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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Me Jane

Aos 42 tornei-me radical. A minha sobrinha-afilhada fez anos dois dias depois de mim e fomos praticar arborismo no Fun Parque São João.

 

Adorei a experiência. Estamos tão concentradas no que estamos a fazer que nem temos tempo de pensar naquilo em que nos estamos a meter. É assim como a vida. Vamos superando os obstáculos concentradamente sem pensar no que vem à frente.

 

O primeiro slide, foi entre duas árvores e demorei a atirar-me mas depois ganhei gosto por aquilo. É uma excelente sensação aquele vôo deslizante.

 

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Só não engracei muito com os troncos e cordas flutuantes até porque estava um pouco de vento mas vá lá que não escorreguei em nada.

 

Fizemos dois percursos. A seguir os mais novos foram para os carros a pedais. Eu e a minha sobrinha mais velha iamos todas lampeiras para os dois percursos mais avançados quando o monitor diz: "Por aquilo que vi é melhor ficarem por aqui". E pronto...não convencemos como radicais e ficamos a meio do desafio, só a 5 metros do chão. Deve ter-nos achado muito azelhas. 

 

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Danças

Comecei este mês bastante stressada. Isto de ter resolvido participar em 6 coreografias no espetáculo final da escola de dança e andar a ensaiar uma 7ª para espetáculos posteriores, deu pano para mangas. Andei 15 dias a dormir mal. Na primeira semana passava as noites todas a sonhar com as coreografias, na segunda semana antes do espetáculo já só sonhava com o evento em si.

 

Andava cansada, enervada e não conseguia pensar em mais nada. Todos os dias repetia: "para o ano não me volto a meter nisto".

 

Qual quê. O dia finalmente chegou e foi de sonho.

 

Começou com marcação de palco às 14h, às 16h foi o ensaio corrido e às 21h começou o espetáculo. Só saímos de lá à meia-noite. Foram 10 horas não-stop. De um lado para o outro. Entra no palco, sai do palco, vai à escola buscar uma peça de roupa para ensaiar, volta para o palco, jantar, pentear, maquilhar, vestir para o espetáculo, dançar uma coreografia, ir a correr mudar de roupa, fazer outra coreografia e etc.

 

E no meio disto tudo? Os nervos no dia desapareceram misteriosamente assim que pisei o palco para as marcações. O bichinho do palco que tinha descoberto em mim em criança e que tinha entrado em coma entretanto (esteve tantos anos adormecido que já era coma) despertou. Já me tinha esquecido o quanto amo estar em cima de um palco.

 

Depois tudo foram momentos que para sempre ficarão no meu coração.

 

Uma alegria imensa.

 

Centenas de pessoas reunidas, a trabalhar e a amar o mesmo.

 

A entre-ajuda.

 

As meninas desconhecidas que num momento em que estava sentada sozinha se sentaram ao meu lado e com os olhinhos a brilhar me disseram: "Gostamos muito da tua dança" e depois saíram a correr maravilhadas por me terem dito aquilo, pareceram-me uma mensagem dos anjos.

 

O professor de contemporâneo que chorou a agradecer-nos o trabalho realizado o ano inteiro e depois nos deu chocolates.

 

O abraço da minha sobrinha afilhada no final, que tal como eu não se sabe exprimir em palavras mas depois dá um abraço que significa tudo.

 

O agradecimento pela felicidade e palavras de quem me foi ver.

 

Todos os que me felicitaram no dia e nos dias seguintes por ter tido coragem de ter entrado em tantas coreografias. Sevilhanas, Afro jazz, Bollywood, Fusão Tribal Oriental, Contemporâneo e Flamenco. 

 

E ontem participei na coreografia de Sevilhanas Leques noutra escola. 

 

Agora claro que já não quero outra coisa.

 

Foto minha trajada de Sevilhana, depois de amanhã à meia-noite em ponto, por uma boa causa .

Há Gajas e Gajas

Há uns poucos anos atrás na empresa onde eu trabalhava, havia uma colega que foi "carinhosamente" (e invejosamente, diga-se a verdade) apelidada por mim de "Caga Creme".

 

E isto porquê? Era uma daquelas mulheres, altas, elegantes, sempre bem vestidas, com uma voz melodiosa e um cargo alto na empresa. Cheguei a apanhá-la duas ou três vezes na casa de banho onde ela ficava trancada longos minutos. A primeira vez que entrei a seguir a ela já ia preparada, pensando que aquela longa permanência na casa de banho, significasse que a mesma iria estar empestada com os odores característicos de tamanha espera.

Mas não...entrei, e a casa de banho cheirava maravilhosamente a algo parecido com creme corporal. E o mesmo da 2ª e da 3ª vez. Por isso cheguei à conclusão que aquela perfeita criatura, ao contrário das gajas normais, só poderia cagar (desculpem o termo) creme.

(Obviamente que só usei este "nome" com os colegas amigos chegados e mesmo assim fiquei cheia de remorsos porque a moça era super simpática e embora não me conhecesse de lado nenhum cumprimentava-me sempre bem).

 

Hoje em dia, passadas as semanas de ensaios, de suor, cansaço e nódoas negras, voltaram à escola de dança as aves raras que tinham desaparecido quando andávamos a trabalhar duro para o espetáculo final. Já nem me lembrava delas e confesso que me provocam um instinto animalesco de defesa de território.

Nós estamos todas rebentadas, cheias de calos, com olheiras até aos pés, despenteadas, com a roupa já bastante usada. Elas aparecem lindas, flutuantes, maquilhadas e com ar descansado nas aulas mais sensuais, com a roupita ainda nova e colada ao corpo.

E no final da aula, há quem sue que nem uma porca e há quem tenha apenas umas gotitas de suor a embelezar o corpo.

 

É. Há as mulheres perfeitas e há o meu grupo... as gajas que põem as casas de banho a cheirar mal, que têm olheiras, estão sempre desalinhadas, suam, ganham calos, não acertam com o risco do eyeliner, e por mais que dancem não perde a barriguinha e as coxas. 

 

Mas depois tento-me desculpar assim:

 

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Coisas Que Me Dizem#4

Passada a gala de final de ano da minha escola de dança (da qual irei escrever brevemente) dizia a minha mãe sobre a minhas sobrinhas (dançarinas de hip-hop) que estão a passar por um ambiente familiar um pouco complicado:

 

- Ainda bem que andas na dança e que as miúdas te foram ver. Podem ter um bom exemplo dos adultos. Também és maluca mas assim podem ver que é possível ser maluco de uma forma saudável.

 

E pronto...afinal sirvo de modelo para alguém. Sou a tia louca saudável

 

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Lugar

Cheguei nestes dias à conclusão que nunca há um lugar vago para mim.

 

Seja a nível de possiveis relacionamentos ou dos lugares onde gostaria de trabalhar, quando chego os lugares que gostaria de ocupar já estão preenchidos.

 

Ponho-me a olhar para o futuro e pergunto-me se haverá algum lugar com a placa a dizer "reservado" à minha espera.

 

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10 Factos Sobre Mim Na Hora da Refeição - Desafio

A doce Rute do Blog A Nossa Vida desafiou-me para falar dos meus hábitos alimentares.

 

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 Ilustração de Gretchen Roers

 

1 - Cerca de 80% das minhas refeições são vegetarianas, quase 100% em casa.

 

2 - Mas como podem ler no post anterior tenho uma paranóia por sardinhas. Uma sardinha assada gorda a molhar o pão é um dos meus petiscos preferidos.

 

3 - Em casa dos meus pais e avós nunca temperamos as saladas com sal, por isso saladas com sal ou demasiado azeite ou vinagre, são incomestíveis para mim.

 

4 - E por falar em incomestível em criança não comia cogumelos, polvo, lulas, chocos, iscas. Hoje gosto de todos estes alimentos menos as iscas. 

 

5 - Dentro daqueles alimentos que os portugueses se babam todos e eu digo "ok, come-se mas não é assim tão interessante", são o arroz de pato, e os pastéis de nata. Dentro daqueles alimentos que os portugueses se babam todos mas na minha boca não entram são o leitão e, o cheese cake e a baba de camelo.

 

6 - A nível de bebidas para acompanhar a refeição ou não bebo nada, ou bebo um pouco de vinho tinto, cerveja (no tempo quente) ou chá. 

 

7 - Não consigo comer fruta fora da sua época. 

 

8 - Dizem que em criança eu era "um problema" para comer e que logo em bébé enjoei o leite. Eu acho que é um mito urbano. Grande parte da minhas memórias de criança envolvem comida no bom sentido.

 

9 - Depois de ter estado 21 dias sem comer açúcar, relatei aqui no blog, e de me ter habituado a fazer doces e bolos com geleia de arroz a minha intolerância ao açúcar aumentou. Se antigamente gozava com as meninas que nos restaurantes perguntavam se alguém queria dividir a sobremesa com elas, hoje em dia nem sequer tenho desejos de sobremesas. Umas duas vezes por ano como um palmier coberto com bom doce de ovos, é dos poucos bolos de pastelaria que ainda me apetecem.

 

10 - Mas gostava que me acontecesse o mesmo com os salgados, os meus apetites sempre foram por batatas fritas e outros fritos estaladiços mas confesso que desde que sigo uma alimentação mais equilibrada e saudável, até estes desejos estão a desaparecer.

 

E agora as vítimas comilonas (caso ainda não tenham respondido):

 

Alexandra

A Dessarumada

Andy

Carolina

Sou Mais Eu

 

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