde de gajas a falar e a comer pipocas? Não é isso.

 

Domingo é dia de ir a casa dos pais. Para além da comida reconfortante da vovó e da mamã, nada como tirar partido da Neteflix.

 

Já imagino o sofá, a manta...e

 

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 Pipocas - Um dos gato dos meus pais que só me vê uma vez por semana mas não me larga. É sempre a minha companhia das tardes de domingo no sofá. 

 

 

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 As Girls - Finalmente acabou a contagem decrescente. Estava a ver que não . Saudades desta dupla.

Há Pessoas Com Mau Feitio Só Porque Sim

Chego-me ao pé de um quiosque com uma raspadinha de Natal na mão, daquelas grandes que dão nas vistas.

 

O dono do quiosque está a falar com um senhor, provavelmente daqueles clientes habituais que trabalham ali ao lado.

 

Ainda nem me aproximei bem e oiço:

 

- Não temos raspadinhas.

 

Penso: - Não deve estar a falar comigo, nem sequer me perguntou o que eu quero, deve ser ainda a continuação da conversa com o "amigo".

 

O outro senhor aproveita a minha chegada e vai-se embora.

 

O dono do quiosque olha para mim e diz: - Já disse que não há raspadinhas.

 

Eu: - Mas eu também não quero nenhuma raspadinha, só quero receber o que aqui está, isso pode ser, certo?

 

O homem pega na raspadinha, passa pela máquina que faz aquele barulho idiota de prémio e diz:

 

- Por acaso até tem mas podia não ter.

 

Ao que eu respondo ironicamente:

 

- Por acaso desconfiava que tinha.

 

Oh pá, a sério. Armou-se em parvo e quis ter razão até ao fim. Se calhar tenho inteligência para olhar para uma raspadinha e perceber se tenho prémio ou não.

 

P.S. Eu sei que estão curiosos, foram 25€ e só tinha comprado uma . Não ia gastar aquilo em raspadinhas outra vez.

Afastem-se de Mim Grinch

É só para informar que eu sei que ainda é Novembro mas já ando com espírito natalício.

 

E não quero conversas de ai isso é tudo comercial, ai isso é só fachada, ai isso é tudo hipocrisia, ai isso é quando o homem quer e etc.

 

ESTOU COM ESPÍRITO NATALÍCIO EM ALTA e não quero ser contrariada, pronto já disse.

 

Falta um mês 

 

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O Poder Das Coisas Que Nos Dizem

Também há cicatrizes emocionais. Ok, eu sei que não é novidade mas falo da minha.

 

Sempre tive e tenho uma excelente auto-estima. Mas aquela situação que descrevi brevemente no post anterior, do namorado que gostava de ir atirando pequenas "setas" sobre o meu corpo por não estar nos padrões de beleza dele, sei que me marcou mais do que aquilo que quero admitir.

 

Se pergunto a pessoas chegadas se me acham gorda, todas olham para mim com um ar estranho e respondem: "Porque estás a perguntar isso? És completamente normal" (e nessa altura tinha ainda menos 5 kg).

 

Pela primeira vez no outro dia contei a duas amigas o porquê da pergunta e se raramente tenho pouca dificuldade em fazer confissões, desta vez as palavras custaram a sair, por vergonha. E elas ficaram chocadas com o que ouviram e com aquilo que hoje em dia penso.

 

Tenho boa auto-estima mas esta situação fez-me ainda valorizá-la mais e perceber o porquê de haver tantas mulheres e homens que sofrem de distúrbios alimentares. O poder das palavras dos outros em nós é forte.

 

Porque em mim, o meu amor-próprio manteve-se e impediu que eu entrasse numa qualquer espiral de auto-destruição contudo comecei a achar que os outros me vêem com olhos diferentes da beleza que vejo em mim. E na realidade tenho noção que hoje em dia fujo da possibilidade de relacionamentos com medo de ser novamente avaliada e magoada. 

 

Mas a questão não foi só o aspeto físico, foi o pouco apreço, a pouca reciprocidade, a indiferença que eu aceitava.

 

Por isso, tenham noção que a agressividade psicológica nos relacionamentos pode ser quase invisível mas poderá estar lá. Desvalorização, desrespeito, rejeição também não são amor.

 

Mas a culpa foi dele? Não, foi sobretudo minha por ter aceite a situação e por ainda hoje me sentir afetada. E assusta-me que por Amor as pessoas tolerem coisas intoleráveis.

 

Agora Sou Altrugoísta

Nasci altruísta nata (sim, é uma hipérbole propositada) e até aos meus 30 e tais anos continuei assim. Era sempre a primeira defensora dos mais fracos, ajudava em tudo o que me pediam, tinha sempre atenções e fazia pequenas surpresas a todos os que me eram queridos, não sabia dizer que não.

 

E fui crescendo e tendo surpresas das pessoas. Supresas essas que só agora me começaram a vir à memória em acumulo.

Em pequena lembro-me de dividir o lanche numa saída de guias com uma companheira que se veio queixar dos pais não lhe terem arranjado nada, passado o lanche ela nunca mais me falou e uma terceira colega veio-me contar que ela andava a dizer mal de mim. Depois foram os amigos de longa data que se aproximavam sempre que precisavam mas não estiveram presentes quando mais precisei. O pseudo-namorado que queria e depois já não queria que fazia promessas para me deixar pendurada. O namorado dependente em privado mas que ia atirando "bocas" sobre o meu corpo que não era perfeito para os padrões dele e que em saídas em grupo agia como se não me conhecesse. 

 

Possivelmente haveria muitos exemplos que fui escondendo na memória. Mas na realidade acho que tenho a sorte de ter uma memória muito seletiva e de andar sempre para a frente.

 

Se estou chateada com essas pessoas? Nem um pouco. Ensinaram-me coisas importantes, fizerem-me ver a vida de outra maneira e ajudaram-me a crescer. Se vierem ter comigo terão sempre um sorriso à espera e palavras amigáveis. Se pedirem estarei  presente nas habituais situações tristes da vida.

 

Se me apetece estar com eles em tardes ou noites lânguidas a trocar lanches, confidências, piadas e silêncios como se não houvesse amanhã, a isso respondo, nem um pouco. Até porque não conseguiria, seria uma mentira e eu não as suporto.

 

Agora declaro-me Altrugoísta, continuo a gostar de tudo e de todos mas para sempre gostarei mais de mim.

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