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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Hoje Descobri Que Quero Ser

Como um chá quente que aquece num dia frio.

 

Como uma casa que cheira a bolos.

 

Como uma focaccia a escorrer azeite e cheia de alecrim que acaba de sair do forno.

 

Quero ser reconfortante.

 

Quero nutrir.

 

Quero ajudar a fortalecer.

 

Quero ajudar a religar.

 

Quero usar a energia feminina.

 

Ando a descobrir o caminho a seguir e este é o meu ponto de partida.

 

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E se o Karma do Jorge se chamar Amália?

Não sou dada a vasculhar a vida de celebridades e acredito que a notícia seja mais para vender a revista do que outra coisa.

 

Mas e se fosse mesmo verdade?

 

E se o karma existisse? E se a Amal fosse o karma do George?

 

Tive uma relação semelhante (é favor não rir porque estou a descontar a parte do glamour e dos dólares).

 

Redizendo...a relação não foi semelhante porque não houve casamento, mas também eu passei por um solteirão inveterado, giro, mais velho e de boas famílias. Que acabou obviamente  por se ir embora. Isto de ser rafeira e de ter nome de família bairrista não se coaduna com gente de pedigree de apelidos compostos.

 

E se agora isto fosse mesmo verdade? Segundo amiga dela "A Amal sente que isto não é aquilo que ela imaginava. Ela e o George namoraram pouco tempo e pensou que ele fosse uma espécie de cavalheiro internacional cheio de glamour. Mas [George] leva Hollywood demasiado a sério e assemelha-se mais a um americano típico do que ao James Bond com quem ela pensava ter casado", revelou.

 

Por outro lado o discurso dele nos Globos de Ouro que só vi agora pareceu-me verdadeiro. 

 

E se ela fosse o karma dele? E se agora que ele estava mesmo apanhadinho era ela que o mandava dar uma volta?

 

 

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No News Is Good News

Só venho aqui dizer que não tenho nada para dizer.

 

Sempre tive a impressão que, na minha vida, Janeiro è um mês onde não se passa nada. E este ano não está muito diferente.

 

O sol continua a brilhar, o frio continua a apertar.

 

Acabei de ir à janela estender roupa vestida com um pijama que a minha mãe me ofereceu. Como estava vento pus o capuz para cima, por isso os vizinhos acabaram de ver alguém com orelhas de dálmata a estender roupa.

 

Tenho que ir lavar a casa de banho e não me apetece.

 

Vou a um almoço de anos.

 

À tarde vou começar a estagiar com o supra-sumo da área nutricional na qual estou concluir os estudos.

 

A partir da próxima semana vou juntar-me a uma equipa de colegas para recomeçar a trabalhar na minha área. 

 

E pronto...é assim que vão as coisas. Será que há alguma coisa a andar ou será que não se passa mesmo nada.

 

A ver vamos...por enquanto...não a leste mas sim a "Oeste, nada de novo."

E De Repente o Meu Mundo Ficou Violeta. Eu Fui...

Sim, eu sei que andava a refilar com o exagero dos preços, sim, eu sei que andava a dizer que já não podia ver a rapariga à frente, sim, eu sei que referi que já andava a vomitar o merchandising pelos olhos. 

 

Mas...eu pecadora me confesso...Hoje fui ao concerto da Violetta.

 

Depois de uma vozinha muito triste ter-me telefonado ontem à noite a dizer: "Tia, posso fazer-te uma pergunta? Vens comigo ao concerto da Violetta?" 

 

Hoje de manhã após uma série de telefonemas entre mim, a avó patrocinadora e os pais da criança, lá pusemos o concerto em marcha e fui com a pimpolha à estreia.

 

E sim gostei, nem que fosse só por ver a alegria das crianças. Os actores foram muito simpáticos, fartaram-se de falar com o público, tentaram sempre o portunhol e há mesmo um brasileiro lá pelo meio.

Mesmo não conhecendo nada daquilo ainda dancei, gritei, fartei-me de deitar olhinhos ao pai (ou tio) que se sentou ao meu lado e que ia desacompanhado (só levava a criança também) ainda trocamos um olhar e um sorriso durante uma das canções românticas e ainda vi a Bárbara Guimarães. LOL. Deu para tudo.

 

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Sou Um Talento Incompreendido

Miss Me? Lady Mary voltou.

 

Venho aqui dizer que ninguém me compreende. Eu, uma artista que devia estar num palco a ser ovacionada, só me mandam calar.

 

Adoro andar pela casa toda a mostrar a minha voz. Não sei se é de andar sempre vestida de preto ou se é de ser uma gata de rua portuguesa e com alma cigana mas adoro fado e flamenco.

Nos intervalos em que não estou a apanhar sol, faço ouvir os meus lamentos pela casa toda. Mio sobre os dias de chuva, mio sobre a minha vida de rua antes de vir para esta casa, mio por a minha família toda ter morrido às mãos da gripe felina e só eu ter escapado. Tenho tantos lamentos na minha alma que quero partilhar com o mundo e eles o que é que fazem...

 

O meu marido o Ruivo de olhos verdes, abre os olhos, resmunga qualquer coisa e enrola-se para o outro lado para continuar a dormir. A minha dona malvada manda-me calar. Diz que que os meus gemidos a põem doente.

 

Gemidos?! Não sabem reconhecer o meu lamento artístico. Sou uma incompreendida. 

 

Pensando bem...isto pode ser um bom tema para o meu próximo fado.

 

Sempre vossa. 

 

Lady Mary

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Guilty Pleasure - Romances Gastronómicos

Eu viciada neste tipo de livros me confesso. 

 

Tudo começou com o livro Como Água Para Chocolate de Laura Esquivel e nunca mais teve fim. A mestria de juntar comida, amor, erotismo, magia e ambientes novos num só agarrou-me para sempre.

 

Obviamente que a maior parte destas obras são apenas pequenas comédias românticas que se leem com prazer e um sorriso no rosto, outros contudo conseguem-nos transportar para novos mundos.

 

Como preferidos, para além da escritora já mencionada, e para quem gostar do tema, destaco:

 

Joanne Harris e como exemplo a sua já triologia, Chocolate, Sapatinhos de Rebuçado e Aroma das Especiarias. Tal como a autora anterior, Joanne consegue com os seus livros levar-nos a viajar por França através de magia, descrições de aromas, de sabores e uma história cativante e envolvente.

 

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Sozinha, regressei ao boulevard. O sol do fim da manhã já ia alto, mas, afastada da claustrofobia do pequeno beco...tomei consciência de uma sensação bem-vinda de frescura. Era apenas uma brisa que vinha do rio, mas cheirava a outros lugares, à sálvia silvestre da encosta da montanha e ao aroma apimentado do rabo-de-lebre que cresce ao longo das dunas e dança loucamente ao vento - e apercebi-me do que estava diferente. 
Por fim, a calmaria interrompera-se.
O Autan tinha começado a soprar.

 

 

Para mim, baseado em gostos distantes e ao mesmo tempo tão conhecidos, "Arroz de Palma" de Francisco Azevedo, terá sido o melhor livro de 2013.

 

 

Diz uma apresentação da obra: "À prosa lírica e nostálgica de Francisco Azevedo a crítica associou nomes grandes como os de Machado de Assis, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade. A ação de Arroz de Palma passa-se entre o Brasil e Viana do Castelo, a imigração portuguesa no Brasil, no séc. XX, retratada num romance sobre a saga de uma família em busca de um futuro melhor. Ao longo de cem anos acompanhamos as alegrias e tristezas, as discussões e as pazes, as separações e os que são felizes para sempre. Aproveite ao máximo. Família é um prato que, quando se acaba, nunca mais se repete."  

 

Uma pérola digo eu.

 

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Cada casa gosta de preparar a família a seu jeito. Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.

 

 

 

Com "Afrodite" Isabel Allende, outra autora que com o amor à culinária nos traz erotismo, magia e exotismo, conta-nos a sua descoberta do prazer da cama através do prazer da mesa que como ela nos diz "Infelizmente, demorei 30 anos a descobri-lo."

 

Acho que a minha mãe, com a quantidade de livros que tem em casa, ainda não descobriu que lhe roubei este há alguns anos, mas não resisti a tê-lo na minha biblioteca.

 

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 Arrependo-me dos pratos deliciosos rejeitados por vaidade, tanto como lamento as oportunidades de fazer amor que deixei passar para me dedicar a tarefas pendentes ou por virtude puritana", já que a " sexualidade é um componente da boa saúde, inspira a criação e é parte do caminho da alma... Infelizmente, demorei trinta anos para descobrir isto

 

Para terminar destaco ainda duas autoras:

 

 

Nicky Pellegrino que em todos os seus livros nos transporta até Itália com as suas mesas fartas e estórias do dia-a-dia.

 

E outra autora "mágica" Sarah Adisson Allen.

 

 

 

 

Anónimos Correctores ou Agora Será Corretores?

Mas porque raio andam para aí anónimos ou um único anónimo a corrigir erros ortográficos dos blogs?

 

De vez enquanto leio post interessantes e quando vou deixar um comentário reparo que alguém deixou como único comentário a correção de um erro.

 

Alguém "o" ou "os" contratou como revisores de texto?

 

Se a profissão revisor de texto existe é porque a maior parte dos escritores não são génios linguísticos. 

 

É triste andar só à procura de falhas alheias. Aqui prevalece a liberdade de escrita e sobretudo a criatividade e a maneira como os textos nos tocam cá dentro.

 

Ao menos que deem a cara, que digam o que pensaram do que leram e se ainda assim fizerem questão que de uma forma simpática corrijam o erro mas não se limitem SÓ a isso anónimamente.

 

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E os livros?

O meu verbo entre Outubro e Janeiro foi destralhar. Andei pela casa toda e cave e nenhum cantinho me escapou. Muita coisa para o lixo mas também muita coisa útil foi dada. Acho que sem exagero a minha casa ficou 50kg mais leve. Já há 8 anos que não dava uma volta destas.

 

Mas e os livros?

A minha mãe seguindo o meu exemplo começou também a destralhar a casa dela. Mas hoje confessou-me que ainda não está mentalmente preparada para se "livrar" de livros.

 

Mas digo-vos que, no bom sentido, livros na nossa vida são uma praga. Crescem por todos os lados.

 

Eu como adoro destralhar, nem os livros me escapam, para grande sorte minha porque senão acho que já nem entrava em casa.

Ganhei o gosto pela leitura na infância. Depois segui letras, a minha primeira licenciatura e pós-graduação foram nessa área e pelo meio estudei teatro, música, tirei uma segunda licenciatura e agora ultimamente aumentou o gosto pela culinária. Por isso ao longo dos anos, para além dos romances, comprei livros sobre todas estas áreas. Tenho 3 estantes cheias de livros na sala e fiz uma mini-biblioteca na cave.

 

Mas de vez enquando lá vai mais uma remessa deles para fora de casa. Há livros que sei que nunca mais os vou voltar a ler ou consultar por isso prefiro que outras pessoas possam usufruir deles.

 

E o que lhes fiz? Uma vez vendi, mas não tenho muito espírito comercial. Já dei a uma biblioteca municipal, já dei a um museu que estava em fase inicial e que queria ter uma biblioteca, já mandei alguns para escolas em Cabo-Verde, já dei a duas instituições de apoio a animais para os venderem, já dei a um centro de Yoga que queria iniciar um mini-biblioteca e agora a última remessa vai para uma junta de freguesia de uma terra pequena.

 

Ultimamente tento ao máximo ir buscar livros à biblioteca da minha zona que tem parceria com outras bibliotecas.

 

E vocês? Qual a vossa relação com os livros? Conseguem dar aqueles que já não vos vão ser úteis ou também não estão mentalmente preparados para os deixar ir?

 

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