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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Coisas Que Só Me Acontecem A Mim

Há cerca de um ano inscrevi-me num curso gratuito de iniciação à fotografia oferecido pela camara municipal. No dia do curso estava eu a preparar-me para sair quando me tocam à porta com o seguinte diálogo.

 

Eu - Quem é?

Gajo misterioso - Venho para o curso de iniciação à fotografia.

Eu -  Mas o curso não é aqui. Eu sou uma participante.

Gajo misterioso - Mas isto não é a rua...,número...e andar...?

Eu - Sim...mas o curso é lá em baixo na câmara. Não sou eu quem vai dar o curso.

Gajo misterioso - Mas a mim deram-me esta morada.

Eu - Eu também vou para o curso mas é lá em baixo, aqui é a minha casa. Quer que eu desça e lhe indique o caminho?

Gajo misterioso - Não deixe estar que vou telefonar.

 

Este diálogo foi todo a quente obviamente, 5 minutos depois enquanto descia a rua passaram-me mil e uma coisas pela cabeça. Ou o pessoal da câmara tinha enlouquecido e andaram a dar a minha morada, ou tinha havido acesso a informações privadas ou alguém andava a perseguir-me e tinha-me tocado à porta para confirmar o que eu ia fazer e desaparecido logo. 

 

Chegada à câmara confrontei a responsável pelo acontecido, ela levou a mal e quase ouve peixeirada porque a senhora elevava bastante a voz . Remeti-me ao meu silêncio e fui para a sala desconfiada de tudo e todos, o que vale é que ia com uma amiga.

 

Quando voltei para casa aquilo continuava a remexer nos meus miolos. Fui fazer umas pesquisas ao Google de uma ideia que entretanto me parecia a única explicação possível e que se confirmou...estupidamente.

 

A realidade é que temos uma loja anexada ao prédio que tem o mesmo número mas ninguém dá por ela. Os negócios sucedem-se rapidamente, são sempre a porta fechada e nunca têm indicação para a rua.

 

E sim, naquele momento a loja era um negócio na área da fotografia e coincidentemente naquele dia, à mesma hora, iam dar um curso de iniciação à fotografia. E o outro caramelo resolveu tocar para o meu andar sabe-se lá porquê.

 

E assim foi, o moço deve ter pensado que eu era louca a mandá-lo para a câmara e a querer descer para o ver e as da câmara pensaram que eu era louca com uma acusação super mirabolante.

 

Mas quais eram as probabilidade no universo de uma coisas destas contecer? Acertar no Euromilhões devia ser mais fácil.

 

Só a mim...claro que esta história deu para rir a bom rir quando desvendada 

 

 

 

 

O Post Mais Decadente Deste Blog

Estava hoje na plataforma do metro quando passei por dois moços que conversavam, no intuito de me sentar ao lado deles.

 

Foi então que um deles, enquanto sacudia alegremente as suas baquetas de bateria confessou ao outro:

 

- Estas já estiveram dentro da vagina da Tina (nome fitício não vá a moça identificar-se).

 

E pronto é tudo. Agradeço a vossa atenção e tenham uma boa tarde.

 

 

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Queria Ter Alguém À Minha Espera Num Sítio Qualquer

Há uns anos fui atraída por um pequeno livro de contos com este título (autora Anna Gavalda). Na altura queria mesmo que isso fosse verdade. Na altura sentia mesmo que isso poderia ser verdade. Mas nos últimos tempos, quando me conecto ao mundo já não sinto ninguém há minha espera em sítio nenhum.

 

Não é que seja uma sensação triste. É apenas uma sensação verdadeira. Uma sensação de realidade.

 

Houve alturas em que sentia que um dia ele iria chegar, alguém que iria preencher aquele lugar vazio ali ao lado. E houve um dia em que alguém apareceu e eu tinha a sensação de finalmente ter chegado a casa.

 

Mas pelos vistos ele não. Ou se calhar sim mas não era isso que ele queria. Nunca mais me esqueço que das últimas palavras que me disse é que ao pé de mim se sentia em segurança. Mas há quem goste de chegar a casa e há quem prefira percorrer o mundo.

 

E porquê esta minha sensação de já não conseguir sentir ninguém lá fora? É recente, não tem a ver com o fim dessa relação que já terminou há alguns anos.

 

Por isso pergunto, será que temos mesmo alguém há nossa espera?

 

Será que o meu partiu?

Será que a haver uma pessoa que nos está destinada, quando essa pessoa decide percorrer outro caminho consegue cortar de vez esta ligação?

Ou será que agora sinto mesmo a realidade de não haver ninguém?

 

Sei que dantes sentia que ele andava por aí mas agora não sinto nada. É o que eu digo. Não me sinto triste. Simplesmente não sinto nada.

Renovação

Como já referi aqui algumas vezes, consigo ser bastante contraditória. Muitas vezes passo a vida a engonhar e depois dão-me vaipes. Neste momento estou possuída pela minha "Eu" organizada.

 

Por isso esta é a semana de dedicar algumas horas a destralhar, organizar e limpar (e não vai ser só esta semana de certeza).

 

Comecei por aquilo que me dá mais gozo, a roupa .

 

Pegar peça a peça, ver aquilo que ainda está em condições de vestir pelo menos mais um ano, ver aquilo que vai mudar para a prateleira de "usar em casa" e ver aquilo que está bom para dar.

E o que é que dou. O que já não está muito novo mas ainda está em condições de ser usado, aquilo que já não gosto ou o que vai passando de ano para ano no armário mas acaba por nunca ser usado.

 

Lavar as camisolas que estão a cheirar a "guardadas" e no fim fazer uma lista das coisas que preciso comprar.

 

Sim, gosto da minha "Eu" eficiente e organizada 

 

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 Foto tirada deste site

E a Bridget?

Já não me recordo se li primeiro o livro ou se vi primeiro o filme mas confesso que rapidamente me identifiquei e ganhei carinho por esta personagem. Afinal tínhamos muito em comum. Eu andava nos 20 e tais, ela nos 30 e poucos. Vivíamos sozinhas, por vezes tínhamos uns quilos a mais, bebíamos uns cocktails a mais e sobretudo sonhávamos demais.

 

Em 2004 o caso ficou arrumado, ela ficou com o seu Mark Darcy e eu lá pelo meio conheci um Marc Darcy que afinal era um Daniel Cleaver bastante bem disfarçado. 

 

Pensava eu que ao menos ela tinha tido o seu final feliz enquanto eu me tornei uma descrente neles (nos homens e nos finais felizes subentenda-se).

 

Até que 9 anos depois, tive um choque, a autora, sadicamente, matou o Marc Darcy e tornou a Bridget Jones numa viúva com dois filhos pequenos a cargo. Não resisti a ler o 3º livro mas confesso que não guardo dele grande memória.

 

Fui apreensivamente ver o 3º filme. Já não sabia o que era pior. Se o enredo do 3º livro ou se o facto do 3º filme nada ter a ver com o livro em questão. Mas a verdade é que gostei bastante. Fartei-me de rir e mais uma vez adorei a banda sonora.

 

Confesso que me conquistaram nos primeiros minutos com a cena musical inicial.

 

Embora o fato dela continuar solteira no filme também não seja muito convincente, confesso que preferi as voltas dadas pelos autores do argumento cinematográfico.

 

Acho que quem se identificou há mais de uma década atrás com esta eterna solteirona não vai ficar decepcionado com este novo filme. 

 

Mesmo quem continuou solteira, ganhou um espírito independente e acha que mais vale só do que mal acompanhada, vai ficar uma vez mais a sonhar com um final à Bridget Jones.

 

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Cidades Coloridas

Em 1989 quando estudava num liceu em Paris, uma das paredes internas estava disponível para quem quisesse fazer grafittis. Adorava aquela parede.

 

Também recordo as pinturas murais com frases de ordem que inundaram Lisboa nos anos pós 25 de Abril.

 

Hoje em dia temos um movimento cada vez mais crescente de arte urbana e quando dei por mim, reparei que estava apaixonada em retratar essa arte que muitas vezes é efémera mas que está a colorir os edifícios degradados das cidades.

 

Ama-se ou odeia-se ou fica-se indiferente. Eu comecei a ver as ruas com mais atenção, acabando com a monotonia que já me fazia passar sem olhar.

 

E se um dia mandar construir uma casa? Será toda de uma só cor ou terá corações espalhados pelas paredes, caras a olhar para quem passa e poemas a dar a boas-vindas?

 

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Lisboa

 

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Montijo

 

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Cascais

 

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 Cascais

 

 

O Bairro

O tempo passa a correr, acho que já não ia lá há mais de um ano. Mas ontem estava com a neura e deu-me vontade de arejar a cabeça. Telefonei a uma amiga de sempre, fomos jantar fora e depois passámos pelo Bairro.

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Apetecia-me ir ao Bairro, regressar ao Alto dos vintes, o sítio que nos acolhia como se fosse a nossa segunda casa, onde nos sentávamos na rua como se as pedras do passeio fossem confortáveis sofás e partilhávamos em grupo uma garrafa qualquer. E sonhos. E ideais.

 

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Gosto de visitar os sítios míticos, passar pelo Mezcal e beber um shot, olhar para o Apolo,  entrar no Páginas Tantas, verificar se o Arroz Doce continua a dar Pontapés na...(sítio que eu cá sei).

 

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Se calhar fui procurar por mim na rua, a ver se ainda lá estava nos vintes. Na altura éramos artistas, depois passamos a académicos. Tudo era possível. É engraçado que regressei num dia em que estava com a neura dos 40, por ver o tempo a passar, sentir que tudo está estagnado e não me ver a ir a lado nenhum. 

 

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Mas na verdade eu não estava lá e o espírito do Bairro estava adormecido.

Agora parece tudo uma estância turística. Tentam-nos "vender" lugares em restaurantes falando em inglês.

Mas também era cedo porque como costumo dizer, isto de ter 40 dá muito sono, se calhar mais tarde o espírito é o mesmo. Não sei.

Se calhar quando o espírito bairrista acordou, era eu que já estava a dormir.

 

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Esqueleto no Armário

Contem-me tudo, não me escondam nada.

 

Qual foi a vossa compra desportiva cheia de empenho, que vos trazia sonhos de firmeza e elegância e que agora jaz enterrada no armário, cave, sotão, arrecadação, garagem (conforme o caso) depois de ter sido utilizada entre 1 dia a 2 semanas?

 

Começo eu. O meu esqueleto no armário (vá lá é pequeno, já ouvi mitos urbanos de monstrusidades) é este Anel de Pilates com o qual fiquei a sonhar durante meses depois de ter utilizado um numa aula de pilates. Encomendei pela net, fiquei à espera ansiosa que chegasse e me desse coxas firmes e utilizei...1 vez 

 

Já passaram anos mas ainda tenho fé que um dia o vou utilizar.

 

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