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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

E Por Falar em Regina

Há uns poucos anos conheci um senhor que tinha trabalhado na fábrica nos seus tempos áureos.

Por aquilo que ele me contou o fabrico era artesanal, o ambiente era como se fosse uma grande família e no Natal vinham carregados de chocolates para casa.

 

Durante décadas foi a marca preferida pelos portugueses. Acho que para a época eles eram incríveis a nível de variedade e originalidade.

 

Depois já na década de 90 por má gestão dos herdeiros (disse-me o senhor) e marcas competitivas (a história oficial), a fábrica foi comprada pela Imperial e o processo passou a ser mecânico.

 

Na minha opinião, novas tecnologias (apregoadas pela imperial) e chocolate é algo não compatível. Os chocolates de hoje em dia não têm o mesmo sabor e confesso que já na altura não gostava dos chocolates da marca imperial.

 

Para mim compraram a marca mas não a qualidade.

 

Por aquilo que vi na net, a fábrica foi inaugurada em 1928 e a Regina era a única filha dos donos.

 

Normalmente comprava os meus em mercearias ou leitarias.

 

Estes eram os que tinham a embalagem mais fofa.

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E não sei porquê fico nostálgica a olhar para esta embalagem.

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Este era o preferido do meu irmão mas eu nunca fui grande fã, tenho a sensação que tinha algumas passas, coisa de que nunca gostei. E a ideia de comer chocolate com pão nunca me agradou (também nunca gostei de Tulicreme, de Nutella ou de croissants com chocolate)

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 E estes também foram do meu tempo

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É difícil encontrar na net imagens das embalagens originais. 

 

Quanto aos de sabores que na altura existiam em formato grande e em barras pequenas, o meu preferido sempre foi o de ananás, ainda hoje acho que é o que tem um sabor mais semelhante.

 

As sombrinhas sempre foram a minha perdição pelo formato.

 

E sempre adorei as barras vermelhas porque tinham pequenos pedaços de amêndoa.

 

Para além das imensas figuras de Natal com que enfeitávamos a árvore, lembro-me de umas barras pequenas e espalmadas com papel azul que tinham recheio e de um rolo que tinha pequenos chocolates lá dentro.

 

Já fora da Regina também adorava cigarros de chocolate, mais pelo formato que enganava bem.

 

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Caminhadas#4

Cascais - Cabo Raso e volta - Cerca de 14000m

 

Desta vez senti a caminhada no corpo e os meus pés ainda mais.

 

Mas estas fotos não conseguem minimamente transmitir o que se sente quando se chega ao Cabo Raso. A beleza e o ar que se respira são indescritíveis.

 

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Regina Há 40 Anos Que Você e Eu Temos Um Caso de Amor

Há 40 anos que você alegra meu coração.

 

Eu que não sou mulher de doces, não sei porquê estava para aqui quase a subir às paredes com vontade de comer açúcar. 

 

Como nem uma única bolachinha tenho em casa, já estava a ponderar se iria atacar um resto de açúcar que tenho para ali ou se me ia besuntar com geleia de arroz.

 

Mas como nem uma, nem outra opção me agradavam lá muito (e não iam acontecer) fui ao cesto vazio dos chocolates por descargo de consciência e não é que...ou meu Deus...que emoção...estava lá isto

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assim, pequenino no fundo do cestinho. Tinha comprado no outro dia e tinha-me esquecido. Hoje é a minha noite de sorte 

 

Caminhadas#3

Algés - Belém- Alcântara e volta - Cerca de 10.000m

 

Esta foi uma caminhada um pouco diferente dado ter ido acompanhada. Resultado, a pedalada das companheiras era um pouco lenta para o meu ritmo, em Alcântara fomos comer pizza e na volta acabei por as abandonar porque precisava de exercício a sério.

 

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 É certo e sabido que este passeio passa por alguns dos mais belos monumentos de Lisboa

 

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 A Torre de Belém

 

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Jardim Japonês

 

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 Uma misteriosa embarcação atravessa o Tejo

 

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As Docas

 

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Arte Urbana na Estação de Alcântara-Mar

 

 

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 Feita por um grupo de voluntários

 

 

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Adoro este restaurante no Lx Factory

 

 

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Adoro o que fizeram com esta zona

 

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Mais um pormenor do Lx Factory

 

 

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 O Restaurante

 

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E a pizza antes da volta em passo acelerado para desmoer

Mulher Adorno

Não sei como é que em pleno século XXI ainda é possível utilizarem a imagem da mulher desta forma. Como um enfeite a um qualquer programa de TV ou um qualquer desporto.

 

A mim faz-me confusão e acho um desrespeito à mulher. Mas se calhar sou só eu a pensar assim.

 

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Cozinhar Não É Um Serviço... É Um Modo De Amar os Outros...

diz Mia Couto.

 

Eu não sou mulher de palavras

Não sou mulher de abraço fácil

Não sou mulher de beijinhos sempre na boca

 

Sou mulher de atenções

De gestos que valem mais que mil palavras

De cuidar

De nutrir

 

Se forem pessoas que só ligam ao que sai da boca para fora não vão dar por mim.

Não vou dizer o quanto vos amo.

Não vou valorizar o que fiz por vocês.

 

Vou passar por uma loja, reparar naquilo que sei que vai agradar e vou comprar para oferecer.

Vou saber a hora em que vão chegar cansados, tristes, com fome de comida e de atenção e vou vos encher.

 

Irá comida para a mesa,

bebida para os copos ou chávenas,

e ouvirei mais uma vez aquela conversa que até vocês já sabem que não irá dar a lado nenhum.

 

Sairão a rir e de barriga cheia.

 

Andou para aí a correr o boato que sou boa cozinheira.

Mas não sou.

Não sei pontos de cozedura da carne, 

raramente acerto no peixe,

e de certeza que cozo demais o arroz e a massa,

 

Gosto de cozinhar,

sou fã de livros de culinária,

tenho um vasto conhecimento de ingredientes,

mas na cozinha não consigo por técnica, só amor.

 

Se raramente consigo meditar pelos métodos convencionais,

já dei por mim a mudar de estado de espírito ao cozinhar.

Costumo dizer que cozinhar é a minha meditação.

 

A nível de paixão, sexo e cozinha para mim andam a par. 

Cozinhar e comer podem ser actos bastante eróticos, já o descreveu tão bem Isabel Allende no seu livro Afrodite.

Das coisas que mais me enchem de alegria é cozinhar para o homem que amo.

 

Mas confesso que também já passei grandes momentos de alegria a cozinhar só para mim.

 

Cozinhar é assim para mim, um grande acto de amor em todos os sentidos.

 

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