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De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

De Repente Já Nos...40!!!

O Lado B da Vida

Lucy ou Como o Sistema Capitalista Se Quer Aproveitar dos Nossos 10%

Ao ver o filme Lucy ficamos desconfiados de quão estúpidos somos comparados com aquilo que poderiamos ser.

 

Ao lidar com as nossas instituições comerciais ficamos convencidos do quão estúpidos nos querem fazer.

 

Situação nº 1 - O Banco 

 

No sábado passado deixei o cartão esquecido numa sucursal do meu banco um pouco afastada da minha  casa. Assim que dei por isso e cheguei a casa telefonei para a linha de apoio a explicar o sucedido e a pedir aconselhamento.

 

Foi-me indicado que o melhor seria cancelar o cartão e na segunda-feira ir ao banco pedir um novo. Foi-me ainda dito que em todo o caso poderia fazer levantamentos no banco com o meu cartão de crédito. O novo cartão de débito iria chegar em 5 dias úteis e teria um custo de 13 euros.

 

Segunda-feira no banco quem me atendeu indicou logo com ar de gozo que tinha sido mal aconselhada pelo telefone, que teria sido muito mais fácil fazer o levantamento do cartão no banco, e que o novo cartão não chegaria em 5 dias mas sim numa média de 8 dias úteis. Mas mais uma vez confirmou que o meu cartão de crédito permitia fazer levantamentos naquele banco.

 

Terceira-feira ao tentar levantar dinheiro o cartão de crédito apresentava uma anomalia, o que eu Já desconfiava devido ao seu design estilizado. Resultado fui fazer queixa, mais uma vez aturei um empregado do banco a falar comigo com ar de gozo pelas informações dadas pelos colegas do atendimento telefónico e confirmou-me que aquele cartão (que só tinha sido utilizado uma vez como cartão de crédito e por isso estava novo), devido ao seu design, seria dificil de utilizar numa máquina normal e como eu não tinha em meu poder uma caderneta do banco teria que pagar cerca de 5 euros por um levantamento.

 

Vim-me embora. Optei por fazer uma transferência aos meus pais e eles darem-me o dinheiro.

 

Situação nº 2 - A loja de perfumes

 

A loja de perfumes onde eu costumo fazer compras tem um cartão cliente que vai acumulando pontos que são convertido em euros para desconto em compras futuras. Sempre que a loja está em períodos de promoções não é possível utilizar esse saldo.

 

Hoje dirigi-me a essa loja, fora do período promocional. Perguntei qual o saldo que tinha no cartão e indicaram-me ter 31 euros. Optei por um perfume de 27 euros e pedi que me descontassem do saldo acumulado. Fui informada que o perfume tinha um preço especial e por isso não podia descontar. Mas aconselharam-me a comprar o frasco do tamanho a cima que já tinha um valor de 61 euros. 

 

Vim-me embora. Agora só mesmo na Equivalenza.

 

Situação nº 3 - O Hipermercado

 

Hoje também dirigi-me a um hipermercado para comprar pouca coisa, entre as quais um livro para oferecer. O livro tinha indicado o preço de 11€99, quando já vinha no autocarro de regresso verifiquei que tinha pago 13€49 pelo livro.

 

Nesse mesmo hipermarcado há uns tempos atrás fui comprar pimentos, tinha duas escolhas, pimentos em avulso e uma promoção dos mesmos pimentos já embalados em que 2 eram apresentados pela módica quantia de 1 euro. Eu realmente queria 2 mas pelo aspecto deles optei por um dos que estava em avulso e por abrir a embalagem promocional e retirar um dos que estavam em promoção. Qual não foi o meu espanto quando paguei pelos dois pimentos 0, 29 centimos. Ou seja um preço muito inferior ao da suposta promoção.

 

Também por diversas vezes nesse hipermercado dei por produtos sem preço ao lado de produtos semelhantes com preço. Claro que quando chego à caixa ou vou verificar nas máquinas de leitura de código de barras, esses produtos sem preço, colocados ao lado de produtos semelhantes são sempre quase o dobro do preço.

 

Duvido que volte a este hipermercado. 

 

 

 

 Acho que só o facto de estarmos de olhos abertos e não pactuarmos com isto já aumenta uns milésimos da nossa inteligência.

Os Pequenos Prazeres da Vida

Nas minhas leituras de verão, ao viajar pelo livro "Um lugar dentro de nós" de Gonçalo Cadilhe, encontrei uma referência ao seguinte livro:

 

 

 

No dia a seguir fui logo a correr à biblioteca a ver se o encontrava, e lá estava na sua versão portuguesa. E do que fala este livro?

 

Fala dos pequenos prazeres que temos na vida. Para além do primeiro gole de cerveja num dia quente de verão que nomeia o livro, disserta ainda sobre os bolos que se comem ao domingo de manhã, do prazer de debulhar ervilhas enquanto se conversa sobre as banalidades do dia-a-dia, do cheiro das maçãs, de ir apanhar amoras, de se ser convidado à última hora para um jantar em casa de amigos, entre tantos outros mimos.

 

É um pequeno livro de 77 páginas que nos põe bem dispostos, que nos leva de volta à sensação de alegria simples que sentiamos nas longas férias de verão da nossa infância quando andávamos a descobrir o mundo e que hoje em dia ainda conseguimos sentir com os nossos pequenos prazeres diários, que tanto podem ser prazeres que já adquirimos depois de adultos mas que também podem ser prazeres que nos fazem relembrar esse tempos de descoberta do mundo.

 

E que prazeres são esses para mim?

 

Dividindo por estações do ano, já que para mim o ritmo das estações é algo que sempre me deslumbra:

 

Verão

 

O primeiro mergulho no mar assim que chegamos à praia quentes do caminho.

A bola de berlim que se come na areia enquanto secamos.

O ultimo mergulho numa tarde quente de verão quando a praia já está meio deserta e a cor do céu no horizonte está a cambiar para laranja.

 

Uma ida à biblioteca ou a uma livraria na busca de um romance de verão enquanto o nosso nariz é impregnado pelo cheiro dos livros velhos ou novos que nos rodeiam.

A leitura desse romance numa tarde de dolce farniente enquanto temos a sensação que o mundo ao nosso redor parou no tempo como nós.

 

O primeiro gole de água que nos entra no corpo quando chegamos a casa cheios de sede e a sensação que temos dessa ser indiscutivelmente a melhor bebida do mundo. Por mais caro que seja um vinho, por mais doce que seja um sumo, nada bate a sensação deste primeiro trago dentro do nosso corpo sedento.

 

O pic-nic à sombra dos pinheiros com um cesto recheado das nossas guloseimas de sempre, pastéis de bacalhau, rissóis de camarão, salada russa, batatas fritas estaladiças e para fechar em beleza um sumarento e fresco melão.

O passeio pela sombra dos pinheiros à procura de pinhas recheadas de pinhões após uma leve sesta pós-prandial.

 

Os salpicos inesperados de um sistema de rega pelo qual passamos e que nos refrescam na hora certa ou uma espontânea guerra de àgua quando estamos perto de alguém que rega o jardim com uma mangueira.

 

Continua...

 

 

 

Férias alternativas

As fotos não vão ser as melhores porque não tenho máquina, só um telemóvel normal. Mas quanto a férias...

 

Tirar férias pode nem sempre significar destinos exóticos. Tirar férias pode ser ainda mais rebuscado do que a célebre frase "Vá para fora cá dentro". Tirar férias pode ser mesmo ficar dentro no sentido lato do termo.

 

Nesta minha semana de férias estou a levar isso à letra. Estou a tirar férias em casa. E hoje o vá para fora cá dentro foi sinónimo de dormir até tarde. Seguido de uma sessão de leitura deitada no sofá da sala com as pernas em cima do gato que dormia com um olho fechado e outro aberto a olhar para mim num misto de se perguntar "Mas o que é que esta está aqui a fazer hoje" e de afirmar "Mas é tão bom que ela esteja aqui também armada em gata a vegetar". E depois deste doce fare niente arrastei-me até à rua, comprei um bilhete turístico e fui à povoação quase vizinha e mágica chamada Sintra.

 

Assim que aterrei no mundo encantado deliciei-me com um travesseiro e apanhei o autocarro até Monserrate. E Sintra não pára de me supreender. Quando eu penso que já a conheço como a palma da minha mão, visito mais um lugar desconhecido (que tinha no meu imaginário ser alguma espécie de jardim francês) e vou parar mais uma vez ao meio de vegetação luxuriante. Cada vez que conheço um novo local de Sintra tenho a sensação de o ficar a amar ainda mais do que todos os outros que já conhecia.

 

Se o Palácio em si já é lindo:

 

 

Nada se compara à natureza circundante. Em cada local estamos à espera de ver aparecer uma fada ou um gnomo. O ar é tão leve que nos enche dessa leveza. E os cheiros dos jardins e da floresta purificam a nossa alma. 

 

E sentada num momento mágico a olhar para esta paisagem pensei:  "Deem-me uma casa com esta vista, uma garrafa de vinho, um bom pão e um bom queijo e sou uma mulher feliz.Não preciso de mais nada".

 

 

 

No caminho de volta ainda comprei duas pulseiras de artesanato numa venda na vila à beira da estrada e quando cheguei a casa, à falta de vista encantada, fiquei-me por um jantar que me fez feliz.

 

 

Dentro do espírito "Vá para fora cá dentro", o vinho é um Syrah do Alandroal, o pão é saloio e foi comprado em Sintra, os queijo são de Nisa e dos Açores, o chouriço é de Alpalhão, as azeitonas não sei de onde são mas o azeite que as tempera é um portuguesíssimo Oliveira da Serra.

 

E aqui está um exemplo das minhas férias "In".

Hora da Publicidade

Não sei a razão mas fiquei com vontade de falar deste gelado:

 

 

1º Fiquei bastante desiludida. O facto de lhe terem chamado Solero levou-me a pensar que teria um interior semelhantes aos outros mas afinal é apenas um gelado de água. Resultado, era hora do lanche, estava com alguma fome e a tarde não estava nada quente pois soprava um vento frio. Um gelado de água era a última coisa que me apetecia. Passados nem 30 minutos tive que ir comer outra coisa.

 

2º Estava a comer e a pensar. Bem...se eu neste momento estivesse na praia num dia especialmente quente, ou se fosse uma tarde de verão de petiscos e me apetecesse uma sobremesa este gelado ia cair às mil maravilhas.

 

Resultado: Tivesse este gelado outro nome e seria perfeito naquilo que se propõem, é realmente um cocktail em forma de gelado. Sabe a Mojito, o interior é uma feliz combinação de raspas de limão e hortelã. E só tem 55 calorias. Só não o comam como eu à espera de ser um Solero. 

Desistir (Por Favor Não)

Estas mortes provocadas de artistas famosos chocam-me profundamente. Custa-me ver como pessoas que tem talento e orportunidades na vida sofrem tanto interiormente. Robin Williams agora e Philipe Seymour, Cory Monteith, Whitney Houston, Amy Winwhouse anteriormente.

 

Há cerca de 2 anos também me senti a entrar num estado depressivo. E senti que era tão fácil ficar ali, deitada, só a dormir, não sair mais de casa, não enfrentar mais a vida. Mas tenho um espirito optimista, positivo, brincalhão e estava tão revoltada de estar naquele estado. Embora só lá tenha ficado um curto período de tempo senti a facilidade de estar ali e a dificuldade de reagir, de sair daquele buraco escuro. O pior é ter forças para sair dali.

 

Fico mesmo desolada com estas perdas de vidas que tinham tudo para ser plenas. Fico com vontade de lá ter estado uns minutos antes para os poder abraçar, famosos e não famosos, e pedir para não desistirem, escolherem outros caminhos de vida se já não estão felizes com aqueles e dizer que tudo irá correr bem.

 

Tenho receio de lá voltar um dia.

 

Não desistam por favor. Há sempre uma saida.

 

Encontrar o nosso equilibrio interior é a nossa demanda mais preciosa.

Não sei se é da idade...

Não sei se é da idade ou se tenho memória selectiva, mas este fim-de-semana quando andei a organizar as fotos que tinha no computador descobri que já não me lembrava do nome de mais de metade das pessoas que foram meus colegas na minha segunda licenciatura. Em cinco anos, o nome dessas pessoas que durante 5 anos tinham feito feito parte da minha vida diária eclipsou-se.

 

Já fiz tanta coisa, já andei em tantos lugares, já conheci tanta gente que tudo fica baralhado na minha cabeça.

 

Há cerca de um ano já tinha encontrado uma dessas colegas na rua, ela pela conversa lembrava-se bem de mim, e eu sem conseguir enquadrá-la na minha vida.

 

Chego a recear momentos destes e ao mesmo tempo pergunto-me quem é que se já terá esquecido de mim.

Cortar Amarras É Preciso

Tenho uma amiga que está presa a uma relação, neste caso uma pseudo-relação, porque a relação em si já acabou há muito. A outra pessoa avançou com a vida e ela ficou ali, presa, sem se querer libertar.

 

Aconteceu o mesmo comigo há uns anos atrás. Embora eu já não estivesse satisfeita com a pessoa ao meu lado porque sentia que ele já não queria estar comigo por eu não ser a mulher que ele idealizava e por eu achar que não merecia estar com uma pessoa que não me sabia dar valor, quando a relação acabou, estupidamente, fartei-me de sofrer.

 

Não sei como foram os últimos tempo da relação da minha amiga. Ela diz que estava tudo bem e que uma terceira pessoa é que se veio meter no meio. Serà? Assim de repente? Não haveria mesmo indícios que a outra pessoa já não queria estar ali? Eu senti-os no meu caso.

 

Mas avançando para a necessidade de libertação. A minha só aconteceu quando pus um ponto final a tudo. Não ter aceite "dar um tempo" porque eu estava certa dos meus sentimentos e não conseguia aceitar alguém que não estivesse certo daquilo que queria, não ter aceite ficarmos amigos porque não tinha estômago para o ver com outra mulher, acabar por cortar com os lugares onde nos podiamos ver e com as pessoas que sádicamente insistiam em me falar dele quando eu não lhes perguntava nada e sobretudo, acabar com a tentação, mal da nossa geração, de andar a seguir a vida deles pela blogosfera.

 

Agora vejo a minha amiga agarrada a todas estas amarras que eu cortei e custa-me.

 

Já lhe contei aquilo que tive que fazer para me afastar mas ela diz que com ela não é assim tão fácil. Como se para mim tivesse sido fácil. Mas é preciso fazer.

 

Por um lado se calhar fugi. Num nivel mais avançado de consciência talvez tivesse devido ter coragem para aceitar a partida do outro rumo à sua felicidade mas ainda não estou a esse nivel. Quando amamos devemos querer sempre o melhor para o outro, mesmo que esse melhor não sejamos nós mas esse melhor tanto para mim nessa altura como para a minha amiga agora era/é a nossa pessoa.

 

Por isso se a aceitação saudável não for o caso, como está a acontecer com a minha amiga o melhor mesmo é cortar definitivamente. Estar ligada a relações inexistentes fazem-nos sofrer por mais tempo do que é devido e não nos deixam prosseguir com a vida. 

 

Tentar prosseguir com outra relação não desejada a mim levou-me a bater no fundo e no caso da minha amiga já estou a ver que vai fazer sofrer a terceira pessoa.

 

Por isso é preciso ter coragem para libertar amarras. 

 

Passar por cima da primeira sensação de abandono, de que nos falta qualquer coisa, da sensação de termos a certeza de sermos nós o melhor para o outro e sobretudo termos coragem de passar por cima do nosso orgulho ferido e da nossa teimosia.

 

Uma nova relação consciente, só com algém que sentimos novamente que valha a pena, senão, podem querer que aquele velho provérbio "Do vale mais só do que mal acompanhado" é bastante verdadeiro. Momentos a sós fazem-nos progredir enquanto pessoas.

 

E como eu tenho sempre um espirito divertido dentro de mim, mesmo quando o assunto é sério, aqui ficam umas imagens para as senhoras reflectirem.

 

 

 

 

Super Lua - 10 de Agosto

Domingo 10 de Agosto a partir das 19:09 há Super Lua. Sendo esta hora, em que ela nasce, a melhor para ser observada.

 

Resumindo através das palavras do DN: "coincidência da Lua Cheia ocorrer no perigeu orbital, ou seja, quando o satélite está no ponto de sua órbita mais próximo da Terra. Nestas condições a Lua Cheia será vista cerca de 14% maior e 30% mais brilhante do que é costume."

 

Perceberam? OK. Isso é que é preciso.

 

Dieta da Lua - Quarto Crescente

Não sou de dietas, gosto do meu corpo como é e acredito que a única dieta é comermos de forma o mais equilibrada possivel com umas facadinhas pelo meio. Como dizia um professor meu na área de nutrição "Festa é festa". Só que no verão a festa é mais regra do que excepção.

 

Mas gosto da Lua. Adoro a Lua. Sou caranguejo e é o meu "planeta" e de todas as dietas que já apareceram esta é a única que me fascina. E como gosto da Lua, sempre mutável com as suas fases e como eu também sou de fases e como ora tanto me sinto cheia como vazia, tanto me sinto em fase de crescimento como a minguar apetece-me fazer esta dieta embora não goste de dietas. 

 

Apetece harmonizar-me com a lua.

 

É fácil. Sempre que muda a lua, durante 24 horas só devemos ingerir liquidos. Sopas, sumos de frutas, etc. Basicamente acaba por ser um dia por semana de desintoxicação do organismo.

 

Mas bem que eles avisam para começar na lua nova, altura em que a pessoa está mais propícia a criar novos hábitos.

 

Comecei em quarto crescente (nesta fase, a pessoa está mais propensa a ter mais fome e a comer comidas gordurosas, calóricas. É necessário que a pessoa se mantenha firme, dizem os sites) e a meio da tarde estava a comer dois quadrados de choclate preto com amêndoas da Auchan (um dos melhores chocolates para mim).

 

Ainda pensei derreter o chocolate primeiro para continuar no espirito da dieta liquida, mas quem é que eu quero enganar?

 

Pode ser que na lua cheia corra melhor.

 

 

 

 

 

Gostava De Me Apaixonar Verdadeiramente ou Desfado Parte II

Há quem corra, há quem bata num saco de boxe, há quem pratique meditação. A mim então, há dias em que só me apetece chorar para descomprimir. O pior (neste caso obviamente é o melhor) é que não tenho razões para fazê-lo. Havia dias em que me punha a ver aquelas séries para gajas (tipo Anatomia de Grey) que tinham situações que me faziam emocionar e aquilo era o mote para chorar que nem uma desalmada. 

 

E o porquê desta necessidade de chorar quando não tenho razões para isso (já canta a outra "sentir-me triste, só por me sentir tão bem e alegre sentir-me bem só por eu andar tão triste")? É porque para além do Desfado de que aqui já falei sofro de outra patologia que também já foi tão bem retratada numa canção:

 

Tenho pressa de sair

Quero sentir ao chegar

Vontade de partir

P’ra outro lugar

 

Estou bem

Aonde não estou

Porque eu só estou bem

Aonde eu não vou

 

Ás vezes só me apetece começar a correr e parar muito longe.

 

Farto-me de tudo passado um tempo. Gostava de descobrir a minha paixão verdadeira. Vejo fascinada alguns concursos de talentos que dão na televisão, o entusiasmo com que as pessoas falam, lutam e vivem a sua paixão. Queria me dedicar a alguma coisa assim. De corpo e alma. 

 

Mas hoje em dia já tenho receio de me dedicar ao que quer que seja que me dê entusiamo porque já sei que passado um tempo vou esgotar o sentimento dentro de mim.

 

Se calhar é este o meu desfado, não ter fado e poder ser várias personagens durante a vida.

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