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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Haverá Sangue

Se já aqui disse que a minha família e a minha infância tiveram algo de "Casa dos Espíritos" fiquei recentemente a saber que tenho outros genes estranhos dentro de mim.

 

Desde pequena que sei que a minha família nortenha é conhecida com os "da gata".

Dado que todos se lembram do meu bisavô rodeado de gatos, por gostar muito dos bichanos, sempre dissemos que a nossa predileção por estes animais vinha daí.

 

Era giro e fofo não era? Mas não.

 

Recentemente veio a minha avó com uma conversa: "Ah e tal que isso não é nada assim. Ainda no outro dia falei ao telefone com uma sobrinha minha e estivemos a relembrar as histórias do meu avô." (ou seja o pai do tal senhor que adorava gatos e meu trisavô)." É que ele matou um gato da vizinhança mas também um homem por questões de terra e de água (século XIX)".

Agora resta apurar se o nome vem do assassinato do gato ou do facto de dizerem que o tal homem que morreu é que tinha esse apelido.

 

Ora toma. Se um lado da minha família lhe dá para a vidência, no outro temos um assassino.

 

Eu bem me parecia que no outro dia em que estava com a telha ter visto dois filmes do Quentin Tarentino de seguida era estranho. Isto devia ser algum gene do meu bisavô que estava agitado.

 

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Da escrita e da tristeza

Escrevo mais facilmente quando estou triste, desanimada ou a sentir-me perdida.

 

Tenho necessidade de ir ao fundo de mim buscar as emoções e trazê-las cá para fora para ver se as compreendo.

 

Então escrevo. Escrevo sem parar. As emoções a virem cá para cima e eu a agarrá-las e a colá-las num papel.

 

Depois olho para elas e elas olham para mim a ver se conseguem entrar novamente lá para dentro. Mas eu fico ali a dissecá-las. 

 

Então ponho fim às que já não me servem, normalmente com gargalhadas daquelas que damos quando já nem nós nos podemos ouvir a lamentar sempre das mesmas coisas.

 

Há quem diga que a melhor maneira de acabar com as nossos lamentos e tristezas é irmos para a frente de um espelho chorar ou falar dos nossos problemas. Dizem que não dura muito. Que passado uns minutos nos estamos a rir na nossa triste figura. Nunca tentei. Mas acredito que sim. Só a imagem já me dá vontade de rir.

 

As outras emoções, aquelas das quais ainda não tenho coragem para me desfazer voltam lá para dentro e ficam lá guardadas num cantinho do meu coração em estado comatoso.

 

E sigo em frente. O sol volta a sorrir. A esperança volta a brilhar. 

 

Até um dia, em que uma música, uma leitura, uma cena de um qualquer filme, um sonho, volta a despertar as emoções e eu volto a escrever e rescrever. 

 

E a vocês? Quel é o estado de espírito que mais vos inspira a escrita?

 

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O Cabaz da Melancolia

Não sei se foi por ontem ter adormecido tarde, por estar sem sono e com a cabeça a mil de ideias criativas a fluírem e por consequentemente hoje ter acordado tarde mas...sinto-me...estranha. 

 

Diria que melancólica. É um daqueles dias que parece que ando a vaguear e com desejos de ter um namorado só para ir passear, apanhar sol para algum lado.

 

Ora como não tenho namorado que me leve, não conduzo e não me apetece ir lá para baixo para a praia porque aquilo deve estar a abarrotar de gente a passear à beira mar, saí para ir fazer compras.

 

E vou para lojas de roupa e perfumarias como qualquer mulher normal? Não. 

 

Vou para lojas de comida regional.

 

E aqui está o cabaz da melancolia logo para o jantar. Ovos do campo mexidos com espargos alentejanos. Uma salada de fruta de banana da Madeira e morangos também alentejanos e ainda um mini-folar e ovinhos da Páscoa com ar caseiro que provavelmente vão ser regados com um cálice do Porto.

 

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 Podia ser pior, certo? Nem me porto muito mal. Só um bocadinho.

Em Nome de Um Sonho II

Bom Dia a Lizzie Bennet Author está empenhada no seu sonho de voltar a estudar e tirar o seu curso superior.

 

Para a apoiar e participar no seu sonho, podem comprar uma das caixas ou moldura pintadas por ela ou os seus livros que ela está a vender em 2ª mão.

 

Eu já tenho os meus.

 

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 Para rechear com amêndoas e oferecer na Páscoa esta caixa tão primaveril

 

Vejam o resto do seu trabalho e livros à venda no site em cima indicado.

Desafio Musical Para Bloggers do Sapo

Ora parece que andamos numa onde de desafios por isso aqui fica mais um vindo de Marta - O meu canto.

 

5 músicas que me deixam triste

Não há nenhuma música que me deixe triste. Mas há músicas que se estou em estado melancólico vou buscar para serem a banda sonora que me ajuda a afundar ainda mais. 

Sabe bem curtir um estado melancólico profundamente de vez enquando.

 

En El Ultimo Trago - Já cantada por muitos mas escolho por exemplo a versão de Concha Buika. Fala sobre o facto de andarmos sempre a cair nos mesmos erros e a chorar pelas mesmas coisas.

Noches de Boemia - Navajita Platea - Fala de amores enganadores

Sufre Como Yo - Albert Pla - Uma música de alguém que quer que o amor que o maltratou sofra tanto como ele está a sofrer.

O Que Foi Que Aconteceu - Ana Moura - Fala de uma amor que parecia que tinha tudo para dar certo mas não deu.

Voltar - Rodrigo Leão - Fala da vontade de voltar para alguém

 

Só a língua portuguesa e a espanhola para expressar a melancolia máxima

 

5 músicas que me alegram

 

Because I Got High - Afroman - A letra mais cómica de sempre

Velha e Louca - Mallu Magalhães - Porque me sinto assim

Desfado - Ana Moura - Porque fala de mim

Rudolph The Red Nosed Reindeer - A música natalícia mais alegre de sempre

Can't keep my eyes off you - Porque me sinto apaixonada sempre que a oiço mesmo que não esteja a pensar em ninguém.

 

5 músicas que me dão vontade de dançar

 

Bailando - Enrique Iglesias

On The Floor - Jennifer Lopez

Rabiosa - Shakira

Nowhere Fast - Banda Sonora do Street of Fire com diane Lane - Dá-me sobretudo vontade de começar a correr e não parar.

What a Feeling - Irene Cara

 

5 músicas que me fazem sonhar

 

One Day Like This - Elbow - Quando gostaria de ter alguém especial me cantasse esta música. 

First Of The Gang To Die - Morissey - Quando ando com a vontade de viver uma aventura estilo Bonnie and Clyde

Gitana - Shakira. Quando me apetece partir pelo mundo sozinha

Primavera - The Gift - Quando me apetece sonhar com um amor de sábado à noite

Lofe Of My Life - Queen - O título diz tudo

 

 

 5 músicas que me marcaram

 

Don't Cry for Me, Argentina - Evita - Lembro-me de ter sido o meu primeiro contacto com um musical, era muito pequena e fiquei abismada com grandiosidade daquela canção.

Remember My Name - Irene Cara -  Porque cresci a querer fazer parte desta escola

Contentores - Xutos e Pontapés - Por ter sido a primeira música que conheci desta banda de eleição.

Ok! Do you want something simple?  - The Gift - Porque quando a ouvi, primeiro ri-me com a loucura daquilo, no fim já me tinha apaixonado completamente pela música e pelo grupo. Mais tarde quando os ouvi ao vivo pela primeira vez, num concerto grátis numa pequena sala, chorei pela primeira vez de emoção ao ouvir uma música.

 

E não me lembro de mais nenhuma assim de repente

 

E as vossas, quais são?

 

Cris - Porque já tens postado músicas nos teus blogs

MãeJust Mom,  M*Sou Mais Eu - As minhas vítimas preferidas de desafios 

Igualdade Entre Sexos Vs Desigualdade do Cavalheirismo

Para lá da questão de igualdade de direitos a nível salarial, a nível político, tradições religiosas e à não violência, confesso que me derreto toda com a desigualdade cavalheiresca.

 

Adoro quando um homem me dá prioridade de passagem, me abre e fecha a porta do carro, me puxa a cadeira para eu me sentar num restaurante, se oferece para carregar os sacos, me oferece o casaco num dia frio (nunca tenho coragem de aceitar), me dá a mão numa descida complicada ou se oferece para pagar a conta.

 

Achei amoroso quando já por duas vezes, dois senhores idosos, daqueles que mesmo reformados ainda vestem fato me cederam o lugar no autocarro. Assim como outros da mesma idade que calharam a dizer uma asneira num sítio público e se desfizeram logo em mil desculpas porque "não tinham reparado que estava ali uma senhora".

 

O meu curso de história foi o paraíso, não sei se era por terem uma mentalidade clássica mas os meus colegas para além de nos deixarem entrar em primeiro nas salas, tinham o hábito de vez enquanto de nos cumprimentar com um beija-mão e oferecer flores nos jantares, chegava a sair com duas ou três rosas nestas noites de convívio.

 

Eu sei. Sou old fashion mas o meu ego feminino fica tão feliz com estas atenções.

 

P.S. E já agora que o assunto de hoje é o chocolate, bem que me podia aparecer um senhor aí à porta a oferecer-me uma caixa deles .

 

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Amor Adolescente

Era uma vez uma menina que aos 15 anos foi viver para um país estrangeiro.

 

Nesse país foi para uma escola  onde estudavam também alguns meninos da sua nacionalidade.

 

E no meio do recreio começou a reparar num menino que estava sempre sozinho e começou-lhe a achar graça.

Mas a menina era muito tímida e não tinha coragem para ir falar com ele. Então limitava-se a olhar para o menino e a andar aos risinhos com as suas amigas tão tímidas e tontinhas como ela.

 

A única coisa que faziam, era à hora do almoço quando não estava ninguém a ver, enfiarem-se na secretaria para irem aos livros de ponto ver os nomes completos dos seus apaixonados e as suas datas de nascimento. Depois faziam contas para verem se os astros estariam de feição para abençoar aqueles namoros platónicos.

 

Também costumavam roubar os números de telefone para ligar aos pretensos namorados só para ouvir a sua voz e desligarem mais uma vez aos risinhos.

 

O tempo foi correndo, a menina voltou ao seu país e quase 25 anos se passaram.

 

Um dia a menina, agora mulher, estava no seu trabalho, a fazer recrutamento quando abriu um currículo que lhe provocou outra vez uns risinhos histéricos.

 

Desta vez telefonou ao menino de verdade.

 

No dia em que o menino ia fazer a entrevista, que não seria com ela, foi vê-lo chegar. E passados quase 25 anos a borboletas voltaram a voar na sua barriga. Ali estava ele. Quase na mesma e a sorrir.

 

A menina mulher voltou para o pé dos seus colegas, que entretanto já estavam ao corrente da história, vermelha que nem um pimentão e logo ali se gerou uma corrente de risos histéricos que parou quando o menino, agora homem passou por lá.

 

Houve um momento em que ele parou, fixou a menina e assim que ele virou costas a animação continuou.

 

O menino ficou, foi para outro edifício fazer a formação, ficou apto e a menina também se mudou para lá.

 

Estava decidida, era desta que meteria conversa com ele na fila do refeitório quando se cruzassem um dia à hora do almoço.

 

Mas o menino teve uma proposta melhor, agradeceu e não assinou contrato.

 

E a menina lá ficou mais uma vez sem conseguir falar e sem as borboletas na barriga que voaram atrás dele.

 

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