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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

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O Lado B da Vida

Coisas Que Me Dizem#4 - Ou o Dia Em Que Casei Sem Saber

Diálogo:

Gajo - Sabes, estive a pensar muito bem e isto entre nós nunca iria dar certo. 

As nossas famílias conhecem-se há muito tempo e mais tarde ou mais cedo iam acabar por interferir na relação. Iam andar sempre enfiados lá em casa a meter-se em tudo. Por isso é melhor não haver nada entre nós.

 

Miss Ana

 

Contexto:

Este interessante monólogo (que foi um pouco mais extenso) foi declarado por um amigo pelo qual nunca senti uma gota de atração e muito menos ponderei sequer ter uma relação.

 

Conclusão

Esta foi a relação mais curta da minha vida, só durou alguns segundos mas começou, tivemos casa e terminou. Mas a culpa foi da família, eu não tive nada a ver com isto .

Eu vou...

Quando fomos apresentadas apesar da diferença de idades, eu devia andar pelos 4 e tu pelos 48 foi amor à primeira vista. 

 

Chegaste assim, carregadinha de livros, coisa que eu adorava mas na realidade gostava de ti também por outras razões. O encontro era sempre ao ar livre, por entre barraquinhas de madeira e eu ali andava cima-abaixo na avenida, por entre o sol e a sombra ou a rebolar na relva.

 

Muitas vezes o nosso encontro era no dia 1 de Junho, dia de festa para mim e para o meu irmão. Os nossos presentes deste dia tão especial eram os livros que tu trazias em ti, vinham parar às nossas mãos dentro de sacos onde sabíamos que haveria mais surpresas, mais um livro de oferta, um bloco, um marcador para as leituras.

 

Cheiravas sempre tão bem, perfume de livros novos, de pipocas estaladiças, das primeiras farturas do ano. Adorava também as tuas cores, as cores das tuas barraquinhas, dos livros que as recheavam, dos balões coloridos que vinham connosco para casa.

 

E a tua amiga Alice Vieira estava lá muitas vezes à minha espera, para autografar as suas obras que eu me deliciava mais tarde a ler. Ainda há poucos anos nos cruzamos, ela perguntou-me "então diga-me lá o nome da criança para quem é o livro" ao que eu respondi "não há criança nenhuma, o livro é para mim e chamo-me Ana (deixei o Miss de lado), "Acho muito bem" disse-me ela por sua vez.

 

E são estas algumas das recordações da nossa história de amor mas confesso ainda que não gostei daqueles anos em que parecia que te estavam a tentar matar. Mudaram-te de sítio, puseram-te em ruas direitas onde não podias brilhar em todo o teu esplendor, já não tinhas aquela tua característica altaneira. Saiste do parque real para uma praça comercial e já não tinhas o Marquês a guardar-te com a ajuda do seu leão.

Depois devolveram-te ao sítio mas quiseram que aparecesses na época das chuvas. Parecias triste, tão triste.

 

Mas agora aos 85 anos voltas assim esplendorosa. Dizem que nunca foste tão grande.

 

Espera por mim. Dentro de umas horas irei fazer-te uma visita. Vai misturando o açúcar com a canela para as farturas.

 

Até já.

 

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Consultório Sexual

Depois de aberta esta rubrica, a Lady Mary e a Miss Ana já receberam centenas de e-missivas que já foram pessoalmente respondidas.

 

Não podemos contudo deixar de destacar, esta preocupação tão actual vinda da parte de uma querida correspondente cuja privacidade do nome vamos guardar, utilizando aqui apenas um diminuitivo.

 

Então a nossa hipotética Cris, perguntou-nos:

 

"Pronto, aqui vai o primeiro problema: será que tendo sexo virtual me pode fazer engravidar??? Por favor ajuda-me!!!"

 

Esta resposta foi dada por Miss Ana:

 

Pois, ora aí está uma questão bastante pertinente.

Mas pelas elaboradas pesquisas que efetuei as possibilidades de isso acontecer são menores do que quando se senta num banco quente de um transporte público.

Por isso não se preocupe e continue a prevaricar virtualmente à vontade.

Mas para não ficar a pensar nisso use como proteção um daqueles protectores de ecrã muito usados na década de 80, os de tonalidade azul são os mais fiáveis.

 

 

O Quiosque da Minha Infância

O quiosque vermelho do senhor Barata podia ser só um quiosque à esquina da rua mas a verdade é que ficou como um grande marco da minha infância.

 

Foi ali que demos os primeiros passos consumistas, era ali que os nossos desejos eram satisfeitos. Era pequeno mas era um mundo para nós.

 

Assim que os nossos pais nos davam uns trocos de semanada eu e o meu irmão corríamos até ao senhor Barata. Cadernetas de cromos, os cromos e nos primeiros tempos a cola para os colarmos, Kalkitos, pastilhas Gorilas, chupa-chupas, caramelos, gelados Olá, revistas do Tio Patinhas e companhia, a turma da Mónica e da Luluzinha, os super-heróis da Marvel, a Bravo recheada de posters e de palavras incompreensíveis e claro a simpatia do senhor Barata e da sua mulher estavam ali a aguardar por nós.

Saiamos sempre de lá de sorriso no rosto, mãos cheias e bochechas a mastigar.

 

Hoje voltei ao quiosque, há anos que não punha lá os pés. O senhor Barata há muito que se foi e o quiosque mudou de cor. Guardou o mesmo nome mas fartou-se de crescer, agora até tem uma micro-esplanada.

Aproximei-me com expectativa, ia só comprar uma revista mas pensei que não ia resistir a comprar mais qualquer coisinha.

Cheguei lá, olhei e olhei, mas só vi algumas revistas que não me diziam nada, duas grandes prateleiras com tabaco,uma máquina de café e uma prateleira com bolos.

 

Já não tem o cheiro de quiosque, de jornais e revistas, de sonhos e de expectativas. Os risos agora são adultos, já não tem cores para apelar crianças.

 

Da minha infância já só resta o nome e a arca congeladora dos gelados da Olá.

 

SEXO

Já que como podem ver este é o termo de pesquisa em lugar cimeiro no meu blog nestes últimos dias, eu, a nível humano e a Lady Mary, a nivel felino estamos a pensar inaugurar um consultório sobre o tema.

 

Há dúvidas para começar?

 

Lamento continuar a não saber fazer pantufas a partir de aparas de cobertor.

 

E as melhoras para o gato que não para de se babar.

 

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Jorge Palma e as Rosas

Um daqueles acontecimentos destacados na Tag/Desafio do verdadeiro e falso foi a suposta história de eu ter oferecido rosas ao Jorge Palma.

 

E a história, que era verdadeira, é esta:

 

Durante anos, tive um ódio de estimação a este cantor. Embirrava com o senhor sem saber o porquê. Até que um dia fui a um concerto, daqueles em que ficava sempre na fila da frente, Xutos, provavelmente e o Jorge Palma era um dos convidados do grupo. Sei que pessoalmente o achei tão mas tão simpático que a partir daí me apaixonei por ele.

 

Comprei quase todos os Cd's, comecei a ir aos concertos e um dia, num daqueles festivais académicos, virei-me para uma prima que vinha ao concerto comigo e disse-lhe: "Já sei, vamos comprar rosas e depois mandamos para o palco". A minha prima adorou a ideia e assim fizemos.

Quem não gostou muito foi o Jorge Palma, ficou super sem jeito e sem coragem para ir buscar as rosas, o público delirou com o nosso gesto e obrigou-o a dedicar-nos a canção seguinte que por acaso era a "Maçã de Junho" a minha música preferida dele.

 

A história podia ter ficado por aqui. Só que passados uns meses, possívelmente até um ou dois anos, já não me lembro bem, estava eu muito descansada assistir a um concerto dos Rio Grande, quando o Tim se sai com esta: "E agora vamos chamar ao palco o único de nós a quem já ofereceram rosas", e lá entra o Jorge Palma com aquele ar de "Eu vou-te matar de estares a contar isto em público" e claro a malta toda a rir-se. 

 

E embora ninguém soubesse que eu ali estava e as pessoas ao meu lado não soubessem da história juro que fiquei tão que só queria  para me enfiar.

 

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 Foto Aqui

De Tudo Um Pouco

Ora aqui está então o desafio em falta, para o qual foi desafiada pelas colegas de blog sapo, Mom SandraPequenos EncantosSou Mais EuAs Minhas Aventuras.

 

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1. Qual o seu estilo de música preferido?

Celta e toda a World Music no geral (adoro a coleção Putumayo), jazz sobretudo o mais clássico.

 

2. Que peça de roupa é a sua preferida do momento?

Embora continue muito ligada às calças de ganga sobretudo por serem práticas, ando cheia de vontade de adoptar um look de vestidos.

 

3. Qual dos seus vernizes são mais divos?

Só nos pés no tempo das sandálias, porque nas mãos estragam facilmente. Sempre vermelhos ou rosas.

 

4. Shorts ou saia, e porquê?

Saia. Nunca uso calções.

 

5. Cabelo liso ou encaracolado?

Ao natural, liso com jeitos.

 

6. Salto ou Sapatilha?

Ténis e sandálias.

 

7. Brigadeiro ou sorvete?

Sorvete como mais vezes, mas claro que também gosto de brigadeiros.

 

8. Doce ou Salgado?

Salgado

 

9. Como você define seu estilo?

A caminhar para o étnico.

  

10. Você é do tipo de mulher consumista ou só compra o básico?

Só gasto o que tenho. Nada de exageros.

 

11. Você se considera vaidosa? 

Na minha mente muito, na prática pouco.

No outro dia fui a um batizado e só quando lá estava lembrei que me tinha esquecido de maquilhar.

 

Não desafio ninguém porque acho que já quase todos fizeram este desafio.

 

Lisboa Grátis No Fim De Semana

Para começar a temperatura vai rondar os 30º graus por isso a praia é sempre uma bela opção.

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Também para bronzear ou procurar uma bela sombra, a proposta é para um lanche pic-nic a ouvir o Meo Out Jazz. Sempre às 17.00, sábado no Corredor Verde de Monsanto, domingo nos jardins da Torre de Belém.

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Para quem preferir a frescura dos museus e não se importar com a confusão. Se quiser ser dos primeiros a dizer "eu já fui" ou apenas para não pagar os 8 euros futuros, nada como ir ao fim-de-semana inaugural do tão esperado como polémico novo Museu dos Coches.

 

Com desfiles equestres, de algumas carruagens e de automóveis clássicos, podem  saber os horários aqui.

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Foto

 

Também em Belém, a exposição "O Olhar do Coleccionador", onde se podem ver peças da coleção de Joe Berardo que não eram exposta há muito tempo.

O destaque vai para este pano de cena da Flauta Mágica de Mozart de Wallace K. Harrison que inaugurou a Metropolitan Opera de New York em1965.

É uma peça de linho de Marc Chagall, com 23,5m de altura e 13m5 de largura.

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 Foto DN

 

Depois da fantástica exposição que o MUDE nos deu de Matrix a Bela Adormecida, temos agora 16 vestidos Christian Lacroix.

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Vida de Café e a 2ª Pessoa do Plural

Hoje à tarde apeteceu-me ir lanchar a uma pastelaria. 

 

Sentei-me a uma mesa, num canto ao pé de uma janela ensolarada e enquanto lá estava sentada a apreciar o momento com calma, a comer devagar, a ler um livro, depois uma revista e a sentir-me bem com aquele solzinho que aquecia e contrastava com o vento frio da rua, lembrei-me que há uns anos atrás era frequente ouvir as pessoas mais velhas a "classificarem" terceiros com o facto destes fazerem ou não "vida de café".

 

"Vida de café" era uma expressão que classificava aquelas pessoas que gostavam de socializar, conheciam tudo e todos, e todos os mexericos da vizinhança. Passavam horas no café a falar com quem aparecesse ao contrário daqueles que se limitavam a falar só com um ou outro vizinho do prédio e passavam o dia em casa ocupados com a casa e a família.

 

E perguntei-me será que ainda alguém usa esta expressão? Tive saudades dela: "Vida de Café". Uma palavra a cheirar a outros tempos.

 

À saída, enquanto pagava, apanhei a conversa que o do dono da pastelaria estava a ter com os seus filhos. 

 

Os filhos, na casa dos 20 ou menos, diziam ao pai em português novo acordo ortográfico: "A gente vai conseguir ir".

 

Enquanto o pai, com o seu português de pedra e cal, dizia:

 

- Mas a que horas costumais jantar?

- Então se jantais às 19h30, ireis conseguir sair às 20h. E às 20h30 conseguireis estar no concerto.

 

E assim fiquei feliz por a minha pergunta do outro dia ter sido respondida. Sim, ainda há quem utilize esta conjugação.

Acho que vou passar a fazer vida de café mas para a próxima escolherei uma mesa na fila da frente só para reaprender a 2ª pessoa do plural.

 

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